Pages

Mostrar mensagens com a etiqueta despicable me 3. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta despicable me 3. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Animated Movies of 2O17


Responsáveis por arrecadares milhões nas bilheteiras mundiais e de encantar miúdos e graúdos, seria de esperar que o catálogo de filmes de animação produzidos anualmente fosse enorme. Não só não é o caso como em cada cinco apostas, três não valem nada. Em 2017 isso foi mais que evidente e infelizmente reflectiu-se no top de hoje.

Por muito que desejasse enumerar apenas produções de qualidade a cima da média, é impossível. Pelo menos para meu conhecimento. Aproveito o desabafo para referir que tentei ao máximo esperar que o filme "The Breadwinner" ficasse disponível mas tal não se verificou. Tenho a certeza que se tivesse acontecido, ocuparia um lugar no pódio. Oh well!

Recapitulando o critério de selecção, é necessário que as obras tenham sido oficialmente lançadas no ano em questão. A hierarquização deve-se única e exclusivamente ao meu gosto pessoal e apreciação das questões técnicas. É certo que não sou um entendido na matéria, mas gosto de absorver todos os elementos além da narrativa. Vamos então passar à lista dos "10 Melhores Filmes de Animação de 2017".

.10.. My Little Poney: The Movie
NOTA: 4/10 | TRAILER: AQUI

Quando uma força obscura ameaça Ponyville e os Mane 6, o grupo de amigos embarca numa aventura até ao fim da Equestria para salvar a sua casa. Pelo caminho vão fazendo novas amizades enquanto enfrentam novos perigos.

Não fosse o facto de trabalhar com o Director de dobragem deste filme e de ele me ter arranjado bilhetes para a antestreia, provavelmente nunca o teria visto. Se a minha classificação não é o suficiente permitam-me que esclareça: é mau. Não é a pior coisa que alguma vez assisti, mas dentro do género, chega a ser doloroso. Admito que tenha uma boa mensagem para as crianças em relação à amizade e tratar bem as pessoas, MAS tudo o resto é uma espécie de quarto de horrores musicais. Sim, porque a cada piscar de olhos alguém se lembra de fazer uma de duas coisas, cantar ou gritar. O desconforto era tal que passei grande parte do tempo a tapar os ouvidos. Não estou sequer a exagerar. Nem mesmo a Sia em modo poney conseguiu salvar isto. O único motivo pelo qual inclui o My Little Poney: The Movie nesta lista, deve-se ao facto de não ter visto mais filmes de animação.

..9.. The Lego Ninjago Movie
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Liderados pelo Mestre Wu, Lloyd e os seus amigos ninja lego vão ter que enfrentar o seu pai, o vilão  Garmadon, para libertar a cidade de Ninjago.

The Lego Ninjago Movie conseguiu a proeza de esquecer o que as duas produções anteriores da mesma franquia conquistaram e fazer o oposto. Até tem momentos com alguma piada, mas só o facto de ser um filme com três realizadores e nove argumentistas, explica bem o porquê de não ter resultado. Juntem a isso um núcleo de protagonistas, que de ninjas têm pouco e mais parecem uma imitação descarada dos Power Rangers, e está o caldo entornado. Em prol de uma "moral da história" perdeu-se a irreverência que caracterizava o universo Lego.

..8.. Despicable Me 3
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Balthazar Bratt, um ex-actor infantil que cresceu obcecado pela personagem que interpretou nos anos 80, revela-se um dos maiores inimigos de Gru até hoje.

Após dois filmes competentes, este terceiro deixou muito a desejar. O seu principal pecado é a incapacidade de cativar o espectador. Não digo que as produções anteriores fossem o santo graal da comédia, mas este esmera-se pela negativa. As atenções centram-se numa aventura pouco promissora e liderada por um Gru que, infelizmente, pouco ou nada contribui para a acção central que é, por si só, extremamente fraca. Sinceramente penso que só não dei uma cotação inferior porque me afeiçoei às personagens, se não...

..7.. The Boss Baby
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Um bebé empresarial infiltra-se numa família suburbana para impedir que o planeta comece a gostar mais de cachorrinhos do que de criancinhas.

Além da animação, os factores positivos prendem-se à componente satírica repleta de piadas que só podem ser compreendidas por quem já sofreu na pele a crueldade e cinismo do mundo empresarial. O tratamento das pessoas como se fossem meros objectos numa máquina de fazer lucro, é estranhamente familiar. Por outro lado, existem momentos no filme que apelam aos nossos sentimentos, como aquele medo e raiva iniciais que sentimos quando um irmão nasce e todas as atenções estão voltadas para eles. Ainda assim, não tem a capacidade de nos envolver completamente durante toda a acção.

