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quarta-feira, 10 de maio de 2017

25 Anos e continuo sem nunca...


No ano passado partilhei convosco alguns dissabores (AQUI), digamos assim, de actividades ou experiências que nunca tinha vivido com os meus 24 anos. Na altura, estava longe de esperar que isso fosse desencadear um rol de publicações com a mesma temática mas fico feliz.

Há uns meses atrás, com o meu aniversário em vista, revisitei a dita lista e confesso que fiquei frustrado por verificar que tudo se mantinha na mesma. Em jeito de update, se bem que não seria necessário um, revisitei o post original e (re)apresento-vos cinco tópicos que considero como os mais chocantes, salvo seja, pelo menos aos olhos da sociedade.


'1. Ter aprendido a andar de bicicleta

Um dos meus maiores desgostos na vida é não saber andar de bicicleta. Em criança adorava andar com as rodinhas mas assim que as tiraram o meu cérebro fritou. Farto de tentar e acabar sempre no chão com os joelhos esfolados, desisti. Digamos que por muito paciente que eu seja, há certas áreas e situações que me tiram do sério. Ainda assim, muitas vezes imagino a sensação que deve ser andar livremente por aí, sem precisar depender de combustível ou boleias. Bem, ao menos sei nadar. 

'2. Ter ido a um concerto

Continua presente na minha cabeça o horror que provoquei quando admiti publicamente que nunca tinha ido a um concerto. Meus caros, tenho oficialmente 25 anos e a coisa mantém-se. Criminoso, eu sei. Chega a ser caricato um ávido consumidor de música como eu, nunca ter experienciado uma das formas mais naturais de apreciar esta arte, isto é, ao vivo. Ser um tio patinhas e achar um balúrdio o preço da maioria dos bilhetes já nem é o principal impedimento, mas sim o facto de ou nunca ter companhia. Sim, porque dizer "vamos" é muito giro mas depois chega a altura e chapéu. Os festivais então é para esquecer. Fazem os cartazes propositadamente mal distribuídos para deixar o público dividido e realmente, comigo resulta, mas pela negativa. Enfim, resta-me torcer para que um dos artistas/grupos que sigo vigorosamente resolva parar por Portugal e convencer alguém a ir comigo.

'3. Ter a carta de condução

Quando era mais novo imaginei mil e um cenários para a minha vida. Garanto-vos que chegar a esta idade sem ter a carta de condução não era um deles. Muitas vezes perguntam-me "porquê é que não tiras?" e a resposta é sempre a mesma: "porque é que vou tirar a carta se depois não tenho um carro para conduzir?". Mais simples que isto não podia ser. "Ah usas o dos teus pais". Ui, nem entrem por aí. Conheço pessoas que tiraram a carta mal completaram os 18 anos e nunca mais pegaram num carro. Resultado, já não sabem conduzir. Vale a pena gastar dinheiro para me acontecer o mesmo? Não. Se as pessoas compreendem isto? Não.

'4. Ter ido a uma discoteca

Embora seja um animal noctívago, não é a componente "festiva" que mais me atrai. Não se preocupem, não pertenço a nenhum culto ou ceita religiosa. Claro que já saí à noite, mas sempre me fiquei pelos bares. Para quê pagar para entrar numa discoteca se posso encontrar tudo o que tem para me oferecer de borla em pubs e afins? Os elementos são os mesmos, leia-se, álcool, música aos altos berros e tolos a "dançar", muda o quê, o tamanho do recinto? Se um dia tiver que acontecer, que remédio tenho eu, mas até lá, não me incomodo de continuar na ignorância.

'5. Ter ido a um casamento

Às vezes sinto que amaldiçoei a minha família. A sério, foi preciso nascer para nunca mais ninguém se casar. Tanto no seio familiar como no círculo de amigos, se bem que este último ainda vai a tempo de acontecer, o certo é que nunca soube o que é ter que ir para aquela que é considerada uma das cerimónias mais aborrecidas do mundo. Vendo bem as coisas, realmente dispenso o sermão religioso, e a prenda choruda, mas o que realmente me interessava era a componente gastronómica da questão. Isso e ter um pretexto para finalmente usar um fato - aqui está mais uma coisa que nunca fiz. Durante muito tempo brinquei dizendo que o primeiro casamento a que eu iria ainda seria o meu, mas quando penso no balúrdio que é, a ideia afasta-se cada vez mais.


