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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #24


1. Tove Lo  Lady Wood
MUST LISTEN: TRUE DISASTERINFLUENCELADY WOOD | COOL GIRL | VIBES

Se há dois anos atrás não fui afectado pela febre Tove Lo, agora chegou em força. Seguindo o sucesso do álbum de estreia, Queen of Clouds, chega-nos o Lady Wood. Segundo a cantora, o projecto é inspirado na "perseguição, corrida, o pico e a queda da montanha-russa emocional". Consiste em dois capítulos: "Fairy Dust", que detalha a euforia que envolve um encontro importante, e "Fire Fade" que destaca a sensação que se segue, de auto-consciência. Tendo em conta que nunca fumei nada ilícito e a dada altura é essa a sensação com que o ouvinte fica, diria que o objectivo foi cumprido.

Em termos de conteúdo lírico, não existe um crescimento mas sim uma continuação do que foi explorado anteriormente: a liberdade encontrada no mau comportamento; a impulsividade; a obsessão das suas parceiras tentarem reprimir os seus desejos e a inveja dos homens que têm a vida facilitada. O factor "choque" mantém-se como a grande aposta, se bem que seja quase impossível de surtir efeito graças à faixa-título, a obviamente explícita "Under the Influence" ou o vídeo que do primeiro capítulo  aqui entre nós, muito semelhante ao criado pela Florence + the Machine no "How Big, How Beautiful, How Blue". Estão encontrados os ingredientes para o maior melodrama de sempre, mas em vez disso o resultado é uma colecção de canções electrizantes, extremamente sassy e seguras de si.

2. Banks  The Altar
MUST LISTEN: FUCK WITH MYSELF | MIND GAMES | GEMINI FEED | JUDAS | TRAINWRECK | 27 HOURS

Considerada uma das artists mais underrated da actualidade, Banks está de volta com The Altar, o segundo disco da sua carreira. Sim, o prato que nos é servido é bastante semelhante ao anterior, mas está melhor temperado e extremamente saboroso. A cantora norte-americana encontrou o seu nicho ao questionar emoções confusas, expondo dramas românticos e lançando farpas tanto para antigos como futuros amantes. 

Contrariamente à maioria dos seus colegas, a habilidade da Banks em camuflar a parte biográfica das suas canções através de uma forte carga dramática, é simplesmente genial. Consegue a proeza de estimular a emoção mundana de pormenores da sua vida, sem ter que os revelar abertamente. Melodicamente falando, The Altar, não vai revolucionar o género mas, a vertente mais sombria, torna automaticamente este R&B alternativo mais interessante.

3. Rebecca Ferguson  Superwoman
MUST LISTEN: I'LL MEET YOU THERE | OCEANS | DON'T WANT YOU BACK | PAY FOR IT | HOLD ME

Seis anos desde que ficou em 2º lugar no X Factor britânico, a Rebecca Ferguson relevou-se um dos casos de maior sucesso da competição televisiva. Detentora de uma das vozes mais distintas da indústria musical, a cantora apresenta-nos agora Superwoman, o quarto disco de estúdio. 

Além das habilidades vocais, uma das suas maiores qualidades reside na capacidade de colocar o seu coração em todas as letras. Apesar do esforço para mostrar alguma diversidade e reinventar-se musicalmente, a metade inicial do álbum peca por uma certa repetição. Contudo, a partir da canção "Pay For It" até à magnífica "I'll Meet You There", são tacadas de génio umas a seguir às outras. De baladas capazes de nos destruir a hinos dançantes de confiança e amor próprio, preparem-se para embarcar numa viagem emocionalmente desgastante mas altamente gratificante.

4. Kings of Leon  WALLS
MUST LISTENWALLSFIND ME | EYES ON YOU | WASTE A MOMENT

Há quem diga que WALLS (acrónimo para "We Are Like Love Songs"), representa o salto dos Kings of Leon para o mercado mainstream. Como não estou suficientemente familiarizado com os trabalhos anteriores do grupo, deixo a hipótese no ar. Dito isto, fãs de hinos como "Sex on Fire" ou "Use Somebody" vão ficar decepcionados.

Neste sétimo disco de inéditas os problemas líricos da banda mantém-se ao preferirem gritar declarações melodramáticas em vez de uma narrativa capaz de evocar sentimentos. Pode ser impressão minha e perdoem-me se estiver a dizer alguma barbaridade mas, pareceu-me encontrar algumas familiaridades com a sonoridade dos Tame Impala. Ainda que WALLS não seja daqueles álbuns que ouvimos duas vezes de seguida, pelo menos eu, contém verdadeiras preciosidades como a canção-título.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

3 comentários:

  1. Simplesmente adorei as músicas que aqui colocaste!

    Beijinhos
    That Girl

    ResponderEliminar
  2. Gosto muito do novo dos Kings <3

    Um beijinho dourado,

    http://obiquinidourado.blogspot.pt/

    ResponderEliminar

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