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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sound the Alarm ⤫ Album Reviews #33


A quantidade de álbuns que tenho por analisar é tanta que até chega a meter medo! Sem mais demoras, vamos para o quarteto musical de hoje. A categoria do dia é: underrated.

MUST LISTEN:
⤫ 13 BEACHES
LOVE
⤫ BEAUTIFUL PEOPLE
⤫ CHERRY
⤫ SUMMER BUMMER
⤫ GROUPIE LOVE

1. Lana Del Rey Lust For Life

Passaram-se dois meses desde o lançamento do aguardado Lust For Life, da Lana Del Rey, e ainda não consegui assimilar o quão bom ele é. Neste quarto disco de estúdio vemos a cantora norte-americana a voltar às suas raízes, por assim dizer. Mais próximo da brilhante era Born To Die do que de Ultraviolence ou Honeymoon, é o seu trabalho mais longo até à data.

O conjunto de 16 faixas lida com temas bastante familiares para qualquer fã, a queda do glamour Hollywoodesco, a América, e amores terríveis. Mas, desta vez, a Lana consegue atingir uma magnitude ainda maior, ao recorrer a orquestras e melodias simplesmente impressionantes. Começando pela cinemática "Love" e passando pela etérea "13 Beaches", são muitas as concorrentes ao título de melhor canção.

Contrariamente à maioria dos colegas de profissão, a Del Rey acertou em cheio nas colaborações. A parceria com a incomparável Stevie Nicks na "Beautiful People, Beautiful Problems" (uma das minhas favoritas), é possivelmente uma das canções mais bonitas que alguma vez criou. As vozes das duas complementam-se tão bem que chega a ser chocante. O rapper A$AP Rocky aparece em "Summer Bummer" e "Groupie Love" e não desapontou.

Lust For Life não conseguiu superar o irmão mais velho, Born To Die, mas andou lá perto. De qualquer forma, é um dos melhores discos produzidos este ano.

MUST LISTEN:
⤫ I LOVE YOU ALWAYS FOREVER
⤫ YOU CAN TRY TOMORROW
⤫ HUMAN TOUCH

2. Betty Who  The Valley

A extremamente underrated Betty Who, lançou um disco que não só eleva as expectativas dos ouvintes em relação às suas capacidades, como representa uma lufada de ar fresco na indústria musical.

O disco de estreia, Take Me When You Go, ofereceu-nos uma colecção de pop reflexivo, com faixas que não só incluíam a comunidade LGBT, como acabaram por se tornar em autênticos hinos de auto-aceitação. No sucessor, The Valley, vemos a jovem australiana a arriscar novos estilos e géneros sonoros. Podemos ouvir acapella, rap, spoken word, e vocais absolutamente deliciosos em faixas como "Some Kinda Wonderful" e "Human Touch". "You Can Try Tomorrow" é possivelmente uma das melhores canções que ouvi nos últimos meses e tem tudo para ser um hit.

Apesar deste disco ser francamente mais contemporâneo que o anterior, a Betty consegue sempre arranjar uma particularidade que o faça distinguir-se do resto da alcateia. De uma maneira geral, The Valley é uma aposta coesa, e um verdadeiro pop record. É sofisticado, polido e extremamente catchy.

MUST LISTEN:
⤫ DARKEST HOUR
⤫ SHELL
⤫ WHERE IT STAYS

3. Charlotte OC  Careless People

Apaixonei-me pela musicalidade da Charlotte OC no ano passado, graças à genial "Darkest Hour" — que integrou o TOP 10 UNDERRATED SINGLES OF 2016 —, e desde então tenho acompanhado o seu trabalho.

Intitulado Careless People, devido a uma passagem do Great Gatsby — «They were careless people, Tom and Daisy (...)» —, o álbum de estreia não me encheu as medidas. Digamos que após o já referido single, "Darkest Hour", e o fantástico "Shell", esperava mais canções na mesma linha sónica. Felizmente a voz da O'Connor é suficiente para apagar a desilusão.

Verdade seja dita, Careless People não foi ao encontro da explicação dada pela cantora britânica numa entrevista, "There’s all this folklore about the North that’s got a lot to do with witches. Making this album, I wanted to mix the real and surreal in that way, to be as honest as possible but also bring out the mystical side of where I’m from". Pois, não vi onde. Dito isto, não é um álbum mau, nem de perto! Mas espero que o próximo tenha uma força pujante do início ao fim. 

MUST LISTEN:
⤫ SLIP AWAY
⤫ WREATH
⤫ OTHERSIDE

4. 
Perfume Genius  No Shape


Desde as gravações caseiras no disco de estreia, Learning, ao pop cheio de swagger em Too Bright, a música que Mike Hadreas como Perfume Genius é isso mesmo, genial. Cada vez melhor, maior e mais desafiadora. Para este quarto trabalho de inéditas, No Shape, o cantor continua a sua incrível streak com mais um álbum avassalador.

