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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Maldição de Janeiro

Estou com um sério caso de preguicite aguda e bloqueio criativo. Durante nove meses li inúmeras publicações a exporem este fenómeno mas confesso que me passava um pouco ao lado. Parece que o período de gestação terminou e o meu néctar imaginativo esgotou-se.

Inicialmente pensei que fosse um problema meu, mas não. A cada dia que passa esta maleita faz um novo refém. Nas últimas semanas a lista de nomes a querer desistir ou a fazer uma pausa temporária no blogspot é quase superior à de Schindler. Calma, chama-se humor negro.

Tenho noção que muitos de vocês, universitários, estão em época de exames (as minhas estatísticas que o digam), e como tal, têm outras prioridades, mas isso não significa que tenham que encerrar as vossas páginas. O mundo não vai acabar por se ausentarem. Ao menos a vossa desculpa é justificada, já eu não tenho uma. Estou em casa, com todo o tempo do mundo, e nem assim tenho vontade ou imaginação para escrever.

Não vos vou maçar com as habituais "dicas" para combater a falta de inspiração, até porque se tivesse alguma fórmula mágica não estaria a escrever este texto. Já saí de casa, ouvi música, cantarolei, vi filmes/séries, li e nada. O que me deixa curioso é o porquê de passarmos por estas fazes menos... interessantes. 

Não sei se é por estarmos na semana da blue monday (o dia mais deprimente do ano), em que supostamente voltamos à realidade depois da época festiva; se já começaram a desistir das resoluções de ano novo, ou se por e simplesmente o culpado é este frio insuportável. Uma coisa é certa, Janeiro é um mês amaldiçoado  até as celebridades têm falecido em efeito dominó.

Quando renovei este blog fiz um compromisso comigo mesmo, não o abandonaria como fiz a tantos outros. Por enquanto tenho conseguido arrancar temas da minha cartola, mas já passei por dias em que ponderei seriamente não escrever nada. Sempre é preferível a fazer as chamadas publicações da treta, aquelas que são só para encher chouriços e que todos nós já escrevemos. 

Todo este desabafo para dizer que se eventualmente estiverem a passar pelo mesmo, não se preocupem que é um mal geral, e tal como tudo na vida, passa. 

Boas notícias: faltam 9 dias para terminar o mês. Más notícias: ainda faltam 9 dias para terminar o mês.


Costumam passar por estes bloqueios frequentemente ou é algo esporádico? 
Passam depressa ou são longos?

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O que aprendi desde que criei um Blog


1. OS TEUS MELHORES TEXTOS VÃO SER IGNORADOS

A blogosfera começa a sofrer do mesmo mal das televisões nacionais, é atraída por porcaria. Até podem ter um texto digno de um Pulitzer, mas as pessoas não estão interessadas em conteúdos inteligentes e bem redigidos. Sempre que escrevo um artigo mais jornalístico do qual me orgulho, já sei que está destinado ao fracasso. No entanto, se publicar uma imagem de uma rapariga bonitinha do tumblr e uma frase a dizer que fiz o maior cócó da minha vida quando saí à noite com o Tomás e a Luisinha, será um sucesso.

2. AS PESSOAS NÃO LÊEM OS TEXTOS, LÊEM O PRIMEIRO COMENTÁRIO

Quando não me apetece ler um texto seja pelo tema ou dimensão, é muito simples: não leio, logo, não comento. O problema é que existem alminhas que para não cansarem os seus belos olhos e se poderem promover à mesma, preferem ler o primeiro comentário — para terem a mínima noção do que está a acontecer  e adaptá-lo. É uma prática tão comum que às vezes chega a ser hilariante de tão óbvia que é. Por exemplo, de uma lista de 10 qualidades vossas, se os dois primeiros leitores falarem das mesmas duas, podem ter a certeza que a maioria dos visitantes que se segue vai atrás.

3. 90% DOS "COMENTADORES" SÓ SE QUER PROMOVER

Já o disse e repito: a esmagadora maioria de quem comenta blogs em geral, não tem o mínimo interesse pelo que vocês têm a dizer. O importante é deixar o link para o último post deles, juntamente com 1001 redes sociais. Compreendo que queiram prosperar e ter sucesso, mas há limites para tanto descaramento. Claro que existem excepções e variantes. Se uns se dão ao trabalho de ler tudo e escrever um comentário com pés e cabeça, também existem aqueles que de um texto de cinco parágrafos sobre o abandono de animais dizem, "adoro cães." Se soubessem a quantidade de vezes que tive vontade de lhes responder "Boa".

