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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #22


1. Cruel Youth  +30mg
MUST LISTEN: DIAMOND DAYS | MR. WATSONHATEFUCK | ALEXIS TEXAS | FLORIDA BLUES

Após um ano arrasador devido à enorme controvérsia em volta das suas críticas absurdas enquanto jurada na última edição do X Factor Nova Zelândia, se há alguém que compreende os altos e baixos da indústria musical é a Natalia Kills. Com dois álbuns a solo absolutamente geniais (Perfeccionist e Trouble), uma das minhas artistas favoritas emerge agora como Teddy Sinclair, no projecto Cruel Youth, em parceria com o marido, Willy Moon.

Num contexto completamente diferente, dizer que fiquei desagradado com este casamento artístico é pouco. Sinceramente, continuo convencido de que ele se está a aproveitar do talento dela, visto que a sua carreira a solo era uma anedota e ela tinha algum sucesso, mas é melhor ficarmos por aqui. +30mg é o EP de estreia do casal e, felizmente, não decepcionou! Aliás, a habilidade vocal da cantora nunca esteve tão presente como neste trabalho.

Por muitas reencarnações artísticas que a Teddy Sinclair sofra, os géneros e produção até podem mudar, mas a sua essência de bad girl mantém-se intacta. As letras são inteligentes e capazes de evocar emoções fortes  não é por acaso que co-escreveu os hits "Holy Water" e "Kiss it Better" da Madonna e Rihanna, respectivamente. Numa evidente alusão ao consumo de drogas+30mg retrata alguns dos piores momentos da vida pessoal da vocalista. Singles como "Hatefuck" apontam o amor como sendo a pior droga de todas, e aquela a qual menos pessoas estão imunes. 

2. Bastille  Wild World
MUST LISTEN: THE CURRENTS | TWO EVILS | AN ACT OF KINDNESS | GLORY | OIL ON WATER | BLAME

De uma forma um tanto ao quanto inesperada, os Bastille tornaram-se num dos grupos mais predominantes da music scene com o lançamento do álbum de estreia, Bad Blood, em 2013. Enquanto o trabalho anterior foi inspirado em momentos históricos ("Pompeii"), na mitologia ("Icarus") e até em séries televisivas de culto ("Laura Palmer" - nome de uma personagem do Twin Peaks), o recém-nascido Wild World baseia-se na actualidade.

O tom distinto do Dan Smith continua a ser a galinha dos ovos de ouro do grupo britânico. Com uma habilidade tão natural de navegar entre canções mais pesadas e outras leves como uma pena, os Bastille conseguiram criar um disco pop triunfante. Não faltam as baladas que nos deixam a pensar, melodias dançantes com sabor a anos 90  nem que seja por incluírem snippets de filmes  e uma forte adição de guitarras. A edição especial de 19 faixas talvez seja demasiado para algumas pessoas, mas garanto que não se vão arrepender.

3. AlunaGeorge  I Remember
MUST LISTEN: MEAN WHAT I MEAN | I'M IN CONTROL | HOLD YOUR HEAD HIGH | MY BLOOD

Ao ficarem em segundo lugar na votação da BBC's Sound of 2013, AlunaGeorge foram apontados como uma das novas e mais excitantes promessas da música britânica. Infelizmente, não aconteceu. Embora o disco de estreia, Body Music fosse bom, nenhum dos seus singles conseguiu sucesso além da parceria com os Disclosure na electrizante "White Noise".

Três anos depois chega-nos I Remember. A colectânea mantém as melodias suaves e hipnóticas típicas do duo, mas não têm a força necessária para captar a nossa atenção do início ao fim. "Mean What I Mean" (de longe a minha favorita) e "Hold Your Head High" são ofertas tropicais sólidas e bestiais mas tentativas menos felizes como "In My Head" e "Wanderlust", parecem perder a garra inicial. A produção continua bastante actual e o resultado final é positivo, mas não suficientemente memorável.

4. Hayley Kiyoko  Citrine
MUST LISTEN: GRAVEL TO TEMPO | PRETTY GIRLS | PALACE | ONE BAD NIGHT | EASE MY MIND

She's done it again! Seguindo as pisadas do brilhante EP The Side of Paradise, lançado no ano passado, a Hayley Kiyoko está de volta com Citrine. Se estão familiarizados com a canção "Girls Like Girls", vão ficar satisfeitos por saber que a cantora e actriz manteve a mesma linha temática do projecto anterior. 

Citrine é uma poderosa colecção de canções que oferecem letras sinceras e emotivas ("The Palace"), confiantes e melodias absolutamente viciantes. Dois meses depois, ainda não consegui tirar o fantástico primeiro single, "Gravel to Tempo", da cabeça. Além da parte lírica/sonora, uma das vertentes mais fortes da jovem de 25 anos é a componente visual dos seus vídeos. Poderia explicar o porquê, mas basta verem os vídeos das faixas a cima indicadas para compreenderem.

Se a última extendend play me passou um pouco ao lado, não vou cometer o mesmo erro duas vezes. Não se admirem se virem Citrine a ocupar um lugar no pódio dos melhores do ano.



OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

2 comentários:

  1. Ainda só ouvi o "Wild World" (gostei muito, mas não foi a edição especial, até porque ainda não sabia da sua existência). Tenho muito para actualizar. Não conheço nenhum dos outros artistas. :/ Tenho de tratar disso. Mas é daquelas coisas que não pode ser feita agora, desempregada e sem NADA para fazer, porque senão o sono vence-me sempre, mesmo que esteja a adorar.
    Quando arranjar uma ocupação, nem que seja limpar a casa (embora não me pareça.haha), já sei ao que me dedicar.

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  2. » Assim que vi o nome da Natalia fez-se luz e pensei cá para mim "eu conheco este nome de algum lado", bastou-me uma pequena pesquisa para tirar as teimas e ela foi convidada para esta música - https://www.youtube.com/watch?v=WLtU2kftlKI - que faz parte do álbum inglês dele. Já tem uns aninhos mas pelo que percebi a Natalia já adoptou uma quantidade enorme de nomes. Existe uma musica dela chamada Real Woman que infelizmente eu não consigo encontrar o video com categoria mas lembro-me de a ouvir muita vez.

    » Bastille é uma banda que merece realmente ser reconhecida pelo seu trabalho. É extraordinário.

    » AlunaGeorge e Hayley Kiyoko são nomes que eu desconhecia mas do que ouvi não me cativaram.

    Cátia ∫ Meraki

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