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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Gostos musicais não se discutem


Não é segredo nenhum que a quantidade de coisas que me tiram do sério daria uma vasta colecção enciclopédica. Algures no topo da lista está a necessidade que as pessoas têm de julgar os gostos musicais dos outros.

Antes de mais, quero deixar explícito que ninguém, nem mesmo eu, está imune a certas ideias pré-concebidas. Não vou ser hipócrita e dizer que nunca o fiz. Sou o primeiro a admitir que associo o kizomba e kuduro aos chungas. No entanto, não me compete a mim criticar ou fazer alguém sentir-se mal por isso. Sempre ouvi dizer que "gostos não se discutem", só é pena que se esqueçam disso quando o tema é música.

Referi-o anteriormente, mas pertenço à geração MTV dos anos 90. Não, se nasceram em 97-99 não sabem do que estou a falar. Foi a década de ouro do POP, no sentido mais comercial e pegajoso da palavra. Época das Britney's e Christina's, dos grupos femininos, Spice Girls e Destiny's Child, e dos masculinos, N*SYNC e Backstreet Boys.

Têm pais que ouviam clássicos de rock? Parabéns, são oficialmente cool kids. Na minha casa ecoavam as baladas das grandes divas Whitney, Mariah, Celine e por aí fora. Enquanto criança, inocente e sem qualquer noção ou juízos de valor, fui moldado e a minha tela branca pintada ao som destes artistas. Resultado, fui ridicularizado a minha vida inteira por algo que, ao fim ao cabo, não pude controlar.

É certo que os nossos gostos se vão alterando ao longo da nossa vida e consoante as nossas experiências pessoais, mas nem sempre é o caso. Posso ser um grande apreciador de indie e folk, mas a minha veia POP nunca deixou de pulsar. É crime? Não, mas incomoda muita gente.

Ao que parece, para ser um homem com H grande, não posso, sob hipótese alguma, abanar o pé ao som de uma Lady Gaga ou Beyoncé. Isso é coisa de maricas. Homem que é Homem gosta de Guns N' Roses e AC/DC. Mas atenção, o preconceito só se aplica a pessoas do sexo masculino. Se forem mulheres a ouvir rock, não são lésbicas, mas seres fantásticos com um óptimo gosto musical. Matem-me.

Ao longo da História da humanidade, foram criadas vários concepções socioculturais. A década de 60 será para sempre associada aos hippies e o consumo de droga, da mesma maneira que Madonna é sinónimo de LGBT. Indivíduos que se vistam todos de preto só podem ser góticos ou punks, enquanto qualquer mulher que use saias e crop tops, é uma vadia. É graças a este tipo de mentalidades que em tempos, houve quem quisesse exterminar um povo inteiro. Pista, não é o Trump mas anda lá perto.

É triste, mas com quase 24 anos, ainda sou alvo de comentários absurdos e altamente tacanhos com base na minha biblioteca do iTunes. Há uns meses atrás publiquei uma imagem no instagram, curiosamente tirada pela minha namorada de há 6 anos, do disco "Born To Die" da Lana Del Rey. Pois fiquem a saber que, aparentemente, quem ouve Lana é gay. Quando ouvi tal coisa não sabia se havia de rir ou mandar-me de um precipício. A Lana, a sério? No trabalho aconteceu o mesmo por conhecer todas as canções POP da rádio.

O que me incomoda não é, necessariamente, pensarem que sou homossexual  embora seja um tema que ainda me afecta devido a anos de bullying. Mas e se fosse? Ninguém tem nada a ver com isso. Desde quando é que aquilo que ouço dita o tipo de pessoas com quem me deito? O que realmente me deixa irritado é esta necessidade mesquinha de julgar tudo e todos. Se não se inserir num molde aprovado pela sociedade, é automaticamente uma aberração que merece ser massacrada enquanto respirar. Que impacto tem nas vossas vidas a merda de música que os outros ouvem? Chega! É patético ter que me sentir constrangido por gostar deste ou daquele artista ou canção.

De todos os problemas no mundo, nunca pensei que este fosse um assunto merecedor de qualquer tipo de atenção. Enquanto continuarem a perpetuar estas noções, mais que ultrapassadas, do que é politicamente correcto, é impossível evoluirmos enquanto seres humanos e racionais. 

21 comentários:

  1. O que mais chateia é que gente dessa, que tem prazer em humilhar - mesmo que sem fundamento -, nunca deixará de existir.
    Ignorar nem sempre é a melhor opção mas, em casos desses, parece-me que sim.

    Oiço bastante do que ouves, mas as minhas amigas (incluindo a minha irmã) ouvem imenso kizomba e deliram com músicas que me fazem revirar os olhos, mas não é, com certeza, por causa de uma coisa dessas que vou pensar menos delas. Enfim... Tenhamos paciência (ou então manda essas pessoas pastar, mesmo. haha)! :)

    Quanto ao bullying que sempre sofreste, lamento imenso. Imagino que seja uma coisa que fica para sempre connosco.