4. SE NÃO COMENTARES BLOGS NÃO EXISTES

A não ser que sejam vedetas que se podem dar ao luxo de não comentar um único blog e mesmo assim terem sucesso, é vital que saibam vender o vosso peixe. O Ghostly Walker esteve 6 meses no ar com o conteúdo em inglês e nem assim ganhou um único seguidor ou comentário. Porquê? Simples, nunca promovi a minha página. Assim que recomecei do zero e passei a deixar comentários aqui e ali, não demorou muito até que conseguisse o meu primeiro follower. É muito simples, se não divulgarem o vosso espaço, como é que estão à espera que alguém o encontre?

5. NÃO ESPERES MUITO TEMPO PARA PUBLICAR UMA IDEIA "NOVA"

Por muito que nos custe admitir, não somos propriamente génios brilhantes que falam de temas nunca antes abordados. Aliás, é praticamente impossível. Claro que existem excepções, mas a verdade é que vai sempre existir alguém que já pensou no mesmo que nós. Aprendi muito depressa que quando temos uma ideia genial, deve ser partilhada de imediato ou corremos o risco que o façam antes de nós. Embora a vontade seja decapitá-los, a parte mais frustrante é que nem podemos ficar propriamente chateados porque, afinal de contas, não nos copiaram.

6. CRIATIVIDADE EM VIAS DE EXTINÇÃO

Se não seguirem pelo menos um indivíduo com uma rubrica de entrevistas a bloggers, "Instagram no mês X" ou design de layouts, contem-me o vosso segredo! Não há mal nenhum em construir um portefólio com as vossas "criações", mas será mesmo necessário replicarem os modelos e imagens de "capa" uns dos outros? Como referi no ponto anterior, compreendo a dificuldade em encontrar temas originais, mas isso não significa que seja aceitável copiar os trabalhos de outras pessoas. Há que ter criatividade. Irrita-me especialmente quando se dão ao trabalho de comprar materiais decorativos iguais aos de outras pessoas, só para poderem ter o mesmo fundo para fotografias (não aconteceu comigo, mas com alguém que conheço). Tendo em conta o panorama actual, ainda se arriscam a ter a vossa página numa das listas de bloqueio por violação de direitos de autor...

7. NÃO DEMONSTRES SABER DEMASIADO QUANDO COMENTAS UM BLOG

De todos os pontos, este é um dos que mais me irrita e me dá vontade de esbofetear alguém. Como não sou apologista de fazer comentários da treta, gosto de demonstrar à pessoa que li o texto e que tenho uma opinião que vai além do "interessante  :)". Sempre que me deparo com publicações sobre filmes, séries ou música, os meus olhos brilham porque, à partida, tenho o mínimo de conhecimentos nestas áreas. O certo é que por três vezes (até agora) me aconteceu fazer um comentário onde referia alguns factos interessantes, e as pessoas editam o texto original delas e acrescentam as "minhas" informações ou então corrigem algo que não vai de encontro ao que referi. Desconhecia por completo a tremenda importância da minha opinião.

8. AS PESSOAS MAIS SIMPÁTICAS SÃO AS MENOS POPULARES

Colocando as giveaways e parcerias de lado, a maior fonte de seguidores deve-se, muitas vezes, ao carácter questionável dos bloggers. Podem discordar, mas é a mais pura verdade. Não é por acaso que o Perez Hilton construiu uma carreira por partilhar mexericos de celebridades e desenhar genitais masculinos nas caras delas. O mesmo se passa nesta plataforma. Alguns dos bloggers portugueses mais conhecidos, só o são devido a opiniões maldosas  onde nem crianças escapam  ou por terem óptimos contacto$, se é que me entendem. Não vou ser hipócrita, muitas vezes prefiro ler um texto bitchy que o de alguém extremamente simpático que não faça mal a uma mosca. Ainda assim, é um pouco desconcertante pensar que de entre tanta gente simpática e genuinamente bondosa, são poucos os que conseguem vingar.

9. POPULARIDADE NÃO SIGNIFICA QUALIDADE

Num mundo perfeito, popularidade e qualidade andariam de mãos dadas, mas infelizmente não é essa a realidade. Basta pensarem nuns quantos cantores POP para perceberem o que digo. Quanto a esta plataforma, faz-me imensa confusão quando encontro páginas com toneladas de seguidores e layouts pirosos, textos mal redigidos e conteúdos do mais desinteressante possível. Ao entrar nestas páginas, parto logo do princípio que são novatos e qual é o meu choque quando vejo que não só andam nisto há anos como têm 2500 seguidores. Moral da história, se o vosso cantinho é organizado e esteticamente apelativo, e não têm as estatísticas que desejavam, não fiquem desmotivados que eventualmente começam a ganhar leitores.

