Novembro promete ser um mês deveras musical. Enquanto alguns dos grandes nomes da indústria se preparam para lançar novos projectos nas próximas semanas, recomendo-vos quatro recém-nascidos. Estes álbuns são tão fresquinhos que três deles só ficaram à venda hoje (Little Mix, Ellie Goulding e Grimes). A ementa sinfónica do dia é POP, electropop, synthpop e alternativo.
Para ouvirem as minhas faixas favoritas dos álbuns basta clicarem nos títulos em "MUST LISTEN" — por serem muito recentes, nem todas estão disponíveis no youtube, mas actualizarei assim que possível. Até lá, deixo-as com os links do Spotify.
1. Little Mix | Get Weird
Acompanho o percurso do quarteto britânico desde a vitória no X Factor UK em 2011 e a evolução é extraordinária. Só pelo facto de todas terem boas vozes e o mesmo tempo de antena nas músicas, é motivo suficiente para me encher as medidas. Dois anos depois de "Salute", o grupo está de volta com o terceiro álbum, "Get Weird", e uma sonoridade completamente diferente. A fazer lembrar trabalhos de Paula Abdul, Janet Jackson e até Destiny's Child, é um disco sólido e repleto de possíveis hits. Após ficarem três semanas em 1º lugar no top do UK com 'Black Magic', só espero que a Adele não as impeça de alcançarem a mesma posição com o segundo e brilhante single 'Love Me Like You'. 'Lightning' tem que ser a próxima escolhida!
MUST LISTEN: LOVE ME LIKE YOU | LIGHTNING | LOVE ME OR LEAVE ME | WEIRD PEOPLE | GROWN | SECRET LOVE SONG, Pt. II

2. Ellie Goulding | Delirium
Sempre que ouço a Ellie relinchar ao vivo pergunto-me como é que ela conseguiu um contracto discográfico com uma voz tão fraca. Às tantas um pessoa não sabe se está a ouvir um fantasma sussurrar ou o motor de um carro que tenta pegar mas não consegue. A sorte dela é conseguir atingir algumas notas agudas, excelentes composições melódicas e a magia do auto-tune. Piadas realistas de parte, tenho que admitir que me conquistou com o segundo álbum "Halcyon" (2012). Depois de namorar com o indie dance e EDM, em "Delirium", a artista britânica acrescentou um pouco do universo POP dos anos 80 do "E•MO•TION" da Carly Rae Jepsen. Embora seja o seu trabalho mais maduro e coeso até ao momento, peca um pouco pela similaridade a outras canções como as irmãs 'Keep on Dancin'' e 'Ghost Town' do Adam Lambert ou a 'Something in the Way You Move' e a 'Me & the Rhythm' da Selena Gomez.
MUST LISTEN: DON'T NEED NOBODY | KEEP ON DANCIN' | SOMETHING IN THE WAY YOU MOVE | CODES | WINNER

3. Josef Salvat | Night Swim
Começava a duvidar que alguma vez iria ouvir um álbum do Salvat. Na indústria há sete anos, só no final do mês passado é que lançou o tão aguardado disco de estreia "Night Swim". Aleluia! Depois de ganhar algum reconhecimento com uma versão de tirar o fôlego da 'Diamonds' da Rihanna (atrevo-me a dizer que superou a original), foi com o lançamento do EP "In Your Prime", de quatro faixas, que me roubou o coração. Três delas estão presentes no cd e ainda bem, são as melhores. O artista australiano retorna com o experimentalismo electrónico a que nos habituou mas elevado a um grau de excelência máximo. A juntar à sonoridade, ele ainda regravou a soberba 'Open Season' — cujo vídeo analisei AQUI — com alguns versos em francês. O Josef é das minhas vozes masculinas favoritas portanto estou mais que preparado para dar um mergulho nocturno e ouvir as 13 faixas on repeat.
4. Grimes | Art Angels
Três anos depois do aclamado "Visions", a canadiana Claire Boucher, mais conhecida como Grimes, está de volta com o quarto álbum de estúdio, o aguardado "Art Angels". Após o mau desempenho do single 'Go' — canção originalmente escrita para a Rihanna e que pessoalmente adoro — em 2014, e acusações de que a cantora se tinha "vendido", ela deitou todo o material fora e começou a reescrever um novo projecto do zero. Mesmo que com um ano de atraso, o resultado não podia ter sido melhor. Se fiquei obcecado com a 'Oblivion', o que dizer sobre a 'Flesh Without Blood', uma das faixas mais interessantes que alguma vez lançou. Posso dizer-vos que só numa noite ouvi-a mais de 40 vezes. "Art Angels" prova que o mundo POP e o alternativo podem conviver na perfeição, quando bem construídos através de uma produção coerente.



















