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sexta-feira, 17 de março de 2017

Ricardo, o cão de família


Ao longo destes quase dois anos de existência blogosférica, com certeza já me viram utilizar a expressão "cão de família" para me descrever  além de "cão polícia". Abstendo-me de trocadilhos rafeiros, o certo é que acredito piamente que partilho desta particularidade tão habitual nos nossos amigos de quatro patas. Sou um ávido apreciador de tempo só para mim e para me dedicar única e exclusivamente a trivialidades que me façam feliz, sem necessitar de interferências externas. Dito isto, existem actividades que prefiro fazer ou viver com uma ocupação superior a 1.

Não é segredo para ninguém que o Natal é a minha época favorita do ano. Além da comida, que adoro de morte, o principal ingrediente para este "fascínio" é a reunião familiar. Vá, não revirem os olhos que prometo não ser lamechas. Não sou uma pessoa muito melosa por natureza (OK, depende), mas aquece-me o coração ver a casa cheia de gente. Sofro do síndrome de família rica da telenovela. Nunca repararam que nas produções televisivas o núcleo familiar das personagens com dinheiro vive todo debaixo do mesmo tecto? (eu que veja alguém a escrever "teto", apago-vos da minha existência). Então, é mais ou menos isso, mas sem a parte em que tenho uma conta recheada.

Não digo que fosse adorar viver com o meu avô, tios e primos, especialmente no que toca aos decibéis que alguns membros utilizam para se comunicar, mas contentava-me com programas familiares mais regulares do que as festividades anuais. Posso nem sempre demonstrá-lo, mas gosto genuinamente "dos meus", e se pudesse passava mais tempo com eles. Não sei, mas penso que temos que aproveitar enquanto estamos todos cá, e não chorar arrependimentos um dia mais tarde.

Apesar de muitas vezes me fechar no meu mundo, leia-se quarto, a verdade é que gosto e preciso de companhia. O ser humano não foi feito para estar sozinho, por muito que se tentem convencer do contrário. Independentemente de apreciar um belo monólogo interno, socializar, conversar e viver é muito melhor a dois, três ou quatro do que solo. Já cantavam o Ricky Martin e a Christina Aguilera no seu hit do ano 2000, "Nobody Wants to Be lonely". Sim, era obcecado com esta piroseira.


São cães de família ou vira-latas solitários?

4 comentários:

  1. Também sou cão de família :P Mas prezo bastante os meus momentos solitários e preciso deles, mesmo que sejam só alguns minutos, diariamente.

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  2. Obrigada por este texto, ri-me! Por um lado sou cadela (?) de familia maaaaaaaaaaaaaaaaas ao mesmo tempo considero-me uma autêntica vira-lata!ahah x

    E. ♥ Meet me for Breakfast

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  3. Txiii da música que te foste lembrar! xD

    Quanto ao resto, eu também gosto desses momentos em família (;

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  4. Também sou muito assim.:)

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

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