Pessoas vividas desse lado, são bixos do mato como eu? Temos peculiaridades em comum?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

25, baby


Hey shawty, it's my birthday!


Entrei oficialmente no clube dos #25 e, por incrível que pareça, este ano não detestei o meu aniversário. Chamem-me self-centered, mas hoje é o único dia do ano em que tenho direito a que seja tudo sobre mim e não me desapontaram. Apesar de ter trabalhado, os meus colegas foram tão simpáticos que até se juntaram para me dar uma prenda (algo inédito lá pelo estúdio). São gestos destes que me aquecem o coração. Depois de um almoço na minha adorada Pizza Hut, um bolo e ainda mousse de oreo feita especialmente para mim por uma colega, é impossível não me sentir amado.

Terminado o horário laboral, ainda fui passar pela baixa lisboeta com a Marta que arranjou aqueles balões inéditos para fotografarmos. Sim, porque amanhã faz ela anos. Morri de vergonha por estar rodeado de gente mas you know what? Who cares! (obrigado por ajudares a testar os meus limites, ah!). Da Praça do Comércio seguimos para um roof top, o Topo Chiado, e provei a melhor bebida da minha vida: o mocktail "Sweet Dreams". Para alguém que NUNCA experimentou uma catrefada de coisas, aquilo foi uma espécie de santo graal.  

A todos os que contribuíram para este dia um enorme obrigado. Especialmente à minha namorada por me levar a conhecer coisas novas e me aturar há 7 anos. Aproveito também para agradecer todas as mensagens que tenho recebido ao longo do dia pelo instagram. Se não me seguem por lá, tratem já disso! (@ricardo.francisco). Despeço-me com algumas fotos de hoje. Obrigado!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Birthday Wishlist '17


Nem acredito que daqui a precisamente uma semana vou completar um quarto de século. Não preciso de voltar a dizer que não me sinto nada à vontade com o avançar da idade, certo? Enfim, ao menos é o pretexto ideal para fazer uma wishlist. Para ser sincero, podia voltar a publicar a mesma lista que fiz no Natal passado, visto que não recebi nenhum dos artigos e continuo mortinho por tê-los, mas vá.

Enquanto me preparo psicologicamente para ser bombardeado com notícias do "desaparecimento" da Maddie, no meu aniversário, passemos às prendas que gostaria de receber:

#1-2. Livros

Tenho andado extremamente cansado devido ao meu trabalho e, tal vez por isso, a vontade para ler tem sido praticamente nula. No ano passado li uns 6 livros e agora nem um consigo terminar. Dito isto, tenho a certeza que se tivesse o "The Nightmare", do Lars Kepler, ou o "The Slap" do Christos Tsiolkas, isso mudaria num instante. Devorei o "The Hypnotist", também do primeiro autor (na verdade é um pseudónimo de um casal de escritores suecos), em tempo recorde e acabou por se tornar numa das minhas obras literárias favoritas dentro do género mistério/crime, portanto tenho a certeza que ia adorar. Em relação ao "estalo" do Christos, vi a adaptação televisiva há alguns anos atrás e fiquei obcecado com a história. 

#3-5. DVD's

Devagar, devagarinho, tenho estado a aumentar a minha colecção de DVD's. Após uma breve vista de olhos pelo meu "Top 20 Best Movies of 2016", seleccionei três dos meus favoritos: La La Land, The Handmaiden e Julieta. Embora não seja muito esquisito, confesso que dou uma certa importância às capas, just so you know. Por esse motivo é que ainda não trouxe uma cópia do Handmaiden que está na FNAC. Escusado será dizer que faria uma festa se recebesse o La La Land, mas infelizmente só estará à venda dia 13. Haja dia Santo.

#6. Massagem

Há anos que fantasio o momento em que vá receber uma massagem profissional. Queria o serviço completo, óleos, mãos pesadas e no mínimo 1h. Como referi no primeiro ponto, tenho andado sobre imenso stress e preciso urgentemente de descomprimir. Como sou extremamente tímido e a ideia de ter um estranho a "tocar-me", deixa-me um pouco desconfortável, já tenho andado a tentar convencer a minha namorada a recebermos uma daquelas massagens de casais. Soa ridículo, mas I don't care!

#7. Letra Luminosa?

