Pages

sexta-feira, 3 de junho de 2016

TGW RECOMENDA | Álbuns a ouvir #14


1. Ariana Grande | Dangerous Woman
MUST LISTEN: BE ALRIGHT | INTO YOU | LEAVE ME LONELY (ft. Macy Gray) | GREEDY | DANGEROUS WOMAN | EVERYDAY (ft. Future) | TOUCH IT

Dois anos depois da célebre frase "You need a bad girl to blow your mind", no smash-hit, "Bang Bang", em parceria com a Jessie J e Nicki Minaj, habemus Dangerous Woman. O sucessor do álbum My Everything, que diga-se de passagem continha autênticos bangers como "Problem" ou "Break Free", tem uma produção sensacional. Ainda que com alguma timidez, os temas líricos centram-se no desejo, independência e "bad decisions". 

Saltando "Moonlight", a canção de abertura, é com "Dangerous Woman" que começa a verdadeira aventura. Embora não concorde com a escolha para primeiro single, não posso negar a potência vocal da Ariana. Seguindo o clima intenso da faixa-título, "Be Alright" e "Into You"  as minhas favoritas  são igualmente viciantes e absolutamente geniais.

No meio deste projecto de 15 faixas, as colaborações são pouco interessantes e altamente desnecessárias. Enquanto Future só repete "Everyday" vezes sem conta durante o refrão, a Nicki Minaj não inovou e o Lil Wayne... enfim, só Macy Gray conseguiu brilhar. A mistura da voz rouca de uma com os vocais potentes da outra merecia o Grammy de Melhor Colaboração. É a combinação perfeita!

Dangerous Woman perde um pouco a energia na segunda metade do disco, mas o veredicto final é positivo.

2. Anohni | Hopelessness
MUST LISTEN: 4 DEGREES | DRONE BOMB ME | WHY DID YOU SEPARATE ME FROM THE EARTH | WATCH ME

Por sugestão de uma colega de trabalho, apaixonei-me pela vulnerabilidade crua do, na altura, Antony Hegarty, dos Antony and the Johnsons. Seis anos depois do último álbum de estúdio do grupo, volta a solo e com uma nova identidade. Aclamado pela crítica, Hopelessness é definido pela cantora como "an electronic record with some sharp teeth", e a descrição não podia ser mais acertada. 

Com uma voz do outro mundo e letras comoventes, Hopelessness exterioriza uma agressividade enorme face o estado da humanidade e a sociedade capitalista. Serve como uma espécie de desabafo para os excluídos, na esperança de encontrar o amor, paz e alguma felicidade. Colocando-a no mesmo patamar de artistas-activistas como M.I.A., Anohni utiliza a sua música para transmitir mensagens ricas em conteúdo  algo extremamente raro hoje em dia.

O duo de abertura, "Drone Bomb Me" e "4 Degrees", são de tal forma poderosos que ficamos com a sensação de ter levado um murro no estômago, mas in a good way. A primeira é cantada da perspectiva de uma rapariga Afghan, que implora por destruição, para desaparecer deste mundo e juntar-se à sua família na vida após morte. A segunda é referente a um estudo recente que descobriu que a temperatura da Terra vai aumentar quatro graus Celsius se as emissões de gases não forem paradas.

Hopelessness não é apenas um exame violentamente catártico e inteligente da realidade geopolítica de hoje, é um dos melhores álbuns do ano (até agora).

3. Radiohead | A Moon Shaped Pool
MUST LISTEN: BURN THE WITCH | DAYDREAMING | IDENTIKIT 

Por incrível que pareça, os Radiohead nunca fizeram parte da minha biblioteca musical. Sim, estou familiarizado com os hits mais conhecidos como a eterna "Creep", mas pouco mais. O certo é que assim que ouvi o single "Burn The Witch" entrei numa espécie de transe e rendi-me por completo ao Thom Yorke e companhia. 

Sendo "A Moon Shaped Pool" o primeiro álbum que ouço do grupo, não tenho qualquer forma de comparação com os oito anteriores. Com uma sonoridade a lembrar Bon Iver ou James Blake, mas sob ácidos, funciona como uma espécie de exorcismo musical. É o tipo de disco feito para desfrutar sozinho, mesmo que no meio de uma multidão.


4. Fifth Harmony | 7/27
MUST LISTEN: WORK FROM HOME | WRITE ON ME | THE LIFE | DOPE | ALL IN MY HEAD (FLEX) | BIG BAD WOLF

Após ocuparem a 22ª posição no "TOP 50 ALBUMS OF 2015" com o álbum de estreia, Reflection, as Fifth Harmony estão de volta com 7/27  o dia em que o grupo foi formado. Não me considerava propriamente um fã, mas assim que a batida da "Work From Home"  o maior hit da carreira delas, ocupando neste momento o 4º lugar na Billboard Hot 100  entrou nos meus ouvidos, o resto foi história.

7/27 pode ser descrito em dois adjectivos: nostálgico e tropical. Numa clara homenagem ao estilo de música lançada no início dos anos 00's, as cinco jovens fizeram o trabalho de casa e obedeceram às tendências e formatos de rádio dos últimos tempos. Apesar de já se terem estabelecido individualmente enquanto vocalistas, o ouvinte continua sem saber qual é a verdadeira identidade sonora do grupo.

Levou algum tempo, mas já consigo apreciar o segundo single, "All In My Head (Flex)", é uma pena que tenham "desperdiçado" a fantástica "Write On Me" como faixa promocional.



OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

2 comentários:

  1. Só conhecia uma ou outra música do album da Ariana Grande, O resto só conhecia mesmo de nome :)

    Beijinhoos****
    Cantinho da Suu / Participa no sorteio do blogue

    ResponderEliminar

Obrigado pela leitura e comentário!
Eventuais questões serão respondidas aqui, na respectiva publicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...