O Perfume Genius sempre explorou o mundo queer, especialmente os traumas que se encontram no caminho da auto-descoberta. Não é por acaso que até no seu expoente máximo de exuberância, a música permanece numa constante batalha interna. Em No Shape, essa espécie de tensão continua presente mas passou para o lugar do pendura, cedendo o volante à incrível força que o amor pode ter. Por muito lamechas que esta explicação soe, é a mais pura verdade.

Talvez por isso, este projecto tenha uma sonoridade mais festiva (não confundir com dance music) do que qualquer um dos seus antecessores. A faixa de abertura, "Otherside", é uma viagem que começa como uma balada a piano e explode de forma eufórica a meio do caminho. É brilhante! E serve de ponte para o triunfante lead single, "Slip Away", a minha canção favorita e possivelmente a melhor da sua carreira.

Muitas das letras são inspiradas em parte pelo seu namorado, Alan Wyffels, que além de colaborar com ele durante os últimos 8 anos, teve direito a uma homenagem intitulada "Alan" que encerra o disco. O amor ocupa assim uma espécie de papel central nesta epopeia lírica que se converteu numa das melhores produções de 2017. 

(+) ALBUM REVIEWS (HERE)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sexta-feira, 31 de março de 2017

MUSIC ⤫ MAR'17 Playlist


Março não é dos meus meses favoritos (excepto por uma ocasião especial) mas no que toca à música, este foi fantástico. Por entre tantos lançamentos verdadeiramente interessantes, nem sei por onde começar. Da Lorde e a injustamente underrated "Green Light" à igualmente irritante/viciante "Mo Bounce" da Iggy Azalea, passando pelos semi-desconhecidos Astrid S e Álvaro Soler com as respectivas "Breathe" e "Animal", sinto-me num paraíso sinfónico.

Tal como aconteceu no volume anterior, voltei a ter demasiadas opções para o meu top 20  valor que estabeleci como uma espécie de limite aplicável a todas as minhas listas musicais. As que agora ficaram de fora, com certeza aparecerão na próxima.

Numa análise relâmpago, a Louisa Johnson lançou uma autêntica summer jam com a "Best Behaviour", a Anne-Marie provou que não é uma one hit wonder com a "Ciao-Adios", e a Loreen voltou a alcançar a perfeição com a "Statements", numa tentativa de representar a Suécia na Eurovisão  só de me lembrar que nem à final chegou, apetece-me partir qualquer coisa. A ex Rachel Berry, aka Lea Michele prendou-nos com a belíssima "Love is Alive" enquanto a nova Power Ranger Amarela, Becky G, continua a dominar os ritmos latinos, agora com "Todo Cambio".

Restam uma série de parcerias, das genéricas  "Stay", Zedd & Alessia Cara; "It Ain't Me", Kygo & Selena Gomez  às inéditas como a genial "1 Night" dos Mura Masa e Charli XCX; "F.F.F. (Fuck Fake Friends)" da Bebe Rexha & G-Easy, e ainda a sensacional "Waterfall" dos Stargate com a P!nk e Sia.

Não sei o que o futuro me reserva mas espero que continue a ter música deste calibre para me acompanhar. 


Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Music Videos | Fresh out the oven #4


Para muitos o mês de Janeiro representa mudança. Para mim não só é sinónimo de regresso das séries televisivas e award season, como de música nova ou, neste caso, visuais. Nas últimas semanas foram vários os cantores do universo POP/ALTERNATIVO que nos brindaram com videoclips emocionantes e um tanto ao quanto criativos. Resultado, sem me aperceber, acabou por nascer uma nova rubrica que já conta com três volumes, "FRESH OUT THE OVEN". Tal como fiz nas edições anteriores, em vez de falar de cada um deles individualmente, juntei alguns dos meus favoritos do momento nesta publicação. 


..1.. BANKS  Trainwreck

As oferendas ao The Altar da Banks continuam a chegar. Após as produções visualmente apelativas dos singles, "Fuck With Myself" e "Gemini Feed", segue-se um dos meus favoritos, "Trainwreck".

No vídeo, a cantora é uma espécie de estrela de um grupo de... personagens peculiares. Pelo meio temos coreografias interessantes e quase absurdas mas que no contexto, resultam. A imagem de marca semi-mórbida e creepy da jovem norte-americana continua bastante presente e ainda bem! Posso estar enganado, mas noto uma certa influência cinematográfica de Alfred Hitchcock e David Lynch, ambos apostas certeiras.



..2.. Snakehips & MØ  Don't Leave

Ainda que em escalas mais modestas, 2016 foi um grande ano tanto para os Snakehips como para a . Os produtores britânicos acertaram no jackpot com a colaboração sensacional com o Zayn na viciante "Cruel", e a cantora dinamarquesa conseguiu algum reconhecimento mundial com os singles "Final Song", "Drum" e "Cold Water parceria com Major Lazor e Justin Bieber.

