Não é novidade nenhuma que sou um
viciado em séries. De momento
acompanho 35 e com alguns dos novos reforços a chegar já este mês, a lista parece não ter fim. Se tal como eu são apreciadores de shows televisivos, compreendem a dor que sinto quando um deles é terminado abruptamente. É uma sensação terrível quando investimos tempo e carga emocional em determinadas personagens, para depois nem termos direito a um final decente. A pensar nesses casos, fiz uma lista de oito séries que assistia religiosamente e que não deviam ter sido canceladas tão prematuramente.
Como é evidente não inclui programas com muitas temporadas. À excepção de um, os restantes sete têm menos de três seasons. Quer isto dizer que por muito que gostasse de Friends, não faria sentido colocá-lo aqui face aos seus 10 anos no ar.
#1. Fringe
Seasons: 5 (2008-2013)
Minha classificação: 8/10
Sinopse: O FBI une forças com um cientista anteriormente institucionalizado (por realizar experiências à margem da "ciência real") e o seu filho para investigar crimes estranhos que aparentemente pertencem a um plano de escala maior, possivelmente conectado com uma empresa global chamada Massive Dynamic.
Opinião: Do criador de Lost e A Vingadora, Fringe foi apontada como a versão moderna de Ficheiros Secretos. Quando estava a pensar na lista, a série que de imediato me veio à cabeça foi esta. Embora tenha conseguido chegar às cinco temporadas, podia ter durado muito mais. Graças à temática fantasiosa e conspiratória, digamos que havia material suficiente para pelo menos mais quatro anos. A grande estrela deste show é o brilhante actor John Noble no papel do génio perturbado Walter Bishop. A protagonista, Anna Torv, foi uma autêntica revelação como Agente Olivia Dunham do FBI. Se gostam de teorias da conspiração e casos do outro mundo, literalmente, vão adorar Fringe.
#2. 666 Park Avenue
Seasons: 1 (2012-2013)
Minha classificação: 6/10
Sinopse: Na morada 666 Park Avenue todos os sonhos e desejos podem tornar-se realidade: dinheiro, sexo, amor, poder, até vingança. No entanto, cuidado com o que se deseja, o preço a pagar pode ser a própria alma. Quando um jovem casal recebe a oportunidade de gerenciar o histórico complexo de apartamentos, The Drake, acaba por se envolver com forças sobrenaturais e desconhecidas que ali vivem presas, ameaçando a vida dos residentes. Trata-se de uma épica luta entre o bem e o mal.
Opinião: Se conhecem o filme "Rosemary's Baby" de 1968, não fiquem chocados com algumas semelhanças. Confesso que quando vi o primeiro episódio pensei mesmo que se tratava de uma espécie de adaptação televisiva do clássico de terror. Em vez disso, somos aliciados com ideia promissora que acaba por se revelar uma valente bosta. Com apenas 13 episódios conseguiram ter um dos piores finais a que alguma vez tive o desprazer de assistir. Chocante é o facto da história ter potencial e do elenco ter actores fantásticos como o Terry O'Quinn (Locke de Lost) e a Vanessa Williams (Wilhelmina Slater de Betty Feia).
#3. Witched of East End
Seasons: 2 (2013-2014)
Minha classificação: 8/10
Sinopse: A trama centra-se nas aventuras de uma mãe e as suas duas filhas adultas, que por sua vez desconhecem o facto de pertencerem a uma linhagem de bruxas. As três seguem uma vida tranquila e sem grandes acontecimentos na isolada cidade costeira de North Hampton, em Long Island. Quando a mais nova fica noiva de um rapaz rico, uma série de eventos força a mãe a contar às filhas que elas são, de facto, bruxas poderosas e imortais.
Opinião: A sinopse não faz justiça nenhuma à série, acreditem. Já devem saber que tenho um gosto especial pelo mundo oculto, especialmente por bruxas, no que toca às minhas escolhas televisivas e cinematográficas. Desde que Charmed terminou em 2006 que não existia uma série deste género capaz de me cativar. Tornou-se numa das minhas favoritas dos últimos anos, é verdade. É complicado falar dela sem revelar spoilers, mas garanto-vos que é muito interessante. Fiquei desolado com o cancelamento. Para os amantes de romances, não se preocupem, vão ter imensos momentos lamechas para se deliciarem.
#4. The Secret Circle
Seasons: 1 (2011)
Minha classificação: 7/10
Sinopse: Após a misteriosa morte da sua mãe, Cassie Blake muda-se para Chance Harbor, Washington, para viver com a sua avó. A jovem de 16 anos descobre que é uma bruxa, juntamente com outros 5 adolescentes.