10. EXISTE UMA MENTALIDADE 'ANTI-MASCULINA'

Não há nada mais desagradável que entrar no blog de uma rapariga e ler "Olá meninas!" no início dos posts. É que além de perder logo a vontade de comentar, nem sequer me sinto bem a fazê-lo. Resultado, perde um potencial seguidor. Tudo bem, até podem ter a página mais feminina de sempre, mas quem é que garante que um rapaz não vá querer participar na conversa? Hoje em dia o que mais há por aí são homens a utilizar produtos de cosmética e a partilharem o gosto pela moda, portanto não faz sentido nenhum esta exclusão do público masculino.


Temos pontos em comum? O que aprenderam desde que criaram um blog?

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O que me faz seguir um blog


1. ESTÉTICA DA PÁGINA


A primeira coisa em que reparo quando entro num blog é no layout. Digam o que disserem, o impacto visual é muito importante. Faz-me um pouco de espécie quando encontro páginas com toneladas de seguidores e além de um tema mal estruturado, um fundo berrante e atafulhado de mil e uma coisas, ainda têm a coragem de utilizar o Comic Sans como tipo de letra. Claro que se gostam do resultado final, força, mas bolas! Compreendo que nem todos sejam génios do html ou tenham tempo/paciência para editar códigos, mas isso não devia interferir com o bom gosto. Há que ter consciência de que estamos na era visual. "Os olhos também comem", e a primeira impressão dos leitores é, em grande parte, baseada na estética das nossas páginas.

2. CONTEÚDO


Podem ter um blog muito bonito, mas sem bom conteúdo, nada feito. Este ponto é deveras subjectivo porque vai depender muito dos interesses de cada um. Possivelmente uma blogger de moda e eu teremos noções diferentes quanto à "qualidade" de certos e determinados tópicos. Neste parâmetro não sou muito picuinhas, se falarem de séries, cinema ou música, já é meio caminho andado para nos entendermos, ah! Por outro lado, se pertencerem ao grupo de utilizadores que se limita a publicar uma fotografia e uma frase, esqueçam. Uma coisa é fazê-lo esporadicamente ou quando não têm tempo, agora sempre? Não tenho a mínima paciência para isso. 

Como dou preferência a temas mais variados e generalistas, dificilmente seguirei blogs que se limitem a abordar questões de cosmética e moda feminina, mas podemos continuar todos amigos. Outra questão importante é a frequência das publicações. Se só escreverem um post por mês ou quando estão de férias da escola, é pouco provável que clique no follow.

3. A FORMA COMO COMENTAM


Este assunto já foi debatido na rubrica Já chega, não?: "Não lêem mas comentam". Perdi a conta à quantidade de vezes que recebo comentários de pessoas cuja única motivação é promoverem-se. Pouco lhes interessa o que escrevi, o importante é deixar os seus sete links das redes sociais e o aviso de que saiu um "NOVO POST!!!!!!!!!!!!". Além de humilhante, perco toda e qualquer vontade de sequer entrar na página, quanto mais seguir. Pior que isso são aqueles que se dão ao trabalho de nos visitar só para responderem a um comentário que lhes fizemos, ignorando por completo o nosso post.

No outro dia cheguei ao cúmulo de ler num blog o seguinte comentário: "Hum". Somente e apenas "hum". Levei uns bons minutos até parar de rir, mas por favor! São cada vez mais raras, mas dou imenso valor àquelas pessoas que se nota que leram a totalidade da publicação e ainda partilham opiniões conscientes. Prefiro ter menos comentários do que muitos "Gostei :)".

4. ORIGINALIDADE


Tal como o ponto anterior, também já abordei este tema, desta vez nos "Macaquinhos de Imitação". É caricato que seja o assunto mais publicitado e defendido na blogosfera e, na realidade, pouco colocado em prática. Se vir mais uma publicação sobre mudanças de design de blogs com a mesma imagem-tipo do visor de um Mac, desisto da vida. Pensando melhor, retiro o que disse. O risco de entrar no feed e ser bombardeado com mais um destes posts é tanto que ainda me acontece alguma coisa. Visto que sabem tão bem editar layouts, era de se esperar que o mesmo acontecesse quanto às "imagens de capa", digo eu, não sei. Simultaneamente acontece a mesmíssima coisa com as "entrevistas" a bloggers. Não se cansam de replicar o que já foi feito? É que tanto num caso como no outro, todos sabemos quem é que teve a ideia original. Imagino a frustração da rapariga e rapaz, respectivamente, responsáveis por estas duas modas. Gosto imenso de aprender, portanto prezo bastante conteúdos novos ou pouco conhecidos, sejam eles a cerca de filmes, tecnologias ou até mesmo de restaurantes.