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  2. E isso há em todos os gostos musicais lol porque acho que já percebeste que com a minha crónica Songs that seem like they were written just for you, eu tenho um gosto musical um pouco mais alternativo... Contudo, também ouço o que "sai na rádio" e principalmente os clássicos do rock n' roll! Tanto dum lado como do outro faziam cara feia lol "tu ouves metal? iack", "tu gostas de Ellie Goulding? não sabes o que é música"... como dizia a minha avó se toda a gente gostasse do amarelo o que seria do azul!

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  3. Compreendo perfeitamente o que queres dizer porque o meu namorado também já discutiu isso comigo. Por exemplo, foi ele que me deu a conhecer Kimbra, uma artista feminina espantosa com doçura na voz e que não pode ser, de todo - segundo esta sociedade - apreciada por um rapaz. Apesar de ele amar de coração Foo Fighters, Eddie Vedder, Led Zeppelin, Pearl Jam, AC/DC (diga-se, artistas que a sociedade não implica por um homem gostar de ouvir), também gosta de géneros mais pop como Jessie J, Ariana Grande - ele acha as suas vozes incríveis - e grupos à capella. E é o que ele diz, é um massacre porque "não podes gostar". O facto de um homem apreciar musicalidade feminina ou mais delicada é um preconceito cruel sem qualquer lógica. Portanto, o meu namorado, tu e outros homens vão ser menos viris ou confiantes na sua orientação sexual por gostarem de ouvir Lady Gaga? Cada vez acho mais que quem tem essa ideologia é quem mais dúvidas tem sobre os seus desejos.

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  4. Concordo contigo, gosto não se discutem. Cada um ouve aquilo que gosta e que quer e ninguém tem nada a ver com isso, muito menos não têm nada que tirar conclusões sobre a personalidade da pessoa com base naquilo que ela ouve. É só estúpido, mas parece que as pessoas gostam de pegar em tudo e alguma coisa para julgar.
    Eu nasci em 1997, mas ainda ouvi bastantes músicas dessa época ouro do Pop ( claro, que ouvi mais tarde essas músicas, não na própria época como é lógico).
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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  5. "quem ouve Lana é gay", o que??? Pessoalmente não gosto mas nunca associei (ou vi alguém associar) a ser homossexual, e acho que fazê-lo, seja com que artista for, é simplesmente estúpido. Por que raio tem um estilo de música de ser associado a uma orientação sexual?! Nem é concebível na minha cabeça.

    Já agora, eu nasci em 99 e tanto eu como amigos nos lembramos de músicas de todos os artistas que referiste. Mais, se me perguntassem nomes de artistas que ouvia quando era pequena, estariam na "lista" (em conjunto com as estrelas da disney - demi, miley, etc)

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  6. THANK YOU! As discussões que eu já tive por causa disto! Eu topo tudo - menos kizomba e funk brasileiro, confesso, não consigo, e sim, tenho algum preconceito - mas não ando por aí a melgar quem gosta! Dei por mim estes dias a adorar a Bang da Anitta e fiquei com vergonha, tipo guilty pleasure! Sim, eu sei que algumas músicas que por aí andam têm o valor artístico de uma batata, mas porra, se te soam bem, se te dizem algo, nem que seja só para abanar o pé, porque não? Gostos não se discutem, a não ser que estejamos a falar de quem vê reality shows o dia todo :p fora isso, tudo tranquilo!


    Jiji

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    1. Curiosamente também dei por mim a ouvir a "Bang" da Anitta há coisa de dois meses e, foi tal e qual como tu, fiquei com alguma vergonha por achar catchy!

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  7. O revoltante é que isto não acontece, apenas, com os gostos musicais! Este tipo de preconceitos e julgamentos passeam por tudo quanto é lado! Confesso que já cheguei a julgar as pessoas pelos seus gostos e no tempo em que vibrava a 200 com o Bieber, tinha vergonha que as pessoas soubessem, mas depois de crescer um pouco mais mentalmente, concluí que é um autêntico absurdo rotular alguém por uma coisa dela, um gosto pessoal! Pessoas que continuam a olhar para a vida dos outros simplesmente não sabem o que é que querem fazer da vida e sentem-se mal por isso, daí tanto ódio por aqueles que os rodeiam... Mas enfim, o mundo tão cedo não andará para a frente e o ideal é ignorar quando tem de ser.

    A Vida de Lyne

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  8. Como eu costumo dizer, o ser humano tem uma "necessidade básica" de vida que é reclamar com a coisa mais pequenina que possa existir. Provavelmente, a própria pessoa sabe que está a reclamar por uma coisa sem jeito nenhum, mas tem que reclamar porque sim, porque a necessidade de reclamar é maior do que simplesmente ficar calado.