Este ano as duas frentes uniram forças em "Don't Leave", uma canção que combina a atmosfera típica dos Snakehips  sintetizadores pulsantes e batidas R&B  com a voz rouca da MØ. A produção e letras desta balada pop-electrónica são perfeitas, e o vídeo só vem a solidificar essa ideia. Na popular trama do rapaz que andava com duas raparigas ao mesmo tempo, a vocalista é a protagonista e principal lesada. O desempenho da cantora foi genial, transmitindo um rol de emoções necessários para a história.



..3.. Troye Sivan ft. Betty Who  HEAVEN

Quase dois anos depois, Troye Sivan continua a promover o disco de estreia Blue Neighbourhood - ocupou a #8ª posição no "TOP 50 ALBUMS OF 2015". Depois de "Wild", "Youth", "Fools" e "Talk Me Down", chegou a vez de dar vida à faixa "Heaven", em parceria com a australiana Betty Who.

Considerada pelo jovem como a sua música mais importante, "Heaven" fala sobre a luta interior de aceitação da sexualidade e género. "Without losing a piece of me / How do I get to Heaven? / Without changing a part of me / How do I get to Heaven?", canta.

Filmado a preto e branco, o videoclip intercala cenas do cantor sul-africano abraçado a um rapaz com imagens de pessoas que lutaram pelos direitos LGBTQ ao longo dos anos, desde Harvey Milk a manifestações populares. O resultado é simples e eficaz, especialmente devido ao timming. Lançado na véspera da posse do conservador Trampa & Companhia, "este vídeo é dedicado a todos os que lutaram pela nossa causa antes de mim, e a todos os que continuam a lutar. Em momentos sombrios ou iluminados, vamos sempre amar-nos", explicou o youtuber.



..4.. Little Mix — Touch

Se este não é o vídeo do momento, digam-me qual é! Na passada sexta-feira, dia 20, as Little Mix divulgaram o tratamento visual para "Touch", o mais recente e certeiro single do álbum Glory Days. Quando escrevi a review (AQUI) deste quarto projecto de estúdio, frisei que a qualidade sonora me tinha surpreendido. Não contava era que a sofisticação se estendesse para os vídeos.

Dirigido pelo icónico Director X e a coreógrafa Parri$ Goebel, o quarteto britânico está numa espécie de labirinto colorido onde a única forma de escapar é através da dança. Enquanto girlband elas já nos tinham mostrado uns passinhos aqui e ali, mas nada a esta escala. Elas não param do início ao fim! Fiquei de queixo caído. Divertido, jovem e vibrante, entrou oficialmente para a lista de melhores deste ano.



..5.. Ed Sheeran  Castle On The Hill

Devo ser o único, mas nunca achei muita piada ao Ed Sheeran. Pronto, está dito. Digam o que quiserem mas cada vez que ouvia uma música dele na rádio ou televisão, tinha que mudar rapidamente se não ficava logo saturado. Este ano, tudo mudou. Assim que ouvi a "Shape of You" -aquela canção que é uma rip-off da "Cheap Thrills" da Sia - gostei instantaneamente. O mesmo aconteceu com o single "Castle on the Hill".

Dirigido por George Belfield e filmado na sua terra natal, Framlingham, no condado inglês de Suffolk, o vídeo conta com a presença de vários estudantes do liceu que o músico frequentou, na adolescência. A produção é simples - lembra um pouco o que Zayn fez com "BeFoUr" - e é uma forma de mostrar aos fãs como foram os teen years do britânico.

"÷", lê-se Divide, chega às lojas no próximo dia 3 de Março e vai ser o primeiro álbum do Ed Sheeran que vou ouvir do início ao fim.


Conheciam os vídeos? Qual é o vosso videoclip/música favoritos?

quinta-feira, 30 de junho de 2016

MUSIC | JUN'16 Playlist


Se me perguntarem qual é a minha parte favorita do Verão, a resposta é simples e imediata: a música! Quer sejam melodias com aroma tropical, batidas frenéticas ou baladas de nos querermos lançar ao mar, parece que nesta altura do ano tudo é amplificado.

Junho foi, sem dúvida alguma, devoto ao retorno do meu duo australiano favorito. As gémeas The Veronicas voltaram com o delicioso single "In My Blood" e, tal como previ na minha review, alcançou a primeira posição nos aussie charts.

Simultaneamente, nos últimos dias tenho ecoado, repetidamente, a brilhante canção "In Common" da Alicia Keys. Ainda que me tenha passado um pouco ao lado quando estreou, estou de total acordo com os críticos que a consideram "hipnótica e um possível Summer Hit". 

Em modo de apanhado geral e saltando os mais conhecidos, rendi-me finalmente aos encantos da Betty Who; as M.O, o trio britânico que tanto tenho promovido, continuam a justificar o meu apoio; o francês Martin Solveig conseguiu repetir a proeza e apresentar-nos outra jam óptima para os dias quentes e, pela primeira vez, inclui uma artista portuguesa, a Aurea (ainda que cante em inglês, mas vá).

Para não perderem nenhuma actualização e, possivelmente, conhecerem músicas novas, já sabem, sigam a página do Ghostly Walker no Spotify!


Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?

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