..6.. Smurfs: The Lost Village
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Um mapa misterioso leva Smurfette, Brainy, Clumsy e Hefty numa excitante aventura através da Floresta Proibida à descoberta do maior segredo da história dos Smurfs.

Parece que à terceira é de vez. Não sendo o maior apreciador ou conhecedor sequer dos míticos Smurfs, fiquei agradavelmente surpreendido com esta Lost Village. Contrariamente a outras produções do género como, por exemplo, os Trolls, aqui existe uma noção lógica de que não devem bombardear o espectador com canções irritantes a cada cinco segundos. Ter uma cantora como a Demi Lovato como protagonista também ajuda. A premissa não é propriamente inovadora, mas a componente visual é bastante estimulante e a jornada que os protagonistas enfrentam é boa o suficiente para me manter interessado até ao fim.

..5.. Captain Underpants: The Epic First Movie
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Certo dia, acidentalmente, dois melhores amigos hipnotizam o director da escola, levando-o a acreditar que ele é o Capitão Cuecas, um super-herói completamente imbecil cujo traje consiste em roupa interior e uma capa.

Inspirado na saga literária criada por Dav Pilkey em 1997, Captain Underpants foi uma das grandes surpresas no campo da animação lançada no ano passado. Não tinha o mínimo de conhecimento sobre a premissa ou personagens, mas gostei. Da bonita relação de amizade dos dois protagonistas ao facto de promoverem a cultura - algo que na faixa etária deles, é praticamente escasso - é refrescante. Outro pormenor que considerei interessante foram as pequenas passagens musicais proporcionadas pelos miúdos. Ao serem cantadas de forma atroz e desafinada, deram um certo realismo que não estava à espera. Não é que goste de ouvir o equivalente a uma audição falhada do Ídolos, mas também já não aguento números insuportáveis de divas da pop de quinta.

..4.. Ferdinand
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Um touro gigante com um coração enorme é confundido com um animal perigoso, capturado e arrancado de sua casa. Determinado a voltar para a sua família, ele conta com uma equipa improvável para esta fantástica aventura.

Nunca abordei o tema aqui pelo blogue mas, sou um totalmente contra touradas. Já tive discussões acesas sobre isso portanto não vou sequer entrar por aí. De forma um pouco ligeira, Ferdinand recorre a temas modernos como o bullying e a crueldade dos matadouros, além da já referida tourada, e sem ferir susceptibilidades, consegue comover-nos e reflectir sobre as nossas escolhas. Confesso que me deixei levar pela emoção ao classificar esta produção da Blue Sky. Analisando de forma mais crítica, a verdade é que apesar do charme, existe um enorme problema no que toca à narrativa e carência de personagens secundárias marcantes (uma cabra e três ouriços não são suficientes). Ainda assim, não consegui ficar indiferente a um dos protagonistas mais queridos dos últimos tempos.

..3.. The Lego Batman Movie
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Para salvar a cidade de Gotham do Joker, o Batman vai ter que deixar o seu trabalho com vigilante solitário a aprender a trabalhar com os outros. Será que o morcego tem coração?

Nesta segunda produção do mundo de peças desmontáveis a ser levada ao grande ecrã, posso dizer que finalmente me deixei vencer. Com uma dose de humor ácido, ironia industrial e uma narrativa despretensiosa e sarcástica, senti-me em casa. A abordagem é hilariante, especialmente por se tratar de uma figura icónica como o Batman que recentemente foi destruída pelo Ben Affleck. Nesta reinvenção, somos apresentados a um protagonista que come lagosta aquecida no microondas, faz maratonas de Jerry Maguire e claro, não escapa a uma lição de que é importante confiar nas pessoas que nos rodeiam. Pelo meio temos interacções de chorar a rir com o Joker, que fica magoado quando o Batman lhe diz que ele não é o seu inimigo número um e recorre a todos os vilões existentes - do Voldemort ao Olho de Sauron e os Gremlins -, para lhe provar o contrário. A forma caótica como juntam todas essas referências faz lembrar um pouco aquilo que fazíamos quando brincávamos com os legos. Não só é o melhor filme da franquia LEGO como um dos melhores filmes do Batman ever.

..2.. Loving Vincent
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

A caricata história da morte do pintor holandês Vincent Van Gogh (suicidou-se alvejando-se no estômago, e caminhado pela cidade depois de o fazer), é investigada pelo filho do carteiro.