    Agora sobre a música, sempre ouvi dizer que um bom apreciador de música ouve de tudo. Eu não me posso inserir nesse grupo, porque detesto tudo o que seja kisombas e funks. Há aquela música que uma pessoa pode não gostar, mas suporta, mas esses dois estilos fico mal disposta só de ouvir e depois são estilos que não há meio de saírem de moda.

    Mas lá está, isso sou eu. Não ando por aí a mandar granadas a toda a gente que ouve essa música até porque não tenho rigorosamente nada a ver com tal situação.

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  9. Acho que tal como a música também nos preconceitos somos influenciados, e isso muitas vezes parte de casa, muitas vezes até sem má intenção (o que não é desculpa). Tal como disseste também não vou ser hipócrita e dizer que não tenho os meus preconceitos, mas tento ser racional, e acho que nunca ofendi ninguém com essas ideias, porque faço uma luta mental comigo mesma e guardo os pensamentos para mim. E se há preconceito que me irrita é o do género, não entendo mesmo mas pronto...

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

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  10. Coisa boba e sem sentindo é essa necessidade de colocar rótulos nas pessoas, não faz sentindo gente.
    Por um mundo onde as pessoas possam ter a liberdade para serem, gostarem, e ouvirem o que quiserem sem precisarem entrar em uma caixa com algum rotulo.
    Amei o post, parabéns.
    Beijo

    www.tecontopoesia.com

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  11. Ohhh de julgar os gostos musicas dos outros e basicamente qualquer outra acção ou opinião que não vá de encontro aos "ideais" dessas pessoas. O que não falta por aí são almas que julgam todos os detalhes e mais alguns, sem darem hipótese a uma pessoa de ser ela própria. Se formos bem a ver a nossa sociedade (e digo isto no mais geral possível) precisava de uma valente lavagem cerebral, digna de qualquer governo da Coreia do Norte. É que não fosse só apenas num detalhe ínfimo, é mais do que absurdo julgar uma pessoa (e basicamente marterizá-la para o resto da vida) só porque ela se desvia milimetricamente da linha da norma que a sociedade estabeleceu. Esta história da norma é algo que cria sempre uma reacção alérgica em mim. Se as pessoas se preocupássem com problemas mais séries em vez de estarem a rotularem tudo e mais alguma coisa. Acho que esta era uma boa mania que a nossa espécie devia perder; não nos faria mal nenhum.

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  12. Nem todas as pessoas que ouvem kizomba são chungas. Estás a contribuir para o estereótipo e a queixar-te. Desta vez tiveste um discurso dúbio, na nossa opinião.
    Ainda assim, retirando esse excerto, concordamos com tudo e achamos ridículo que se dite o que se pode ou não ouvir ou vestir. É ridículo! R-I-D-I-C-U-L-O! Também eu (Ele) acabo por "sofrer" com esse mal... Compreendo perfeitamente o que dizes. Mas tudo isso até estar na berra porque se disseres que gostas de Justin Bieber agora não é tão grave como há um ano atrás... Vá-se lá compreender.

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    1. "Antes de mais, quero deixar explícito que ninguém, nem mesmo eu, está imune a certas ideias pré-concebidas. Não vou ser hipócrita e dizer que nunca o fiz."

      Em que parte do meu discurso fui dúbio? Frisei desde o início que NINGUÉM está imune a certas ideias pré-concebidas, e falei de mim como exemplo daquilo que NÃO deve acontecer. Caso contrário o resto do texto não faria qualquer sentido.

      Pelo incómodo gritante, calculo que sejam fãs de kizomba e se tenham sentido picados. Obviamente que não era esse o objectivo, tanto que parecem ter sido os únicos a não compreender a mensagem. Às vezes é preferível uma leitura mais ponderada antes de começarem a disparatar.

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    2. Não era para levares tão a peito, não foi com esse intuito. E não, não costumamos ouvir kizomba, mas achámos estranho que tivesses escrito que estás a criticar que não se possa ouvir o que se quer sem ouvir os outros e estás também tu a criticar... Só isso é que achámos dúbio. Não disparámos, comentámos e até te demos razão, com excepção do início. Se calhar tu é que devias reler antes de começar a disparatar, Ricardo. Não pensávamos dizer-te isto a ti que tanto gostamos, ambos, de ler. Limitámo-nos a dizer que não concordámos com o início... Mas amigos como antes! ;)

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  13. Eu já fui suuuper preconceituosa com os gostos musicais. Do género "diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és". Nunca relativamente à sexualidade das pessoas, era mais do tipo "ouves kizomba, és um ignorante". Eu, na minha posição snobe de quem ouvia jazz, os clássicos franceses ou rock alternativo. Ridículo! Felizmente a idade (pareço uma velha a falar) mostrou-me que até eu consigo gostar de músicas beeem pirosas, haha. Mas do tipo, super. Ainda que continue a julgar um pouco o nível de interesse das pessoas pelo seu gosto musical (não consigo evitar), aprendi que isso não as define.