Um dos motivos pelo qual sou apaixonado pelo Natal é devido às luzes. Por isso mesmo sempre quis ter uma daquelas letras iluminadas. Como cliché que sou, gostava de ter um "R" por razões óbvias, não é? Não é que vá fazer grande diferença na minha vida mas quando as crianças metem uma coisa na cabeça é difícil sair. E sim, livrem-se de contestar a minha utilização da palavra "criança".

#8. Box Set

Tecnicamente são mais DVD's mas isso agora não interessa nada. Numa das minhas últimas visitas à FNAC, dei de caras com este box set de 5 filmes do Xavier Dolan (um dos meus artistas favoritos) e ponderei seriamente trazê-lo comigo. Terminado um longo exercício de luta interna acabei por deixá-lo lá, mas prometi voltar. Visto que faço anos e tal, bem que podiam fazer essa visita por mim...

domingo, 9 de abril de 2017

2 Anos de Ghostly Walker


O auto-proclamado dark horse da blogosfera está de parabéns! Parece que entrámos oficialmente na idade dos terrible twos. Se estão familiarizados com o termo, preparem-se para o que aí vem. Just kidding. Sim, tecnicamente o Ghostly Walker foi criado há mais tempo, mas só a 9 de Abril de 2015 é que criou raízes.

Sinto-me estranho a dizê-lo mas já caminho por estas ruas virtuais há mais de uma década (acabei de ter uma visão hilariante graças a esta frase). Criei o meu primeiro blog quando era um mero adolescente cheio de acne e, desde então, nunca mais arredei o pé. Por muito que goste de todas as minhas concepções como se fossem filhas, nenhuma se aproxima desta página. 

Tenho plena consciência que a minha honestidade, por vezes crua, e a sassyness que alguns de vós gentilmente me atribuíram, nem sempre é bem interpretada, mas asseguro-vos que não é com maldade (a não ser que me irritem a sério, óbvio). Acima de tudo estou aqui para vos divertir, e a mim também, claro. Se consigo ou não, isso já é outra história, ah! Mantendo a coerência e citando o discurso do ano passado, «posso nem sempre ter os tópicos mais "populares", mas acreditem que procuro sempre uma abordagem cómica/satírica em vez da bajulação que se lê por aí». Nada mudou.

Por muito que fique sempre bem dizer que não se liga a essas coisas, os números têm a sua importância e qualquer blogger sabe disso. Apesar de não ser o que me motiva, confesso que pensei que por esta altura tivesse mais seguidores, especialmente por não me restringir apenas a uma área de interesse. Dito isto, fico genuinamente feliz por saber que mantenho praticamente todos aqueles que me acompanham desde o início. Tenho pena que muitas pessoas tenham abandonado as suas páginas mas espero que se um dia voltarem, digam qualquer coisa que estarei cá para vos receber de braços abertos.

Os mais atentos já devem ter reparado que tenho andado um pouco ausente dos vossos blogs mas não se preocupem que não me escapa nada. Infelizmente não tenho tido o tempo que gostaria para me dedicar com mais afinco à página, mas continuo a esforçar-me para redigir conteúdos que considere interessantes e, se for caso para isso, originem diálogo. 

Não seria uma publicação do Ricardo se não tivesse mais do que cinco parágrafos, não é verdade? A todos os que chegaram ao fim deste testamento à espera de uma giveaway, lamento desiludir-vos mas ainda não é desta. Fora de brincadeiras, aos que continuam desse lado, obrigado. Agradeço-vos do fundo do coração pelas vossas leituras, comentários e partilhas com o hipocondríaco dramático que ainda sonha com a estatueta dourada.

Obrigado!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Mama, I Love You


Sim, o título é uma referência à canção das Spice Girls. Não, não tenho vergonha. Vá, se calhar um bocadinho. O certo é que, 19 anos depois, a letra faz mais sentido do que nunca. Aliás, poderia mesmo ter sido escrita por mim. 

Lembro-me como se fosse hoje das nossas viagens de carro até casa. Com os vidros para baixo e a música aos altos berros, sabia o repertório inteiro da Ágata de trás para a frente. É verdade meus amigos, aqui o Ricardo com os seus cinco aninhos cantava o "Perfume de Mulher" com a mesma dedicação de um Saul a insistir que o alho é o melhor tempero. Riam-se, mas divertiamo-nos imenso.