5. ORTOGRAFIA


Quem nunca deu um erro ortográfico que atire a primeira pedra. Aliás, é bem provável que encontrem pelo menos um ao lerem esta publicação. No entanto, há erros e erros. Como é óbvio não me incomoda um engano ligeiro como uma evidente troca ou falta de uma letra numa palavra. Refiro-me àqueles casos que quase inventam um idioma próprio ou que escrevem um parágrafo de 10 linhas sem um único ponto final. Escusado será dizer que falatório chunga não é bem-vindo. Lamento imenso mas isto não é o hi5, portanto 'aDaptEm a voxa mAnEira d exkrever' à plataforma em que estão. Para atentados à Língua Portuguesa já basta o novo Acordo Ortográfico.

6. SIMPATIA


Que alminha é que vai querer seguir alguém antipático? A não ser que tenha um trauma qualquer, só se for masoquista. Como sou um gajo educado, estimo bastante a simpatia dos meus leitores. Não nego a minha veia bitchy, mas lá porque às vezes o sou no meu blog, não significa que transfira esse estado de espírito para os vossos. Assim que me lembre, ainda não tive a infelicidade de receber comentários rudes de um caramelo armado em esperto, mas nunca se sabe o dia de amanhã.

7. NÃO SEREM BAJULADORES


Existe uma linha ténue que separa a simpatia da bajulação. Elogios são sempre bem-vindos, mas calma na manteiga. Este fenómeno é especialmente evidente nas "queridas" dos blogs de moda e beleza. Quem leu a minha crítica à In Beauty percebeu que abomino as coitadinhas que tentam a todo o custo cair nas graças de alguém com muitos seguidores. Não aprecio nada este tipo de comportamento e detesto que me lambam o cu (água benta nessas mentes perversas), mas ei, existe sempre quem goste de alimentar estes actos desesperados.

8. SENTIDO DE HUMOR


Que seja cliché, mas uma das maneiras para conquistar o meu coração, ou neste caso, os meus olhos, é com sentido de humor. De publicações melodramáticas já a blogosfera está cheia. Perdoem-me mas, não me interessa ler depoimentos diários sobre o quão terrível é a vossa vida por não poderem ir sair com a Bá e o Martim na sexta-feira à noite. Poupem-me. Prefiro mil vezes ler textos divertidos e sarcásticos. 

9. SINCERIDADE


A partir do momento em que li textos de certos indivíduos a promoverem lojas e produtos que receberam de oferta como se os tivessem comprado, já estou por tudo. Fico com urticária só de pensar que há quem prefira criar uma "personagem" e, ao fim ao cabo, enganar os leitores em prol de visualizações. A quantidade de keyboard warriors neste site é chocante. Se for preciso, no dia-a-dia nunca têm nada a dizer, mas assim que se encontram atrás de um computador são activistas de mil e uma causas. Estamos na internet, não há garantias do nível de sinceridade dos outros, mas prefiro acreditar que conheço minimamente as pessoas que sigo.

10. PENA


Eu sei, eu sei que isto é terrível de se dizer mas já segui alguém por "pena". Antes que me crucifiquem, tenho que explicar que não me refiro ao sentimento de "coitadinho, é tão mau", mas sim de "aw, ainda ninguém o segue". Talvez não entendam a diferença entre os exemplos que referi, mas na minha cabeça faz todo o sentido. É de realçar que, obviamente, a "pena" tem limites. Por muita compaixão que possa sentir por alguém com poucos seguidores ou zero comentários (já passámos todos por essa fase), tem que haver sempre algo que me atraia minimamente na página. Por exemplo, se alguém simpático e que comente regularmente/com dedicação os meus posts tiver um layout feinho e textos semi-interessantes, lá sou capaz de seguir, ainda que não totalmente convencido.


Concordam com os meus 10 mandamentos? Quais são as vossas razões para seguir blogs?

