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domingo, 19 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #21
























Classificação IMDb: 4.7/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10
Liderados por um falso profeta, a seita The Veil comete um suicídio em massa, deixando como única sobrevivente Sarah, com apenas 5 anos. Já adulta, retoma ao local das mortes, acompanhada por uma equipa de filmagem que estava a fazer um documentário sobre o massacre. Rapidamente o grupo percebe que algo de muito estranho e perturbador poderá voltar a repetir-se.

Honesty time: só vi o filme por ter como protagonistas a Lily Rabe e Jessica Alba. De facto, o elenco bem tenta, mas a narrativa está tão mal construída que é inevitável fugir ao fiasco. O ângulo dos cultos tinha o seu interesse, mas a execução deixou muito a desejar. 

A partir de meio, a acção estagna, obrigando o espectador a assistir a uma espécie de jogo repetitivo entre gato e rato. Outro factor negativo é o filtro utilizado na gravação. Tudo bem, querem dar uma aura "assustadora", mas se não conseguir ver nada, bem podem tentar que não surte efeito.

Calculo que os cachés tenham sido elevados, caso contrário é completamente inconcebível actores outrora competentes (os protagonistas) aceitarem participar num projecto deste tipo. 


Classificação IMDb: 6.8/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10





New England, 1630. Após serem expulsos de uma comunidade extremamente religiosa, por possuírem uma fé diferente, um casal e os seus cinco filhos mudam-se para um local isolado. À beira do bosque, a família começa a passar com situações estranhas: a plantação morre, os animais tornam-se violentos, e o bebé recém-nascido desaparece. Paranóicos, começam a questionar se não estarão a ser alvo de feitiçaria de uma bruxa, talvez até mais perto do que imaginam...

Desde que o trailer oficial foi lançado no ano passado que andava em pulgas para ver o The Witch. A demora valeu a pena, está sensacional! Após milhares de produções cliché, repletas de truques banais, é refrescante encontrar uma obra ponderada e que sabe construir a tensão ao longo da história.

Não é o típico filme assustador. Seguindo um molde semelhante a longas como The Village ou The Blair Witch Project, o terror é psicológico. Quando não vemos nada propriamente explícito e mesmo assim sentimos medo, é porque o trabalho está bem feito.

O director e roteirista Robert Eggers fez um trabalho excepcional ao relacionar simbolismos religiosos, misticismo e natureza. A fotografia e elementos sonoros são de cortar a respiração, e o núcleo de actores no mínimo, sublime. Até ao momento, recebe o TGW Award de Melhor Filme de Terror do Ano.


Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Decidida a fugir do passado e começar uma nova vida, Greta, deixa os Estados Unidos e aceita um emprego como ama numa pequena cidade inglesa. Quando percebe que Brahms, a criança que era suposto cuidar, não passa de um boneco de porcelana em tamanho real, fica em choque. Para o casal Heelshire, o boneco representa o filho que perderam há duas décadas. Antes de se ausentarem, entregam a Greta uma lista de regras a cumprir rigorosamente. Sozinha, a jovem decide ignorá-las, desencadeando acontecimentos inexplicáveis que lhe fazem questionar se o boneco pode estar vivo.

Pertenço ao grupo de pessoas que não morre de amores por bonecos de porcelana. Objectos de colecção para uns, motivos de pesadelos para outros. Não devia, mas com alguma expectativa que assisti ao The Boy. Pela classificação atribuída, escusado será dizer que fiquei desiludido. Vi-o em Madrid, quando fui visitar a minha namorada e para terem noção, é tão descabido que acabámos os dois a rir.

A Lauren Cohan é uma excelente actriz e até neste contexto conseguiu uma interpretação convincente. O problema, como sempre, está na narrativa.


Classificação IMDb: 7.4/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Depois de um acidente de carro que a deixou inconsciente, Michelle acorda na cave de um desconhecido. O aparente captor, explica-lhe que houve um ataque químico à escala mundial e que quando a encontrou na estrada, salvou-lhe a vida ao trazê-la para o bunker. Se inicialmente o choque a faz acreditar no que lhe dizem, com o passar do tempo, começa a desconfiar das suas intenções e até que ponto o isolamento da atmosfera exterior é mesmo necessário. Começa então a planear uma forma de escapar, independentemente do que possa encontrar lá fora.

Apesar de não ser uma sequela propriamente dita de Cloverfield (2007), é inegável que se insere no mesmo universo de destruição por parte de um monstro de origem desconhecida e contado do ponto de vista do habitante comum.

O trailer deixou-me dividido mas fiquei positivamente aliviado com resultado final. Tendo em conta o panorama actual do género, 10 Cloverfield Lane, é uma lufada de ar fresco, se bem que ainda queria mais.

Tenso e cheio de suspense, a Mary Elizabeth Winstead é a peça-chave nesta produção à la Hitchcock. Com uma interpretação altamente convincente e cheia de garra da protagonista, personifica bem o factor "podíamos ser nós ali". É impossível não ficar à beira de um ataque de nervos em algumas cenas.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

4 comentários:

  1. Dos quatro filmes mencionados, só conheço um deles: The Witch. Vi os primeiros segundos, porque a ligação não deu para mais. Mas esses segundos que vi, e a própria história, deixaram-me curiosa. Além demais, gostei da tua review, por isso, é um filme que terei de ver À LUZ DO DIA (sublinho estas últimas palavras).

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  2. Tenho que ver o The Witch, fiquei muito curiosa com a tua review e com o Trailer. Há imenso tempo que não vejo um bom filme de terror e esse vem mesmo a calhar. ;)

    O The Boy foi uma desilusão daquelas... que desfecho mais disparatado! E tinha mesmo potencial, os bonecos de porcelana conseguem realmente ser assustadores, mas não, foi um fiasco completo.

    Gostei do teu novo design :) Está muito giro!

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  3. Conheço os trailers e enredos dos dois filmes do meio. Já há imenso tempo que não vejo um bom filme de terror, e na altura achei que estes dois filmes seriam boas opções. Mas como tenho visto melhores críticas (como a tua) para "The Witch", se calhar vou começar por este. Apesar de "The Boy" não parecer tão consistente, acho que ainda irei acabar por ver este também. Os outros dois filmes não conheço. O enrendo do primeiro filme parece ser interessante, mas se a narrativa não o acompanha, se calhar nem vale a pena tentar. Já o trailer do último filme, acho que poderia estar muito melhor. Parece-me um pouco um texto poético que foi lindo como sendo uma prosa sem emoção nenhuma, em vez de se ter usado um entoação adequada. Para quem conhece o filme anterior talvez este trailer resulte, mas comigo não criou muito interesse. Mas pelo tua críticas, talvez valha uma inspecção mais a fundo. Estou a precisar de ver uns bons filmes de terror; penso que estão aqui umas boas duas a três sugestões, já que o primeiro não me inspira assim muita curiosidade.

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