Os anos passam mas há uma coisa que não muda, a nossa relação. Claro que passou por altos e baixos, mas é normal. Embora não tenha sido um adolescente problemático, tenho que admitir que muitas vezes fui um autêntico sacana. O costume, discussões desnecessárias, revirar os olhos ou respostas tortas. O que as mães têm que aturar.

Devido aos nossos feitios especiais e praticamente idênticos, ainda temos os nossos arrufos, mas com a mesma intensidade com que começam, rapidamente se desfazem em gargalhadas quando nos apercebemos das nossas figuras. Não é por acaso que muitas vezes comento que a nossa família dava um óptimo reality show.

Agora que sou adulto, compreendo aquelas pessoas que dizem que as mães são as suas melhores amigas. Por muito cheesy que seja, é mesmo verdade. Confesso que antigamente considerava essa afirmação um pouco deprimente, mas finalmente percebo o seu verdadeiro significado. Conversamos sobre tudo, não existem tabus. Damo-nos mesmo, mesmo bem e não consigo imaginar a minha vida sem ela.

Contra várias adversidades e problemas pessoais, nunca me falhou e cumpriu de forma sublime o seu dever de mãe. Educou-me a ser um gentleman e a tratar as pessoas, especialmente as mulheres, com respeito e dignidade, ensinou-me regras de etiqueta e como estar em público, a conjugar as roupas e até a fazer a barba.

Se ser um "menino da mamã" significa estar grato pelos sacrifícios que cometeu pelo meu bem-estar, e considerá-la uma grande mulher, então visto essa camisola com um sorriso de orelha a orelha.

Parabéns , love you.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Dois aniversários furados


No Domingo (dia 3), até pode ter sido o Dia da Mãe, mas também foi o meu aniversário. Pois é, não acredito que tenho 23 anos. Apesar de ser o meu número favorito, não me agradam as idades ímpares. Sinto que estou a ficar velho.

Pelo menos por estas bandas, o dia esteve chuvoso. Fiquei por casa com os meus pais, irmão e a namorada que gentilmente me fez um bolinho (além do bolo de anos). O único cheesecake que alguma vez provei foi o da Starbucks e intragável é pouco para explicar o que achei dele. Este era de Nutella e bolacha, e surpreendeu-me pela positiva. Fazer o quê? Já tinha dito que era guloso.

Como não tinha nada planeado, tive a (in)feliz ideia de finalmente vermos o tão badalado Fifty Shades of Grey. Eu tinha uma ideia do que a história falava mas agora imaginem a cena, a minha mãe a ver o filme connosco. Foi cómico, mas tão desconfortável. Enfim o filme foi terrível (2/10), e nem acredito que andava tudo maluco e na volta não vi nada que me chocasse.

Embora o dia tenha sido agradável, já há alguns anos que não consigo deixar de sentir uma certa tristeza no meu aniversário. Não sei explicar o porquê, apenas sei que não falha. Parece que falta alguma coisa, só não sei o quê. É ridículo. O pior é que me sinto culpado por causa dos que me rodeiam. Imagino que não deva ser agradável verem o meu, por vezes evidente, estado de espírito. Talvez seja por nunca acontecer algo interessante. A culpa é dos filmes e as suas expectativas irrealistas!

Os supostos "amigos" que nem se dignam a dizer-me nada também não ajudam. Pode não transparecer, mas eu ligo imenso aos pequenos gestos. Se sei quando cada um deles faz anos (dos mais chegados, claro), então espero o mesmo em retorno. A parte mais interessante é quando alguns deles não me dizem nada mas no dia seguinte dão os parabéns a outra pessoa. Ouch.

Conversas depressivas de parte, ontem, dia 4, foi o aniversário da minha namorada. Quais são as probabilidades de isto acontecer, eu sei. Como era segunda-feira, tínhamos o dia todo planeado, almoço, passear, visitar este e aquele sítio. O que é que acontece? Uma tempestade. Mas será possível que a mãe natureza só se lembrou de fazer uma birra nos nossos aniversários? É que hoje está um autêntico dia de Verão.

Embora não tenhamos ido para Lisboa, fizemos alguma das suas actividades favoritas. Almoçámos num restaurante Japonês e vimos filmes da Disney. Tive pena por ela, mas tenho que admitir que foi um dia divertido. Nem que tenha sido pela molha e ventania que apanhámos e que me deixaram com a aparência de um rato de cabelos no ar.

Serei o único que fica depressivo quando faz anos?

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