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Já chega, não? | Abecedário dos Anónimos


Prometido é devido e a rubrica 'Já chega, não?' está de volta. Façamos o ponto da situação: já falei sobre os "Macaquinhos de Imitação" e das pessoas que "Não lêem mas comentam", portanto o que se segue? Pois bem, os blogues anónimos.

Se bebesse um shot cada vez que encontro a conta de uma A, C, F ou J, estava em coma alcoólico. Não me interpretem mal, não tenho nada contra quem opta por manter o anonimato na blogosfera. A única coisa que me faz assim alguma espécie é quando essas pessoas são aquelas que mais detalhes partilham das suas vidas. Devem estar a pensar que faz sentido, visto que "ninguém" sabe quem elas são, mas será que é mesmo assim?

Vejamos este caso fictício: 
Vida Real:
A Joana vai passear com o Bernardo e com a Madalena ao Parque das Nações. Aproveitando o bom tempo, andaram de teleférico e depois foram ao Vasco da Gama almoçar. Ao final do dia aproveita para actualizar o facebook e instagram com várias fotografias.
Post da Joana
Olá queridas, hoje está mesmo calor não acham?  Fui passear com o B e com a M ao Parque das Nações e tirámos imensas fotografias (como é anónima não as vai mostrar, mas deixa a dica na mesma). Ainda estou cheia do almoço, comi metade de uma salada!
Então quer dizer, tem grandes problemas que saibam quem ela é, mas descreve detalhadamente como foi o seu dia, limitando-se a alterar o nome dos intervenientes para as suas iniciais, e ainda publica fotografias em outras redes sociais? Basta que alguém que a conheça ou ao Bernardo/Madalena se depare, por acaso, com o seu blog e é só juntar as peças. Percebem o que quero dizer? Não faz sentido nenhum.

Uma coisa é manter o anonimato porque a identidade não é relevante, outra são casos destes. Já tive um blog de novidades musicais no qual referia o meu nome mas não tinha nenhuma fotografia da minha cara ou outras redes sociais. Não é que tivesse medo que alguém conhecido me encontrasse, apenas não era o mais indicado para aquela temática semi-noticiosa. Se visitarem portais de música como a Blitz, por exemplo, também não vão encontrar uma foto do criador do site.

Depois há aqueles que até são capazes de partilhar fotografias deles, mas continuam a assinar com uma inicial, como se fosse crime saber que aquele ser tem o nome de João ou Maria. Aqui ainda é mais confuso, porque se era privacidade que queriam, não faz sentido a cara ser aceitável e o nome ser tabu.

Não fiquem a achar que estou numa cruzada descabida contra blogues anónimos. Cada pessoa é livre de fazer o que bem entender, mas há que ser consciente. Claro que se tiver um espaço onde descrevo as minhas aventuras sexuais, faz sentido que o faça anonimamente, mas escrever sobre uma tarde no Parque das Nações com amigos? Curiosamente, 95% das publicações de elementos do exército "Abecedário Anónimo" consistem numa imagem retirada do tumblr e duas linhas de texto.  É assim tão escandaloso saber que afinal aquele B é de Bernardo e conhecer a cara da rapariga que não conseguiu terminar a salada? As pessoas pensam demasiado e complicam coisas que são bastante simples (ah, a ironia).

Não vou ser hipócrita. Claro que se certas pessoas que conheço na vida real encontrassem o Ghostly Walker, não ficaria muito satisfeito, mas é uma estranheza inicial que passa. Bolas, fiz alguma coisa de errado? Não! A meu ver é muito simples. A razão pela qual a grande maioria criou as suas páginas foi com o intuito de poderem "partilhar opiniões com outros usuários". Se não se sentem confortáveis em revelar a vossa identidade nesta simples e inocente troca de informações, aspirações e afins, porque não privar o acesso à página? Claramente querem que os vossos textos sejam lidos, caso contrário optavam por diários.

Espero que não me odeiem e que, se for o caso, não se sintam julgados. Não se preocupem que não tive nenhuma inspiração directa para a redacção deste texto. A minha "crítica" baseia-se em variadas páginas que diariamente vou encontrando aqui e ali. Não interpretem este desabafo como algo negativo, e sim como um incentivo a deixarem as máscaras de lado e darem-se a conhecer aos vossos leitores. Além de se tornarem muito mais acessíveis, a vossa relação vai melhorar imenso. Até o "A" das Pretty Little Liars (uau, será que tem um blog?) já revelou a sua identidade, o que é que vocês estão à espera?

