Pages

quarta-feira, 28 de junho de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #28



SINOPSE:  Em 1971 uma equipa de cientistas lidera uma excursão à mítica Skull Island, no Pacífico. Acompanhados por um guia, uma fotógrafa e uma companhia de soldados, o grupo rapidamente descobre que os rumores que assombravam o local não era fruto da imaginação. 

OPINIÃO: A imagem do King Kong tornou-se numa daquelas figuras enraizadas no imaginário cinéfilo. Quem é que nunca viu as imagens do gorila a escalar o Empire State Building na produção homónima de 1933? 84 anos depois, o ser gigantesco já passou por diferentes versões e até por projectos cujo único objectivo era tentar capitalizar o sucesso que em tempos teve. Apesar de pegarem num tema mais que mastigado, Kong: Skull Island aprendeu com os erros do passado e tentou uma abordagem diferente.

Confesso que estava bastante receoso com o resultado final, mas fiquei agradavelmente surpreso, ainda que. O elenco é excelente, nomeadamente o Samuel L. Jackson e a Brie Larson, e só tenho pena que ela tenha sido mal aproveitada. Quanto à longa-metragem em si, é uma viagem repleta de acção e sem momentos mortos. Não perdem tempo a dar contexto ou background às personagens. Aquilo que aparece em cena, é o que interessa e tudo o resto é perder tempo. Quase parece uma espécie de parque temático à la Jurassic Park. É interessante ver que no meio destas criaturas, o verdadeiro monstro é o ser humano.


SINOPSE:  Desempregada, com uma relação falhada e graves problemas alcoólicos, Gloria muda-se de Nova Iorque para a pequena cidade que a viu nascer. Certo dia, ela descobre que os eventos catastróficos que estão a acontecer em Seoul, na Coreia do Sul estão directamente relacionados com ela.

OPINIÃO: Se não entenderam nada da sinopse, that's the point! A sério, a primeira vez que ouvi a Anne Hathaway falar sobre o enredo, isto é, que a personagem dela controla inconscientemente as acções de um monstro no outro lado do mundo, pensei que ela tivesse bebido. Parece não fazer sentido nenhum, mas acreditem que tudo é explicado. Perdoem-me não desenrolar mais, mas não quero revelar spoilers.

Escrito e dirigido pelo espanhol Nacho Vigalondo, Colossal é uma das grandes surpresas deste ano. A narrativa leva-nos por caminhos inimagináveis mas apoiados de personagens tão reais, que é impossível não nos relacionarmos com eles. A Hathaway está sublime no papel de Gloria, uma das heroínas mais complexas dos últimos tempos. Ela falha, vai-se abaixo, mas tem um bom coração e na hora de agir, não perde tempo a resolver tudo. Já o co-protagonista, Jason Sudeikis, é fantástico ao interpretar um verdadeiro asshole. Se ainda não viram, não percam mais tempo. É uma obra colossal, ha!



 
SINOPSE:  Grávida de sete meses, Ruth ficou viúva. Após uma experiência traumática, ela começa a ouvir a voz do seu bebé, literalmente. O problema é que as ordens do seu primogénito fazem com que ela inicie uma violenta e sangrenta série de homicídios.

OPINIÃO: Quando pensei que já tinha visto tudo, heis que encontro esta pérola britânica. Prevenge é uma delícia para os amantes de humor negro e sarcástico, típico dos habitantes da terra de sua Majestade.

Do ponto de vista psicológico, esta produção é muito interessante. Se arrancarmos as camadas superficiais da acção, encontramos uma protagonista seriamente marcada pela perda da pessoa que ela mais amava no mundo. Sozinha e com uma vida prestes a nascer, o chão dela colapsa e ela entra em depressão.

Digamos que por entre as fases de luto, ela ficou presa na raiva. A sede de vingança era tal que ela acaba por matar inúmeras pessoas que nada tinha a ver com o que lhe aconteceu, mas que lhe irritavam  algo que todos nós com certeza já imaginámos, mas daí a colocar em prática, vai uma grande diferença. Curiosamente, quando ela fica frente-a-frente com o "reponsável", não consegue agir. Se ela o fizesse, estaria a aceitar o que lhe aconteceu, e é aí que reside a beleza desta história. Se não vos incomodar o gore aka muito sangue, vejam!






 
SINOPSE:  Uma jovem começa a ficar preocupada com o namorado quando ele decide explorar uma espécie de "culto" que envolve uma misteriosa cassete de vídeo culpada de matar os espectadores passados 7 dias. Na tentativa de o salvar, ela descobre algo inédito, um mini-filme, dentro do original, algo que nunca ninguém viu. Uma moviception, portanto.

OPINIÃO: Porque é que a Paramount decidiu ressuscitar a Samara Morgan passados 11 anos, é algo que nunca vou compreender. Sou um fã assumido da versão norte-americana de 2002, e sequela de 2005, em grande parte por contar com a fantástica Naomi Watts como protagonista. Quando andava na escola básica este era O filme de terror. Ainda me lembro do que tremi quando vi o primeiro em casa, e depois o segundo na sala de cinema. Durante muito tempo desejei um terceiro volume para encerrar a história, mas nunca isto.

Ignorando por completo as versões anteriores, esta longa não é nada mais que um remake de um remake. Hollywood no seu melhor. A falta de noção é de tal forma chocante que eles oferecem uma nova origem para a Samara que, por sua vez, parece ter-se actualizado tecnologicamente. Pois é, ela conseguiu ultrapassar a barreira do VHS directamente para a pen drive, sem sequer passar pelo DVD ou Blu-Ray. Cheia de manhas, hã? A única razão porque dei um 5, deve-se ao facto de, no meio desta trapalhada, existirem momento de terror aceitáveis, ainda que não fuja ao cliché destinado ao consumo adolescente. O que explica o porquê de um elenco tão pobre.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

4 comentários:

  1. Destes só tenho o 1º para ver :)

    ResponderEliminar
  2. Eu não gostei do filme O Chamado 2, na verdade quando o elenco que estamos acostumados no 1 e 2 sai não fica a mesma coisa....achei bizarro os atores selecionados.

    Beijosssssssssss
    Blog Resenhas da Pâm

    ResponderEliminar
  3. Desde que entrei no mundo das séries que me afastei imenso dos filmes, lá vou vendo um ou outro de tempos a tempos.
    Este verão decidi contrariar essa tendência e ver um filme por semana, vamos ver se resulta. O Colossal tem chamado por mim, mas tenho-lhe resistido. Gostei da tua opinião, pode ser que acabe por ser o filme desta semana! :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ultimamente também tenho negligenciado os filmes em prol das séries, mas preciso mudar isso. Espero que gostes do Colossal :)

      Eliminar

Obrigado pela leitura e comentário!
Eventuais questões serão respondidas aqui, na respectiva publicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...