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  14. Concordo com tudo e espelho-me neste post. Sou muito ecléctico musicalmente, mas actualmente ouço mais rock, mas como cresci nos anos 90 sempre gostei de pop e ainda hoje gosto, mas sempre ouvi bocas por isso. E tens razão os anos 90 foi mesma a década de ouro para o pop, grandes nomes como Britney, Christina Aguilera ou Destiny's Child :)

    Linha Reta | Facebook | Instagram | Pinterest

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  15. Nasci em 91 e ainda ontem tive uma reflexão à mesa com os meus pais por causa disso. Até acabei por falar mais nas diferenças dos brinquedos de quem é dos anos 90 e dos brinquedos da geração actual que é algo que eu não consigo compreender.
    A nível musical, Mariah Carey, Britney Spears, N'sync, Backstreet Boys e por aí fora eu ouvia. Mas só comecei a ouvir porque tinha uma vizinha mais velha que eu e passou-me esses conhecimentos. Mas eu eu digo que não conheço bem o historial dos Guns n' Roses sou logo censurada mas eu não percebo porquê. Pelo que me apercebo, bandas como Nirvana, Aerosmith, Queen, Beatles, Led Zeppeline outros tantos só fazem parte do conhecimento dos nascidos em 90 porque os pais que eram dados à música lhes passaram esse gosto e esse conhecimento. Cá em casa, o meu pai só ouve pimba e a minha mãe, coitada, também não podia ouvir mais nada. Portanto, é normal eu não estar habituada à sonoridade dessas bandas ainda que, por vezes, as ouço e confesso gostar de determinadas músicas.
    E ainda bem que referiste o facto de se tiverem nascido entre 97 e 99 não conta. o meu irmão nasceu em 97 e nunca o ouço a ouvir nada do que referi acima. Só ouve aquilo que eu chamo de "tungs tungs" (electrónica) e kizomba e kuduro. Aliás, se eu me ponho a ouvir Britney Spears - diga-me Baby One More Time e "clássicos" dela, diz logo para eu desligar a música.

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  16. Palmas para ti, a sério! Alguém com juízo neste mundo!!

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  17. Argh o típico preconceito... Pop é coisa de gaja, Rock é coisa de homem. Enfim, como é que num assunto que em absolutamente nada consegue haver tantas mentezinhas terríveis?
    Mas já que falas nisto, lembrei-me de um episódio que uma vez se passou comigo. e até serve de jeito para te mostrar que nem toda a gente vê raparigas que gostem de música pesada como tendo bom gosto.
    Ora, não é segredo nenhum para ninguém que Rock e Metal é a minha cena. Digo-o sem problemas, apesar de saber que às vezes associam a coisas negativas. Uma vez numa conversa com um tipo qualquer, ele apercebeu-se que eu ouvia Metal e teve a lata de se dirigir a mim e dizer estas palavras: "Claro que não gostas de Metal. Nenhuma rapariga gosta. Ouves meia dúzia de bandas mainstream só para dizeres que ouves para chamar a atenção de rapazes."
    Nem sabia que dizer! Eu ouvia determinado tipo de música para chamar a atenção de rapazes? O mais curioso é que na altura já tinha namorado! Passei-me, fiquei completamente possessa! Nem sei como, mantive a calma e decidi argumentar sobre o assunto. Até que o rapaz me desafiou de que eu não conhecia nada de jeito porque era rapariga. Bem, escusado será dizer que o gajo levou uma abada. Ele não conhecia coisas bastante 'famosas' do mundo underground (se é que a frase faz sentido :p) e no final pediu-me desculpa pelas coisas que disse. Parecendo que não, este estereótipo também existe demasiado. Coisa que me tira do sério, sem dúvida.
    Que gente tão ridícula! Às vezes o melhor é mesmo ignorar essas tretas que ouvimos.
    xx, Ana

    The Insomniac Owl Blog

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  18. Acho que nunca me "classificaram" de "sapatona" por ouvir metal e vestir de preto, mas sei que já passei por drogada por isso. Da mesma forma, quando as pessoas sabem que ouço maioritariamente metal, acham uma absurdo e algo que vai "contra a minha religião", conhecer músicas de outros géneros (que ouço na rádio ou assim), ou por não me sentir incomodada quando alguém as põe a tocar. A maior parte das pessoas sente uma necessidade tremenda de catalogar as pessoas como se faz aos frascos das massas, e tudo o que fuja a essa realidade pré-construída, é coisa do demo.
    ****

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