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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #25


1. Little Mix  Glory Days
MUST LISTEN: TOUCH | DOWN & DIRTY | POWER | NO MORE SAD SONGS | NOTHING ELSE MATTERS | NOBODY LIKE YOU 

Recordando a trajectória das Little Mix desde a sua criação e vitória no X Factor UK até agora, é que vemos como o tempo passa depressa. Em apenas cinco anos, o grupo conseguiu conquistar um sucesso surpreendente e que se mantém com o lançamento do quarto disco de estúdio, Glory Days. O título não podia ser mais adequado para descrever este trabalho. Funcionando como uma espécie de terapia, o tema central é a perda de um amor e toda a dor que isso acarreta, passando depois para o processo de cura interior. Uma verdadeira colectânea de hinos inspiradores.

Embora seja um grande apreciador da sua 90's vibe característica e exaustivamente trabalhada em projectos anteriores, é absolutamente refrescante vê-las a meterem o pé em ritmos diferentes. Ainda assim, a mudança não é drástica. O Little Mix Sound continua vivo em faixas como "Private Show" ou "Freak" mas, de uma forma geral, está mais sofisticado. Repleto de batidas infecciosas como "Touch", "Down & Dirty" e "No More Sad Songs", que nos fazem, inevitavelmente, mexer a pandeireta (aka o nosso backside) e letras brutalmente sinceras  veja-se pelo primeiro single, "Shout Out to My Ex"  estou verdadeiramente surpreso com a qualidade deste Glory Days.

2. Emeli Sandé  Long Live the Angels
MUST LISTEN: HURTS | BABE | RIGHT NOW | SHAKES | SWEET ARCHITECT | BREATHING UNDERWATER

Em 2012 era impossível não ouvir uma balada da Emeli Sandé a ecoar numa série ou produção britânica. Quatro anos desde o álbum de estreia, Our Version Of Events, a cantora está de volta com o sucessor, Long Live the Angels. Confesso que, excepto os singles mais conhecidos, disco anterior passou-me um pouco ao lado. Assim que me cruzei com o primeiro e brilhante single "Hurts", há coisa de um mês, fiquei de tal modo viciado que me converti oficialmente aos encantos da Miss Sandé.

Descrita no passado como música para avós, é um crime diminuir desta forma a genialidade lírica e musical da Emeli. Sim, as baladas são mais que muitas, mas nota-se que existe um fogo renovado. Com vocais poderosos e utilização inteligente de instrumentos como o piano, a cantora provou novamente que consegue ir mais além do rótulo que lhe foi imposto por algumas pessoas. A mensagem na faixa "Lonely", onde aborda o fim do casamento com o seu teen sweetheart, é absolutamente comovente. Sem dúvida uma das melhores apostas R&B/Soul deste ano.

3. Bruno Mars  24K Magic
MUST LISTEN: VERSACE ON THE FLOOR | CALLING ALL MY LOVELIES | TOO GOOD TO SAY GOODBYE

Honesty time: não sou o maior apreciador do Bruno Mars. Aliás, considero-o extremamente sobrevalorizado. Admito que canta bem mas sinceramente só gosto mesmo da "Locked Out of Heaven", tudo o resto transpira a cheesiness e desespero. Por falar em desespero, parece que ficou com o gosto do sucesso da irritante "Uptown Funk" e resolveu construir um álbum à volta disso. Heis que nos chega, 24K Magic. Apesar de o achar um douchebag, por muito que me custe admitir... o álbum está bastante bom.

24K Magic evoca uma nostalgia gritante da sonoridade das décadas de 80/90, o que como já devem saber, é o meu calcanhar de Aquiles. Damn you Bruno! Digamos que se o objectivo era ressuscitar o soul/funk/R&B dessa época, a missão foi mais que cumprida. Quer esteja apoiado de coros fortes ou batidas familiares, a voz do jovem norte-americano mantém-se como foco principal. Contrariamente a outros artistas que acabam engolidos pela produção geral, o Mars tem a voz e está disposto a testar os seus limites da mesma, como de resto demonstra em canções como "That's What I Like" e a soberba "Too Good To Say Goodbye". Não acredito que vou dizer isto mas, estou viciado na "Versace on the Floor".

4. DNCE  DNCE
MUST LISTEN: CAKE BY THE OCEAN | ALMOST | BODY MOVES | DNCE

Decididos a provar que são muito mais que um one-hit wonder ou produto da vaidade do vocalista Joe Jonas, o grupo DNCE lançou o tão esperado e auto-intitulado disco de estreia. O LP está carregado de canções liricamente sensuais e idioticamente sassy que não couberam na primeira fatia de bolo. Composto por três das quatro músicas presentes no enérgico EP, Swaay, e outras 11 inéditas, o resultado é estranhamente satisfatório.

Embora consiga ser um pouco flat em partes, a galinha dos ovos de ouro dos DNCE é a capacidade de não se levarem demasiado a sério  uma qualidade rara na maioria dos artistas da actualidade. Chegamos ao final do álbum com a clara noção que o pop-funk e R&B banhados em sons pegajosos, metaforicamente falando, é o género musical que dominam e lhes assenta que nem uma luva.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

3 comentários:

  1. Eu estou a adorar os DNCE, acho que a sonoridade é óptima e sinto que vão fazer um percurso como os Maroon 5 :)

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  2. Adoro a Emeli Sandé, mas ainda não ouvi as músicas novas, tenho que tratar disso! Já Bruno Mars... sinceramente, não tenho muita paciência para esse senhor =P

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  3. Confesso que não era grande fã de Bruno Mars, mas as músicas ficam-me tanto no ouvido. O mesmo com DNCE, parece que depois de ouvir as músicas elas ficam on repeat no meu cérebro é impressionante.

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