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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

The Valentine's Day Parade

Diz que ontem foi o dia dos namorados. Por aqui foi apenas mais um Domingo como qualquer outro, curto. Em quase seis anos de relacionamento, ainda não foi desta que consegui passar o popular 14 de Fevereiro com a minha cara-metade.

Apesar de ser um eterno romântico, durante muito tempo senti-me extremamente incomodado com esta data. Contrariamente aos meus colegas de escola que, na altura, passavam por mais pessoas que um vão de escada, comigo não era assim. Zero, nada.

Sentia-me pressionado. Não bastavam os familiares e a pergunta da praxe: "Então e namoradas?"  porque com quinze anos tinha, claramente, a maturidade suficiente para me envolver emocionalmente com alguém , como era vítima de um bombardeamento publicitário do dia mais meloso do ano. Por muito que tentasse não me afectar, o pensamento era inevitável, "alguma vez saberei o que isso é?".

Quase parece que estou a escrever uma entrada no meu diário. Ridículo. Neguem à vontade, mas quando somos mais novos, estas coisas mexem connosco. Várias vezes dei por mim a questionar se iria ficar sozinho para o resto da vida, chegando mesmo a acreditar que sim. 

O facto de vivermos numa sociedade que implementa a ideia de que precisamos de alguém para sermos verdadeiramente felizes, é absurdo. Não me interpretem mal, o amor é uma das melhores coisas no mundo, mas pode vir em várias formas que não a romântica. Quem garante que uma pessoa solteira não tem o mesmo grau de felicidade que outra comprometida? Como tudo na vida, existem prós e contras para os dois lados da barricada.

É certo que, tal como todas as outras "ocasiões festivas", este é apenas mais um negócio lucrativo. São relógios, perfumes e pulseiras que se compram para agradar, mas que ao fim ao cabo, nada têm a ver com a data. O que diferencia um par de brincos oferecidos no dia de São Valentim de outro no Natal? Não faz sentido. Compreendo que queiram agradar os vossos parceiros, mas nem tudo se traduz em bens materiais. 

Posso estar em minoria, mas dou mais importância a gestos genuinamente "amorosos" que a prendas. Claro que gosto de receber presentes, mas saber que alguém fez ou se esforçou para organizar algo a pensar em mim ou neste caso, em nós, é muito mais importante que qualquer peça de roupa ou bijutaria. 

A pouco mais de dois meses de completar os meus 18 anos, comecei a namorar. Late bloomer, é o termo. Se antes desejava com todas as minhas forças arranjar alguém, hoje fico feliz por ter esperado. Como qualquer casal, passámos por altos e baixos, mas quando encontramos a pessoa certa, tudo vale a pena. Independentemente de estamos juntos ou não neste dia, já cantava a Katy Perry, now every February you'll be my Valentine.


Quando eram mais novos sentiam-se pressionados a namorar? Celebram o dia de São Valentim? 

11 comentários:

  1. oi, oi.

    graças a Deus eu nunca passei por essa de os parentes ficarem perguntando onde estão as "namoradinhas" e bla bla bla. todo mundo sempre respeitou o meu espaço, então, cresci bem tranquilo com isso. acho que todos eles confiam demais em mim, pq sempre quando estava me relacionando com alguém, fazia questão de mostrar quem era, mesmo se não fosse tão sério. sempre fui muito transparente, sabe?!

    fico bem feliz por ti, principalmente por estar ao lado de quem amo. mais amor e união a vcs!

    abç!
    Não me venha com desculpas

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  2. Fantástico texto! Eu tenho quase 20 e estou a aprender a gostar de estar solteiro! :P

    http://rapazdobuzio.blogspot.pt/2016/02/novo-video-this-or-that.html

    NOVO VÍDEO! :) Subscreve o canal!

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  3. Como te entendo - e como adolescente-romântica-e-xoninhas que eu era, sem namorados à vista, sofria horrores nesta altura lol hoje, que namoro, confesso que esta data vale pela desculpa para ir jantar fora. Só isso! E sim, não é no Dia dos Namorados que se prova coisa alguma, é todos os dias. Não adianta "comprar" o amor, isso é impossível!

    Jiji

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  4. Subscrevo tudo o que disseste. Namoro há anos e creio que nunca celebrámos esse dia - sempre concordámos que é ridículo oferecer "qualquer coisa" só porque alguém decidiu que aquele era o dia para isso. Como tu, prefiro pequenos gestos e quanto mais inesperados forem, melhor - porque percebemos que a pessoa esteve a pensar em nós sem necessitar de uma data (aniversário, natal ou s.valentim) para justificar. Relativamente à questão da sociedade pressionar-nos a ter sempre alguém, concordo que é quase doentio. E acontece quando somos mais novos (o que é ridículo) e acima de tudo quando somos mais velhos. Como se não fosse aceitável estarmos sozinhos, como se não fosse suficiente. E a verdade é que resulta, porque ficamos mesmo afectados com o facto de estar solteiros, assombrados com aquela terrível possibilidade de a cara-metade não aparecer.

