1. The Weeknd ⤫ Starboy
MUST LISTEN: STARBOY | I FEEL IT COMING | SECRETS | SIDEWALKS | FALSE ALARM
O novo queridinho do Pop/R&B mainstream, The Weeknd, lançou oficialmente o terceiro disco de estúdio da sua carreira, Starboy. Ainda a colher frutos de hits como "Can't Feel My Face", o artista canadense não só estreou-se em nº1 no top de discos da Billboard, como conseguiu o feito histórico de ter o recheio das 18 canções a marcarem presença no top 100. Não sou fã da voz dele, confesso, mas tenho que lhe tirar o chapéu com esta conquista.
A sequência de abertura, "Starboy", "Party Monter" e "False Alarm" é forte e musicalmente cativante. Infelizmente, o que se segue é uma sucessão de melodias recicladas, sem sal ou identidade, que nos deixam confusos sobre qual a verdadeira intenção do cantor. Não me interpretem mal, o álbum não é mau. A colaboração com os Daft Punk na faixa título e na igualmente brilhante, "I Feel It Coming" –uma espécie de irmã mais lenta da "Get Lucky" – é uma mais-valia. O problema é que quando colocamos todas as músicas numa balança, o resultado podia ser muito melhor.
A sequência de abertura, "Starboy", "Party Monter" e "False Alarm" é forte e musicalmente cativante. Infelizmente, o que se segue é uma sucessão de melodias recicladas, sem sal ou identidade, que nos deixam confusos sobre qual a verdadeira intenção do cantor. Não me interpretem mal, o álbum não é mau. A colaboração com os Daft Punk na faixa título e na igualmente brilhante, "I Feel It Coming" –uma espécie de irmã mais lenta da "Get Lucky" – é uma mais-valia. O problema é que quando colocamos todas as músicas numa balança, o resultado podia ser muito melhor.

2. Childish Gambino ⤫ Awaken, My Love!
MUST LISTEN: ME AND YOUR MAMA | REDBONE | BOOGIEMAN | STAND TALL
O Donald Glover é o homem dos sete ofícios: actor, guinista, humorista, músico e rapper, se bem que a opinião sobre as habilidades desta última profissão é polarizadora. O alter-ego musical, mais conhecido por Childish Gambino, acaba de lançar o segundo álbum, Awaken, My Love! e o resultado é... surpreendente. Assim que a primeira faixa começa a tocar e ouvimos a sua voz soar na brilhante "Me and Your Mama", torna-se claro que estamos perante um disco muito diferente. Bem-vindos ao retro-funk-futurista.
A produção do álbum está soberba, conseguindo a proeza de personificar a, igualmente perfeita, fotografia de capa. É tão bizarra que não consigo desviar o olhar. A complexidade e elegância das 11 faixas é de tal modo poderosa que poderia muito bem pertencer à banda sonora de uma longa-metragem de qualidade. O sucesso deste trabalho não é por acaso. A estrela da série Atlanta demonstrou o seu conhecimento da histórico-musical ao inspirar-se em nomes como Prince, Sly & The Family Stone, e claro, os Parliament-Funkadelic. Esta é a prova viva de como não se devem realizar listas dos melhores do ano antes do tempo. Um forte candidato ao top 10.
A produção do álbum está soberba, conseguindo a proeza de personificar a, igualmente perfeita, fotografia de capa. É tão bizarra que não consigo desviar o olhar. A complexidade e elegância das 11 faixas é de tal modo poderosa que poderia muito bem pertencer à banda sonora de uma longa-metragem de qualidade. O sucesso deste trabalho não é por acaso. A estrela da série Atlanta demonstrou o seu conhecimento da histórico-musical ao inspirar-se em nomes como Prince, Sly & The Family Stone, e claro, os Parliament-Funkadelic. Esta é a prova viva de como não se devem realizar listas dos melhores do ano antes do tempo. Um forte candidato ao top 10.

3. John Legend ⤫ Darkness and Light
MUST LISTEN: PENTHOUSE FLOOR | DARKNESS AND LIGHT | WHAT YOU DO TO ME | LOVE ME NOW
Foram precisos seis álbuns para o John Legend sair, finalmente, da sua zona de conforto e arriscar algo mais ambicioso. Em Darkness and Light, o cantor norte-americano, fundiu os lados artístico e político e o veredicto é francamente positivo. Prova disso é a letra de "Penthouse Floor", a melhor canção deste trabalho, onde Legend questiona: "All this trouble in this here town/All this shit going down/When will they focus on this?/Streets fired up with the TV crews/Look, Ma, we on the news!/But they didn’t notice before this."
Dono de uma das melhores vozes soul da actualidade, John pode não ter lançado o álbum do ano, mas reuniu uma forte e coesa colecção de músicas com substância. Baladas ou animadas, a mensagem é sempre importante e nunca genérica. Em suma, Darkness and Light é uma carta de amor sobre encontrar felicidade em alturas mais negras.

4. Justice ⤫ Woman
MUST LISTEN: SAFE AND SOUND | STOP | PLEASURE | CLOSE CALL
Após um hiatus de cinco anos, os Justice estão de volta com o terceiro álbum de estúdio, Woman. É impressão minha ou alguém tentou beber da mesma fonte dos Daft Punk e engasgou-se? Vá, estou a ser mauzinho. Ainda que menos inovadoras – uma vez que seguem a mesma fórmula do hit-single "D.A.N.C.E." que os catapultou para o sucesso em 2007 –, as faixas "Safe and Sound" e "Stop" são claramente a melhor parte desta produção um tanto ao quanto caótica. As melodias não oferecem nada de novo, os solos de guitarra não surtem efeito e até os vocais parecem apagados. Call me old fashioned mas demasiado barulho sem sentido incomoda-me o ouvido. Ena, até rimei.

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