QUERO SABER AS VOSSAS OPINIÕES.
Sejam sinceros, preferem saber quem escreve os blogues que seguem ou não vos interessa? 
Acham os C's, J's e F's mesmo necessários ou pura infantilidade?

terça-feira, 14 de julho de 2015

Já chega, não? | Não lêem mas comentam

Crédito da imagem original: X

Há quase um mês atrás escrevi a minha primeira crítica (se assim o quiserem chamar) à blogosfera. Confesso que fiquei bastante surpreso com o sucesso dos "Macaquinhos de imitação". Até ao dia de hoje mantém-se na liderança das publicações com mais visualizações. Não vou negar que fiquei um pouco hesitante em partilhar a minha opinião sobre um tópico que é tão evidente em grande parte dos membros desta comunidade. Como gostaram da minha ligeira bitchiness, resolvi acrescentar um segundo capítulo à rúbrica "Já chega, não?". Falemos de comentários.

Qualquer proprietário de um blog sabe que a melhor fonte de feedback do "público" é através dos comentários. A risco de começar a soar um pouco como o velho do Restelo, estou um pouco intrigado. Independentemente do género, quando decido seguir uma página, estou a dar o meu carimbo de aprovação. Pensava eu que o propósito de termos os nossos cantinhos fosse, como a grande maioria grita a sete ventos nos seus "sobre mim" (incluindo eu), uma forma de partilhar as nossas opiniões, sejam elas com ou sem fundamento. 

Dá-me uma certa urticaria quando me apercebo que grande parte das pessoas nem lê os posts que comenta. O mais habitual é o "concordo com a tua opinião". É fácil, rápido e assim não se corre o risco de fazer figura de tanso. A trama complica-se quando os aventureiros que se limitam a ler o título da publicação e as primeiras duas linhas do texto decidem dar o ar de sua graça. Acaba por dar origem a situações embaraçosas:

Título: Adoro cachorrinhos
1º Parágrafo: Em criança costumava ir passar as férias de Verão na casa dos meus avós. Como têm uma quinta enorme no Alentejo, têm mais de 50 cães que resgatam das ruas. 
(Um gajo lê isto e já está, "Aw que queridos. Adoro animais e gostava de poder ajudar cães abandonados"). 
4º Parágrafo: Sei que está errado mas não consigo mudar. Desde que matei o primeiro aos 7 anos que ando louco. Como eram tantos, nunca deram por falta dele, mas agora que sou adulto é mais complicado. Simplesmente adoro matar cachorrinhos. 
(Oh diabo, então e agora? A não ser que apoiem o assassinato de cãezinhos, deviam ter lido tudo até ao fim).

Deduzo que não sejam necessárias explicações depois desta história, nada trágica, criada por mim a título de exemplo.

Outro tipo de comentários são aqueles que só se lembram de nós quando comentamos o deles. Tão simples como isto. Posso não gostar muito da tua página ou até nem te seguir, mas como comentaste o meu post sobre os 100 pares de sapatos que eu tenho, vou fazer o sacrifício de retribuir o favor. Só tenho uma questão: porquê? É que se recebem alguma coisa por isso avisem que também quero.

Não me podia esquecer daqueles que literalmente dizem uma palavra do género "Gostei" e depois atacam-nos com 10 links. Uma coisa é partilhar o endereço do nosso blog no final de um comentário com pés e cabeça, outra é serem a Maria Madalena das redes sociais. Perco logo o interesse em visitar a página, e mesmo que o fizesse, tenho a certeza de que iria lá encontrar os botões com as 10 hiperligações, LOGO, qual é a necessidade de colocá-las em todos os comentários que escrevem? Por favor, limitem-se ao link do vosso blog, nada de url's de posts ou as mil e quinhentas contas que têm. Fica o apelo.

A conclusão a que chego é que devo pertencer a uma espécie em vias de extinção que se dá ao trabalho de ler os textos das outras pessoas do início ao fim. Não vou ser hipócrita e dizer que às vezes não tenho vontade de o fazer, mas nesse caso limito-me a não comentar. Compreendo que queiram promover os vossos blogs, mas uma coisa não invalida a outra. 

Visto que quanto maior o post, maior é a probabilidade de não ser lido na íntegra, vou parar por aqui. Para que conste não tive ninguém específico em mente enquanto escrevia este desabafo. Limitei-me a seleccionar os três tipos de comentários mais frequentes tanto na minha como nas vossas páginas.


Vão negar, mas a probabilidade de alguns de vocês fazerem (ou terem feito) parte de um destes três tipos de comentadores é altíssima. Ainda assim, gostava de saber a vossa opinião!

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