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  5. Muito bem escrito, concordo em absoluto. Eu, com 28 anos, ainda continuo a ouvir a mítica pergunta "Então e o namorado?". (Depois admiram-se que eu vá sempre com cara de enjoada para as reuniões familiares.) Esta 'pressão' que a sociedade exerce sobre quem decide ser solteiro é algo que me irrita profundamente. Mas pronto, com o tempo, uma pessoa aprende a manter-se serena perante este tipo de situações e comentários! Como diria o poeta "O que importa é ser feliz, não importa como o ser."

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  6. Gostei muito deste textinho! Confesso que nunca me senti propriamente pressionada a namorar - pelo contrário, a minha família sempre tentou atrasar o momento! xD No entanto, agora que vi a minha relação terminada, há dias em que faço a mim mesma essas questões ("será que vou ficar sozinha?").
    Beijinho*

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  7. Concordo com tudo o que disseste ! Namoro à sete mesinhos por isso até há bem pouco tempo sentia sempre que me faltava algo , mas não por me faltar mesmo algo , mas sim por essa espécie de pressão que a sociedade impõe sobre nós , que precisamos de estar com alguém , ter uma cara-metade para sermos felizes . E isso é estúpido , eu era feliz solteira , divertia-me bastante com os meus amigos e não me faltava nada . E agora com namorado sou feliz na mesma e continuo a ser tudo o que era antes . E o dia dos namorados nunca significou nada para mim e este ano continuou igual . O amor celebra-se todos os dias e não só num dia especifico em que a sociedade nos "obriga" a cumprir certos requisitos tal como a típica troca de presentes comprados à ultima da hora ou o típico jantar romântico num sítio "fancy" e a típica publicação nas redes sociais todas com foto incluída.

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  8. Nós conseguimos rever-nos no teu texto. Mas ao contrário de vocês, nós tentamos sempre festejar o dia dos namorados, simplesmente por ser mais uma desculpa para celebrarmos. Não porque precisemos de desculpas, mas simplesmente por gostarmos de as aproveitar. Mas dispensamos as prendas lamechas e aproveitamos para nos mimar com algo que nos faça falta.

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  9. Oi :)
    Minha primeira vez aqui ^_^

    Eu nunca me senti pressionada. Na verdade, por convicções religiosas, a minha família vê o namoro como o primeiro passo rumo à um casamento. Por isso eles esperam que eu só namore quando estiver pronta para "sair do ninho", sabe? Para nós, o namoro é o princípio da escolha do marido. Uma vez namorando, todos da família esperam que você tenha escolhido aquela pessoa porque já planeja uma união civil com ela e está apenas "confirmando se é aquela pessoa mesmo", sabe. Então pra mim, namorar tem que ser com a pessoa mais certa o possível! haha

    Pra ser sincera, eu gosto disso. Talvez porque tenha sido criada assim, claro. Aprendi que isso é me preservar para alguém que valha à pena. Todos temos defeitos e nenhum relacionamento é perfeito, mas certamente tem pessoas com quem a gente se dá melhor e eu aprendi que devo me guardar até encontrar uma pessoa assim. Agora, com 25 anos, começaram as pressões para que eu me case, mas é assim com todos os meus amigos. Nossas mães ficam nos jogando um em cima dos outros, é até engraçado porque todo mundo (homem ou mulher) fica constrangido com isso e dessa situação saem sempre boas amizades (e alguns namoros também rs).

    Sobre Sam Valentin, aqui no Brasil nossa data correspondente é o dia 12 de junho, chamado por aqui de Dia dos Namorados. É véspera de um santo conhecido por ser "casamenteiro" haha mas todos sabemos que é uma data puramente comercial. Eu não comemoro isso, tanto por motivos religiosos quanto porque pra mim é uma data criada pra vender chocolate. Acho que de nada adianta ganhar um belo buquê de flores nesse dia se no resto do ano a pessoa não te tratou bem, né? Como você disse, são as atitudes diárias que importam!!

    Bem, escrevi demais rs
    Abraços!

    www.luvadepelica.com.br

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  10. Oww -cof, cof- eu também pertenci a esse clube e muitas vezes acreditei que ia ser uma forever alone, mas a coisa lá se resolveu. Não gosto que o dia passe em branco, mas também não o considero um dos mais importantes do ano, e tal como tu, acho que os gestos contam mais do que mais um presente igual aos outros.:)

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

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  11. Concordo completamente contigo, o dia de São Valentim é apenas uma estratégia do comércio para conseguir lucrar alguma coisa, tal como o dia da mãe, o dia do pai e tantos outros. Está claro que gosto de celebrar o dia com o meu namorado, mas ambos concordamos que oferecer prendas é supérfluo e preferimos gastar o dia a passear ou a ver um filme e estar simplesmente juntos. Uma data que considero muito mais especial (e acredito que seja válida para qualquer casal) é o dia em que começámos a namorar, e esse já faço questão de passar com ele. Mas os presentes são desnecessários, não precisamos deles para provar que amamos alguém.

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