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domingo, 13 de maio de 2018

Eurovision Song Contest 2O18: 🐔 vs 🔥


Pensavam mesmo que não ia comentar a Eurovisão deste ano? 

Um ano depois da vitória surpreendente de Salvador Sobral com a eterna "Amar Pelos Dois", Portugal recebeu de braços abertos o maior festival de música da Europa. O resultado foi... digno de uma final de qualquer campeonato futebolístico. Com uma votação criminosa e altamente viciada por parte do leque de jurados dos países participantes, ficou claro que o público não vai em polítiquices.  O resultado foi um dos duelos do século, a galinha vs. o fogo. Confirmando o favoritismo estável desde que foi lançada, a canção "Toy" da israelita Netta sagrou-se vencedora.


Por incrível que pareça, este foi um dos anos em que levei mais tempo a entrar no espírito eurovisivo. O interesse repentino que mais de metade da população teve neste evento e a quantidade de "concretizações de sonhos" por assistirem às galas ao vivo deram-me uma valente volta ao estômago. Não sei se é aquele sentimento quase "possessivo" que temos quando gostamos de alguma coisa que consideramos "nossa" e que quando se torna mainstream, e é poluída por abutres que outrora não ligavam nenhuma, nos deixa com os nervos à flor da pele, mas foi mais ou menos isso. Quando questionado sobre a possibilidade de ir à final, pensei "nah, lá não multidão não ia conseguir ver nada". Mas... confesso que estou arrependido. A Eurovision faz parte da minha família ainda eu não era nascido, portanto nunca me vou perdoar por ter perdido esta oportunidade (muito provavelmente única). Oh well! Ao menos pude ver uma das melhores edições a níveis técnicos e com uma apresentação fantástica da Filomena Cautela e Daniela Ruah. Sobre a Catarina não me vou pronunciar porque não adiante bater mais no ceguinho.


Ao longo dos últimos meses tenho sido um ávido defensor das participantes nacionais. De tal modo que até entrei em algumas discussões (pacíficas) com colegas de trabalho que só sabiam lançar veneno sob o bonito jardim da Cláudia Pascoal e da Isaura. Já o disse e repito, este ano não havia nenhuma canção melhor que a escolhida para nos representar. Se tinha chances de vencer? Claro que não, mas isso não coloca em causa a sua qualidade.


A altura em que países conseguiam vencer edições seguidas é quase pré-histórica e isso têm-se vindo a intensificar nos últimos anos. Por norma, o país anfitrião costuma ficar sempre para o final da tabela, recebendo apenas os chamados "votos por simpatia" pela boa recepção. Connosco nem a isso tivemos direito. Senti que literalmente cuspiram na nossa cara e nos deixaram à beira da estrada. Último lugar entre tantas músicas medíocres? Trágico. Pior é saber que vai haver gentinha desprezível a justificar a injusta classificação como "pois, se tivesse sido o Piçarra isto não acontecia". Poupem-me.


O erro aqui foi a semelhança de abordagem e entrega entre a canção do ano passado e a deste. Tal como a do Sobral, "O Jardim" brilha pela simplicidade tanto do tema como das artistas em palco. O contraste com o aparato exuberante das restantes actuações fez-se sentir, novamente, mas perdeu um elemento-chave, o factor "novidade". De qualquer forma nunca, sob hipótese alguma, merecia ficar em 26º lugar. Especialmente com atrocidades plagiadas como a República Checa e a sua versão da "Talk Dirty" do Jason Derulo. Que o digam as centenas de europeus que demonstraram o mesmo choque/desagrado nos comentários da conta oficial do youtube do ESC.



A primeira vez que ouvi todas as entries ao concurso deste ano afirmei com firmeza "Israel vai ganhar!". Sim, tive entrada vip para o galinheiro e asseguro-vos que ainda vibro com a música cada vez que a ouço. É original, diferente e extremamente viciante. Contudo, no último mês dei por mim a ficar cada vez mais dividido com o "Fuego" do Chipre. A presença da Eleni Foureira em palco rivaliza com a de uma Beyoncé europeia e sejamos sinceros, deu um espectáculo do caraças. Se é fast-food music? Certamente, mas nem por isso deixa de convencer. Como gostava genuinamente das duas, foi um resultado agridoce. Fechando o meu top 5 estavam a Estónia e a soberba ópera "Fuerza" (mega roubada), a Jessica Mauboy (Austrália) que infelizmente deixou os nervos vencerem e desafinou na gala final, e o super-grupo Equinox (Bulgária).


A Áustria era outra das minhas grandes favoritas mas nunca pensei que fosse arrebatar tantos votos pelo júri. E já que estamos neste tópico... Suécia, a sério? Não só a voz do cantor é extremamente fraca como o produto final é abaixo da média, no entanto ficou em 2º lugar pelos jurados? A sério? Depois não querem ser acusados de jogadas políticas. Enfim! A Lituânia conquistou-me assim como a Irlanda e França. Também gostei da Finlândia, Ucrânia e Alemanha, se bem que alguns patamares abaixo. Continuo ultrajado pela Bélgica e a Grécia não terem sequer passado à final. Aliás, a canção belga não só era uma das melhores do concurso como merecia um lugar no pódio.

Sem me alongar muito mais, despeço-me com o meu TOP 10 pessoal, assim como os oficiais:
TOP 10 GHOSTLY:
1º. Israel / Chipre

3º. Estónia
4º. Austrália
5º. Bulgária
6º. Portugal
7º. Lituânia
8º. Austria
9º. França
10º. Irlanda
TOP 10 JÚRI:
1º. Austria
2º. Suécia
3º. Israel
4º. Alemanha
5º. Chipre
6º. Estónia
7º. Albânia
8º. França
9º. Bulgária
10º. Moldávia
TOP 10 PÚBLICO:
1º. Israel
2º. Chipre
3º. Itália
4º. República Checa
5º. Dinamarca
6º. Alemanha
7º. Ucrânia
8º. Moldávia
9º. Estónia
10º. Lituânia
TOP 10 OFICIAL
1º. Israel
2º. Chipre
3º. Austria
4º. Alemanha
5º. Itália
6º. República Checa
7º. Suécia
8º. Estónia
9º. Dinamarca
10º. Moldávia

Já está disponível a playlist com 20 canções da Eurovisão deste ano, escolhidas por ordem de preferência (se bem que, se pudesse, as duas primeiras estavam no mesmo lugar). Não consegui limitar-me apenas aos países da final, portanto para não baralhar, o top 10 é exclusivo a finalistas e do 11-20 inclui outras que também mereciam lá estar mas que devido a esta minha regra, se encontram naquelas posições (por exemplo: a Bélgica em vez de 3º ou 4º está em 11º):



iram o Festival da Eurovisão? Quais foram as vossas músicas favoritas?

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