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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Preciso de um clone


Como devem ter percebido, não tenho andado com muito tempo para o blog. Se em tempos longínquos publicava praticamente todos os dias, agora nem os posts intercalados consigo cumprir. Não é que exista uma regra que me obrigue a partilhar conteúdo continuamente, mas sinto que ando a falhar. O ideal era mesmo ter um clone que ficasse encarregue da parte chata da minha vida e me deixasse aproveitar os bons momentos ao máximo.

Visto que este espaço não é a minha fonte de rendimento e não ganho absolutamente nada com ele, se continuo por cá é porque gosto mesmo disto. Verdade seja dita, desde Dezembro que a minha situação laboral está um caos por estar a exercer duas funções distintas (sem receber por isso). Resultado, após 8h sem parar, não tenho tido a mínima vontade/paciência para chegar a casa e escrever. O mesmo aplica-se à leitura. Enquanto no ano passado devorei seis livros, este nem metade de um consegui ler.

Normalmente tento escrever o máximo possível durante o fim-de-semana e agendar tudo porque, de 2ª a 6ª, é impossível. Ou acabo por me deitar às 3h da manhã e acordo ainda mais cansado, ou só tenho o tempo de criar a imagem na noite anterior e deixar a escrita para um furo no trabalho. Além de ser uma pressão terrível, acaba sempre por surgir alguma coisa que me impede de terminar o maldito texto. Pista: quando publico alguma coisa sem ser a esta hora é, na esmagadora maioria, um caso desses.

Com um Ricardo 2.0 a coisa resolvia-se num instante. Era ele que acordava todos os dias às 7h da manhã e chegava a casa às oito da noite; aturava o meu patrão por mim e a necessidade de me ligar de 10 em 10 minutos; levava com os tsunamis lisboetas que me deixam ensopado e semi-careca; ficava na fila interminável para comprar o passe e levava com os germes das pessoas nojentas que utilizam os transportes públicos como se fosse o curral deles. Já eu, podia dormir até ao meio-dia, ver as séries e filmes todos que tenho em atraso e claro, escrever conteúdo interessante para partilhar convosco. Sei que a isso se chama desemprego, mas já me bastou dois anos em casa e não obrigado

Tenho mil e uma ideias (e rascunhos) para dar vida e prometo que vou tentar ser mais disciplinado durante o fds. Igualmente em falta estou com as vossas páginas que não têm recebido o meu habitual contributo opinativo. Não vou ser hipócrita e dizer que leio tudo porque ultimamente não tem acontecido, mas quando o fizer, preparem-se para múltiplas aparições na vossa caixa de correio.

Até lá, vou continuar a torcer por Portugal na Eurovisão apesar de saber que, politicamente falando, é impossível vencermos. Mas que era merecido, era.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Changing Times

Após dois anos estagnado, estou a trabalhar. Os tempos de acordar ao meio-dia e passar a tarde toda a ver séries e filmes, terminaram. Acordo às 7:15 da manhã e chego a casa quase às 20:00 da noite. Pelo meio sou como todos os outros portugueses, miserável.

Os primeiros dois dias foram terríveis. Alterar a rotina drasticamente e ser lançado aos lobos, sem qualquer tipo de apoio, não é propriamente fácil. Por entre lágrimas de frustração, estava dividido. Queria desistir mas depois era consumido por um sentimento de culpa enorme. "Tanto tempo a querer um emprego e agora que o arranjaste, vais desperdiçá-lo?". 

O tempo cura tudo, e agora custa menos. A minha timidez inicial começa a desvanecer e já vou falando com os meus colegas, todos eles mais velhos que eu pelo menos uma década. Embora não seja o meu trabalho de sonho, ao menos não é um call-center. Afinal de contas, há sempre alguém pior que nós. Posso-vos dizer que de três candidatos, fui o único que aceitou lá ficar. Agora tirem as vossas próprias conclusões.

Para ajudar à festa, a minha namorada foi estagiar para a Disney, em Madrid, durante seis meses, podendo chegar a um ano (ou por vontade dela, mais). Embora não estivéssemos juntos todos os dias, foi um embate emocional brutal saber que, a partir de agora, não havia escolha. Fisicamente, estou sozinho. 

Questões de foro sentimental de parte, ainda não consegui habituar-me aos horários. Todos os dias penso no mesmo, "como é que alguém consegue ter uma vida chegando a esta hora a casa?" Admiro imenso quem tem a capacidade de ir sair com amigos ou jantar fora, mas comigo não dá. É jantar, ver as minhas duas novelas, uma série curta e cama. Ando esgotado. Apanhar três transportes diferentes todos os dias e passar o equivalente a duas horas de ida e outras duas de volta, é saturante. 

Só para terem uma noção, saiu às 18:15, tenho que ir a correr até ao metro que, por sua vez, passa às 18:20, para depois correr na estação e conseguir apanhar o comboio das 18:29. De segunda a sexta, é esta a minha vida. Treinar para uma maratona, depois de oito horas a lidar com mil e um problemas. Sim, ainda vivo com os meus pais, mas posso afirmá-lo com toda a certeza: ser adulto é uma merda!

Tudo isto para vos explicar o motivo pelo qual tenho estado um pouco mais ausente das vossas páginas e blogosfera em geral. Os fins-de-semana agora são sagrados e ocupados, a colocar os meus tv shows em dia, e escrever publicações para a semana seguinte. No mundo ideal tinha tempo para tudo, mas por muito que tente, durante a semana é praticamente impossível.

A todos vocês que continuam desse lado após quase um ano de Ghostly Walker, obrigado pela paciência e não se preocupem, não vou a lado nenhum.

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