Opinião: Apontada até hoje como o grande erro da emissora CW, The Secret Circle terminou cedo de mais. Dos criadores de Vampire Diaries, a série tinha tudo para dar certo. Só faltava uma coisa, expectadores. Embora tivesse um desempenho mediano nas audiências, acabou por se tornar numa espécie de show de culto por parte dos seguidores. Confesso que tive as minhas dúvidas devido a detestar a protagonista, mas o restante elenco salva a acção. Sou suspeito por achar piada ao género, mas é inegável o potencial bruto que a CW tinha em mãos. Comparando com outras séries do canal, como o mais que desgastado, Supernatural, é absolutamente ridículo que TSC tenha sido cancelada.
#5. Ringer
Seasons: 1 (2011-2012)
Minha classificação: 7/10
Sinopse: Depois de testemunhar um assassinato, Bridget foge para Nova Iorque ao encontro da sua distante irmã gémea. Rica, mimada e aparentemente bem casada, Siobhan parece viver num conto de fadas. Numa viagem de barco com o propósito de reatar a relação das gémeas idênticas, Siobhan desaparece em alto mar e Bridget decide adoptar a sua identidade. A jovem adulta descobre segredos chocantes sobre a irmã e o seu casamento, e não só... Rapidamente se apercebe de que estaria mais segura na sua própria pele.
Opinião: Porque decidi ver Ringer? Três palavras: Sarah Michelle Gellar. Desde os seus tempos de Buffy que se converteu numa das minhas actrizes favoritas. Quanto à série, foi mais uma das vítimas da CW. No início parece que custa um pouco a arrancar, mas lá pelo quarto episódio estamos completamente envolvidos na história e queremos desvendar todos os segredos. A prestação de Sarah nos papéis das duas irmãs foi forte e cativante. Suspeito que não soubessem que a série tinha sido cancelada quando gravaram o "último" episódio. Foi um final satisfatório mas com os indicadores óbvios de que a acção iria continuar numa segunda temporada. Nem sei o que é pior, se um fim chato ou um cliffhanger eterno.
#6. The Following
Seasons: 3 (2013-2015)
Minha classificação: 7/10
Sinopse: Um serial killer psicótico, brilhante e carismático, entra em contacto com outros assassinos e activa um culto de crentes que seguem todas as suas ordens. Um agente do FBI com problemas alcoólicos vê a sua vida virada do avesso na busca pelo líder dos maníacos.
Opinião: A primeira temporada foi fantástica, a segunda foi boa e a terceira foi medíocre. Apesar do declínio apreciativo, tenho a certeza que a série poderia facilmente ser salva na temporada seguinte. Sem querer falar demais, penso que o principal motivo da perda de audiências se deva ao facto de insistirem no mesmo vilão durante as três seasons. Embora existissem outros jogadores em campo, a sombra do enfadonho Joe Carroll esteve sempre presente. Amantes de policiais vão apreciar The Following.
#7. The Carrie Diaries
Seasons: 2 (2013-2014)
Minha classificação: 7/10
Sinopse: No início dos anos 80, Carrie Bradshaw está no último ano de Secundário. A jovem começa a explorar questões relacionadas com amor, sexo, amizade e família, enquanto navega entre o mundo da escola e da cidade cosmopolita de Manhattan.
Opinião: Julguem-me à vontade, mas gostava de ver "O Sexo e a Cidade". Assim que soube que iriam fazer uma prequela com uma Carrie adolescente, e ainda para mais com o cunho da terrível CW, fiquei de pé atrás. Bastou o pilot para ficar rendido ao talento da AnnaSophia Robb. Não sei que tipo de preparação ela teve para o papel da escritora fashionista mais famosa de Nova Iorque, mas conseguiu apanhar na perfeição certos maneirismos da Sarah Jessica Parker. O único ponto negativo da série é estar claramente direccionada para um público mais juvenil e o facto do par romântico da protagonista ter uma duck face permanente.
#8. Looking
Seasons: 2 (2014-2015)
Minha classificação: 7/10
Sinopse: Patrick, Augustin e Dom são melhores amigos e vivem na frenética cidade de São Francisco. Explorando emoções e as mais variadas opções disponíveis no mundo gay, estão em busca de satisfação no amor, trabalho, e vida em geral.
Opinião: Por incrível que pareça o que despertou a minha atenção para esta série foi... a banda sonora. A música que podem ouvir no trailer é de uma das minhas bandas favoritas, e depois deles terem partilhado o vídeo, fiquei curioso. Despida de estereótipos, é refrescante ver uma abordagem mais realista do universo homossexual que estamos habituados a ver na televisão. Orange is the New Black fez um bom trabalho no campo lésbico, mas faltava alguma diversidade cultural masculina, e especialmente física. Looking tem uma boa mensagem, com diálogos inteligentes e tanto cómicos como dramáticos. É a chamada dramedy. A primeira temporada foi excelente e a segunda descambou. Felizmente os criadores não concordaram com o cancelamento inesperado e vão lançar um filme para encerrar a história como deve ser. Oxalá todas as séries tivessem direito a este tratamento.
Viam ou ficaram curiosos com alguma das 8 séries? Que outros shows "vossos" foram cancelados?