Wow, é a primeira reacção assim que percebemos que Loving Vincent é a primeira animação na História do cinema inteiramente feita com pinturas a óleo. Cartas, quadros e depoimentos de Van Gogh foram transformados em imagens animadas, culminando num film noir moderno e colorido. Um total de 125 artistas dedicaram-se, durante dois anos, à criação de mais de 62 450 telas-frame, que resultaram em 95 minutos de filme. Basicamente gravaram cenas com actores de carne e osso que depois foram pintadas à mão. Agora digam-me se isto não é simplesmente genial?! Simultaneamente existe uma atmosfera de intriga policial que se mantém até aos últimos momentos do filme, ou deverei dizer pinturas?. Há algum tempo que não ficava de boca aberta com uma produção deste género cinematográfico. Nem mesmo o Anomalisa provocou um efeito assim.

..1.. Coco
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Miguel é um aspirante a músico que se alia a Hector numa extraordinária aventura para descobrir a história da sua família através da colorida terra dos mortos.

Por muito que Loving Vincent seja uma verdadeira obra-prima e cuja componente técnica marque all the boxes, não há como negar, Coco é O filme de animação do ano. Não é a primeira vez que um produto de animação aborda o tema da morte e da perda, mas aqui a balança é equilibrada com uma premissa repleta de explosões de cor, acção, comédia e música. Passado totalmente no México, explora as tradições de uma cultura específica, e vale-se de um elenco exclusivamente latino para o conseguir de forma mais fiel possível. Motivo esse pelo qual os actores escolhidos são bilingues, ou seja, as vozes da versão americana são exactamente as mesmas da versão dobrada em espanhol.

Dada a temática e actual tensão política nos EUA, são inevitáveis os apontamentos políticos, ainda que acidentais. A passagem do mundo dos mortos para o dos vivos, por exemplo, funciona como um serviço aduaneiro. Com certeza não fui o único que se recordou das medidas de Trump no controlo da imigração. Embora o filme de Lee Unkrich não tenha necessariamente um cariz político, não deixa de ser incrível quando nos apercebemos desses pequenos detalhes.

Não podia deixar de referir o título do filme. "Coco" refere-se à personagem "Mama Coco", a bisavó de Miguel. A história do filme não é sua, mas também não podia existir sem ela. Ela é uma velhota adorável, animada de forma meticulosa e extraordinária. Não obstante, toda a animação e estética visual aqui presentes são de outro mundo, literalmente. Bendita a hora que a Marta quis ir ver este filme ao cinema. A minha vontade quando terminou foi de voltar a entrar na sala e recomeçar tudo. Não só me comoveu ao máximo como partilhei um momento embaraçoso com uma menina que estava sentada ao meu lado. Sem referir spoilers, digamos que perto do final, olhamos os dois um para o outro após ouvir os respectivos soluços de choro e foi uma imagem que nunca esquecerei. Se ainda não viram o Coco, façam um favor a vocês mesmos e mudem isso. É simplesmente lindo.

Já viram os filmes todos? Quais foram os vossos favoritos do ano?

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #30



SINOPSE: Balthazar Bratt, um ex-actor infantil que cresceu obcecado pela personagem que interpretou nos anos 80, revela-se um dos maiores inimigos de Gru até hoje.

OPINIÃO: A Universal Pictures encontrou uma verdadeira galinha de ovos de ouro na franchise "Despicable Me" que, além dos filmes da saga original, já teve direito a um medíocre spin-off com os Minions (lamento mas já não os suporto). Todos eles foram um sucesso de bilheteira, incluindo este terceiro volume que apesar de MUITO menos piada que os anteriores, conseguiu cativar o público à volta do mundo.

Confesso que adorei o primeiro e fiquei chocado com o facto do segundo manter o grau de qualidade. Infelizmente isso caiu por terra neste Despicable Me 3. O seu principal pecado é a incapacidade de cativar o espectador. Não digo que as produções anteriores fossem o santo graal da comédia, mas este esmera-se pela negativa. 

As atenções centram-se numa aventura pouco promissora e liderada por um gru que, infelizmente, pouco ou nada contribui para a acção central que é, por si só, extremamente fraca. Sinceramente penso que só não dei uma cotação inferior porque me afeiçoei às personagens, se não...




SINOPSE: Após terminar uma relação, uma mulher convida a mãe a passar uams férias na América do Sul. O que eram para ser as férias mais divertidas de sempre acabaram por se tornar num verdadeiro pesadelo.

OPINIÃO: Sou uma das poucas pessoas que ainda acha piada à Amy Schumer e gosta genuinamente dela. Dito isto, não podia ter ficado mais desapontado com o escandalosamente fraco Snatched.

