Pages

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #26



1. The Weeknd  Starboy

O novo queridinho do Pop/R&B mainstream, The Weeknd, lançou oficialmente o terceiro disco de estúdio da sua carreira, Starboy. Ainda a colher frutos de hits como "Can't Feel My Face", o artista canadense não só estreou-se em nº1 no top de discos da Billboard, como conseguiu o feito histórico de ter o recheio das 18 canções a marcarem presença no top 100. Não sou fã da voz dele, confesso, mas tenho que lhe tirar o chapéu com esta conquista.

A sequência de abertura, "Starboy", "Party Monter" e "False Alarm" é forte e musicalmente cativante. Infelizmente, o que se segue é uma sucessão de melodias recicladas, sem sal ou identidade, que nos deixam confusos sobre qual a verdadeira intenção do cantor. Não me interpretem mal, o álbum não é mau. A colaboração com os Daft Punk na faixa título e na igualmente brilhante, "I Feel It Coming" –uma espécie de irmã mais lenta da "Get Lucky" – é uma mais-valia. O problema é que quando colocamos todas as músicas numa balança, o resultado podia ser muito melhor.


2. Childish Gambino  Awaken, My Love!

O Donald Glover é o homem dos sete ofícios: actor, guinista, humorista, músico e rapper, se bem que a opinião sobre as habilidades desta última profissão é polarizadora. O alter-ego musical, mais conhecido por Childish Gambino, acaba de lançar o segundo álbum, Awaken, My Love! e o resultado é... surpreendente. Assim que a primeira faixa começa a tocar e ouvimos a sua voz soar na brilhante "Me and Your Mama", torna-se claro que estamos perante um disco muito diferente. Bem-vindos ao retro-funk-futurista. 

A produção do álbum está soberba, conseguindo a proeza de personificar a, igualmente perfeita, fotografia de capa. É tão bizarra que não consigo desviar o olhar. A complexidade e elegância das 11 faixas é de tal modo poderosa que poderia muito bem pertencer à banda sonora de uma longa-metragem de qualidade. O sucesso deste trabalho não é por acaso. A estrela da série Atlanta demonstrou o seu conhecimento da histórico-musical ao inspirar-se em nomes como Prince, Sly & The Family Stone, e claro, os Parliament-Funkadelic. Esta é a prova viva de como não se devem realizar listas dos melhores do ano antes do tempo. Um forte candidato ao top 10.


3. John Legend  Darkness and Light

Foram precisos seis álbuns para o John Legend sair, finalmente, da sua zona de conforto e arriscar algo mais ambicioso. Em Darkness and Light, o cantor norte-americano, fundiu os lados artístico e político e o veredicto é francamente positivo. Prova disso é a letra de "Penthouse Floor", a melhor canção deste trabalho, onde Legend questiona: "All this trouble in this here town/All this shit going down/When will they focus on this?/Streets fired up with the TV crews/Look, Ma, we on the news!/But they didn’t notice before this."

Dono de uma das melhores vozes soul da actualidade, John pode não ter lançado o álbum do ano, mas reuniu uma forte e coesa colecção de músicas com substância. Baladas ou animadas, a mensagem é sempre importante e nunca genérica. Em suma, Darkness and Light é uma carta de amor sobre encontrar felicidade em alturas mais negras.


4. Justice  Woman

Após um hiatus de cinco anos, os Justice estão de volta com o terceiro álbum de estúdio, Woman. É impressão minha ou alguém tentou beber da mesma fonte dos Daft Punk e engasgou-se? Vá, estou a ser mauzinho. Ainda que menos inovadoras – uma vez que seguem a mesma fórmula do hit-single "D.A.N.C.E." que os catapultou para o sucesso em 2007 –, as faixas "Safe and Sound" e "Stop" são claramente a melhor parte desta produção um tanto ao quanto caótica. As melodias não oferecem nada de novo, os solos de guitarra não surtem efeito e até os vocais parecem apagados. Call me old fashioned mas demasiado barulho sem sentido incomoda-me o ouvido. Ena, até rimei.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

4 comentários:

  1. Por acaso eu que não sou muito dada a música pop no geral, gostei muito do álbum do The Weeknd. Aparentemente não está nada de especial pela tua crítica, mas não sei porquê, há algo ali que me chama :p
    xx, Ana

    The Insomniac Owl Blog

    ResponderEliminar
  2. Eu estou completamente viciada no "Awaken, My Love"! Tornei-me numa grande fã do Childish há já algum tempo, e este álbum apenas surgiu para me resgatar do desespero que é querer ter férias! Dos melhores, sem dúvida!

    A Vida de Lyne

    ResponderEliminar

Obrigado pela leitura e comentário!
Eventuais questões serão respondidas aqui, na respectiva publicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...