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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #20




Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10


A poucos dias de se casar e tornar-se sócio do escritório de advocacia do futuro sogro, Jason (Zac Efron) é forçado a levar o avó a Boca Raton, uma cidade na Florida (EUA). Depois do falecimento da sua mulher, Dick (Robert De Niro) que aproveitar o que a vida ainda tem para lhe oferecer. Convencido de que o neto vai cometer um erro enorme ao casar-se, arrasta-o numa aventura inconsciente e descontrolada com danos irreversíveis.

Começo a ficar preocupado com o Robert De Niro. Não estou a par da sua situação económica, mas para um actor de elite como ele, aceitar participar de um projecto tão medíocre como este, algo está claramente errado. Sejamos sinceros, basta ver o trailer para perceber que não vale nada.

Dirty Grandpa está categorizado como "comédia" mas risos nem ouvi-los. Além de cansado e desinteressante, o guião está marcado pelo uso excessivo de palavrões e outras expressões do género mas sem qualquer piada. A tentativa desesperada de "chocar" o espectador revela um amadorismo patético e infantil. Sobre as interpretações farei jus à expressão "mais vale estar calado".


Classificação IMDb: 5.3/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Michelle Darnell, conhecida pela sua fortuna e mau feitio, vê a vida virada do avesso quando é considerada culpada num caso de corrupção. Após algum tempo atrás das grades, é-lhe concedida liberdade condicional e a ex-magnata recorre a Claire, a assistente que durante anos explorou, e Rachel, a filha desta. Determinada a recuperar os milhões que perdeu com a ajuda da dupla mãe e filha, Michelle acaba por perceber que existem coisas que o dinheiro não pode comprar.

Não digo que foi uma decepção por já calcular que seria uma valente trampa cinematográfica. Infelizmente, estava certo. O marido da Melissa McCarthy devia ficar-se pela interpretação e deixar a área da realização para profissionais. O desastre "Tammy" não foi suficiente?

A Melissa já me roubou valentes risos no passado, pena que no presente não possa dizer o mesmo. Embora a considere "cómica", ao contrário de actores como o Bill Hader, por exemplo, o material é essencial para a eficácia da "piada". Dada uma história e diálogos tão pobres, não é de admirar que a interpretação não tenha sido memorável.


Classificação IMDb: 4.9/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10
Uma década depois de serem os modelos masculinos mais requisitados pelos grandes estilistas da época, Zoolander e Hansel, deixaram a indústria. Quando várias celebridades famosas e jovens como o Justin Bieber e a Demi Lovato começam a aparecer mortas com o célebre olhar "Blue Steel"  imagem de marca de Zoolander , Valentina, uma agente da Interpool pede ajuda aos antigos modelos para investigar os assassinatos.

São casos destes que me deixam aliviado por não existir um "Bridesmaids 2". Comédia com qualidade é difícil, mas as sequelas parecem ser impossíveis. Embora não compreenda ou concorde com a hype extremamente overrated em volta do primeiro filme, ao menos era original. Estúpido, mas original.

Escusado será dizer que os diálogos propositadamente absurdos que resultavam há 15 anos atrás, agora provocam vergonha alheia. Digamos que existem mais participações de "famosos" do que gargalhadas. 

Os únicos pontos positivos são a interpretação da Kristen Wiig e do Will Ferrell. Já que gostam tanto de sequelas, dêem-lhes um spin-off, de certeza que seria melhor que um Zoolander 3


Classificação IMDb: 6.2/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Depois de se livrarem de uma residência universitária masculina que existia ao lado da sua casa, Mac e Kelly estão numa fase estável. Com a pequena Stella mais independente e um segundo filho quase a nascer, decidem mudar-se para uma moradia nos subúrbios. Para que a compra seja finalizada, só precisam vender a habitação actual. Quando encontram compradores interessados, descobrem que a casa vizinha se transformou numa residência universitária, dificultando a venda. Ocupada por um grupo de feministas que fazem de tudo para combater o sistema "sexista e restritivo" da faculdade, o casal terá que lutar, novamente, pela paz e sossego do bairro.

As palavras referidas na crítica anterior sobre sequelas aplicam-se inteiramente aqui. Embora ciente que "qualidade" nunca esteve propriamente sobre a mesa, confesso que até gostei do primeiro filme. Este Neighbors 2 é uma cópia inferior do original. Nem o elenco com nomes competentes como Rose Byrne e Chloë Moretz foi o suficiente para salvar um argumento rebuscado.

Não esbocei um sorriso que fosse, quanto mais uma gargalhada. O Zac Efron foi mais uma vez usado como man-candy e ainda há quem diga que a objectificação sexual é um fenómeno exclusivamente feminino. Trágico.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

5 comentários:

  1. Não estava curiosa para ver os filmes que apresentaste e as tuas críticas vieram confirmar aquilo que eu previa. Talvez veja um ou outro desta lista apenas para formar uma opinião mais concreta mas confesso que as expectativas são muito muito baixas.

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  2. Destes todos, só vi o primeiro. Que é como quem diz: comecei a ver e caí redonda a dormir =p zoolander nem tenho intenção de ver!!! Não gostei do primeiro e suponho que o segundo seja para lá de mau...

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  3. Não podia concordar mais que cerca de 90% das sequelas de filmes que originalmente até metem alguma piada nunca são uma boa aposta!
    Grande beijinho,
    Madalena

    www.maadalenaaa.blogspot.com

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  4. Fico feliz por existirem pessoas como tu com uma opinião fidedigna e que nos afastem de conteúdo que nem com água benta se benzeriam! Nenhum dos filmes referidos estavam na minha watchlist, mas depois desta publicação, tentarei fazer de tudo para pedalar bem longe destes filmes!

    A Vida de Lyne

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  5. Conheço os trailers destes filmes, mas nenhum deles me convenceu. E depois de ler estas críticas, acho que me convencem ainda menos. Pelos trailers os filmes não parecem primar muito pela originalidade, por isso, para mim quase que resultam apenas para aqueles dias em que o aborrecimento é tanto, que uma pessoa até se dispõe a ver estes filmes, que noutras alturas não faria.

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