Protagonizado pela Schumer e a icónica Goldie Hawn, é incrível como a química que ambas demonstram em várias entrevistas não transpareceu, de todo, para o grande ecrã. A Hawn foi tão mal aproveitada que chega a ser criminoso. Ao menos não são dois nomes ultra-saturados de Hollywood.

Com um argumento tão mau e, por vezes, excessivamente absurdo, não há muito que o duo de actrizes pudesse fazer para salvar esta desgraça. A história do desajeitado par formado por mãe e filha que, em conjunto, tentam escapar de uma série de situações pouco felizes, podia ter corrido bem se ao menos tivesse como base algo... com qualidade e coerência. Existem vislumbres de momentos cómicos que apesar de eficazes, pouco ou nada conseguem disfarçar a confusão geral que está a acontecer. Em suma, não percam tempo a ver isto.






















SINOPSE: Antes de ser a Wonder Woman, Diana era a princesa das Amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada numa ilha protegida do mundo exterior, é quando um piloto americano cai nas suas águas e fala sobre o enorme conflito que acontece no mundo, que a jovem deixa a sua casa, determinada a parar essa ameaça. A combater ao lado de homens numa guerra para acabar todas as guerras, Diana vai descobrir a capacidade máxima dos seus poderes e o seu verdadeiro destino.

OPINIÃO: Incrível como existem filmes que marcam uma época. Este é um deles. Depois de meio século temos novamente uma directora a ser premiada em Cannes. Temos blockbusters protagonizados por mulheres, e uma forte iniciativa para que actrizes e directoras tenham os mesmos benefícios que os seus respectivos masculinos. É por tudo isto e muito mais que Wonder Woman é importantíssimo.

Não é o primeiro filme estrelado por uma super-heroína. Tivemos Catwoman (2004) e Elektra (2005), mas ambos fiascos dirigidos por homens que fizeram passar a imagem aos estúdios de que não valia a pena investir em histórias no feminino. A própria directora, Patty Jenkins, teve de esperar 14 anos para voltar a dirigir uma longa-metragem, depois do excepcional Monster que valeu a Charlize Theron o Óscar de Melhor Actriz.

As expectativas eram altíssimas e Wonder Woman não desapontou. Francamente superior às últimas produções do universo DC, o único ponto negativo é mesmo o tempo. Quando este chega ao ponto em que já não existe nada a provar, a protagonista cede aos clichés do género cinematográfico. Isto é, tropeça na previsibilidade amorosa e um confronto final mediano, onde os efeitos especiais voltam, novamente, a ser figura central. Não podia terminar sem antes referir a brilhante prestação da Gal Gadot que mergulhou de corpo e alma na personagem. A sua postura e olhar ingénuo transmitem vulnerabilidade mas, quando entra em modo de acção, o resultado é bastante convincente. Sem dúvida uma das surpresas do ano.










 
SINOPSE: Após o naufrágio do navio cargueiro que vitimou a sua família e a grande maioria dos animais do seu Zoo que iam a bordo, Pi fica à deriva no Oceano Pacífico com uma hiena, um orangotango, uma zebra e um tigre de Bengala.

OPINIÃO: Nem acredito que ao fim de cinco anos finalmente consegui ver o Life of Pi! Vencedor de quatro Óscares, A Vida de Pi, na versão portuguesa, leva-nos numa viagem pela descoberta do divino, sem nunca se revelar insistente. Face à infelicidade da perda e a luta para descobrir os vestígios da existência de um Deus vigilante, Pi apercebe-se que a sua possível sobrevivência está intrinsecamente ligada a uma improvável conexão com Richard Parker, o tigre de Bengala.

Ang Lee tem a capacidade de tocar no espectador, seja pela delicadeza com que relata esta amizade improvável entre um rapaz perdido no seu próprio mundo e um animal sedento por sangue. Não só é um trabalho emocionante como a nível visual estamos perante uma produção que roça a perfeição. Os animais em CGI são tão realistas que não podia acreditar no que os meus olhos estavam a ver. Da construção do naufrágio às tempestades marítimas, tudo resulta em perfeita harmonia com o argumento e a sua capacidade de criar um certo desconforto e aflição.

A opinião final sobre Life of Pi vai, sem dúvida, depender da sensibilidade de cada um ao tema em questão. É uma obra que não nos força a aceitar uma visão do mundo e de Deus de uma forma singular, mas que dá a liberdade total ao espectador de acreditar naquilo que decidir. E se acreditar, vai ficar rendido.


Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...