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domingo, 14 de fevereiro de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #14


Classificação IMDb: 7.4/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10




O biopic de Steve Jobs percorre a vida do co-fundador e presidente executivo da Apple, tanto a nível pessoal como profissional. Utilizando o lançamento de alguns dos produtos mais emblemáticos da marca norte-americana como capítulos — Macintosh (1984), NeXT (1988 - depois de Jobs deixar a empresa) e o iMac (1998 - após o seu regresso) , a acção revela a personalidade e carácter de um visionário, e a complicada maneira com que se relacionava com os outros.

Adaptado do best-seller biográfico de Walter Issacson e realizado por Danny Boyle, Steve Jobs é o segundo filme em dois anos sobre a mesma figura. Parece-me cada vez mais evidente que o cinema americano terminou a relação com os losers e entregou-se de corpo e alma aos "vencedores". O problema é que estas pessoas (Mark Zuckerberg também teve direito ao The Social Network), são extremamente aborrecidas. Nem o dinheiro, tecnologia e sucesso são suficientes para garantir uma narrativa interessante. 

Michael Fassbander foi competente mas não merecia a nomeação ao Óscar de Melhor Actor. Embora a interpretação da brilhante Kate Winslet roce na caricatura, a verdade é que é a única razão para aguentar até ao final deste filme. A excitação em torno desta longa-metragem é algo que me ultrapassa.


Classificação IMDb: 7.1/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Baseado na história verídica de Bennet Omalu, um neuro-patologista forense cuja primeira descoberta foi a CTE, um trauma cerebral causado por repetidos golpes na cabeça, relacionados com a prática de desporto. Contra tudo e todos, a luta pela revelação da verdade estiveram na base da revelação de Omalu, numa batalha emocional que o colocou numa posição extremamente perigosa perante uma das mais poderosas e amadas instituições norte-americanas.

A Jada Pinkett Smith que me perdoe, mas é completamente justificável que o marido não tenha sido nomeado ao Óscar de Melhor Actor. Ser afro-americano não altera o facto da interpretação do Will não ser nada de especial. Só porque usou um sotaque diferente ao seu merece ser recompensado? Não me parece. A nomeação ao Globo de Ouro já foi suficientemente descabida. Poupem-me.

Concussion é o típico filme de Sábado à tarde. Não é mau, mas não surpreende, choca ou entusiasma. É genérico. Dois meses depois de o ver, arrisco-me a dizer que talvez tenha sido demasiado generoso na sua classificação, mas não posso negar que me manteve entretido, nem que fosse para saber até que ponto estariam disposto a deixar pessoas morrer para proteger o legado do futebol americano. 


Classificação IMDb: 7.5/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10


Em 1947, Dalton Trumbo, um roteirista de Hollywood habituado a acrescentar os seus ideais nos filmes que escreve, acaba por chamar a atenção de Hedda Hooper, uma colonista à frente do Comité de Actividades Anti-americanas, criado para investigar, acusar e julgar actos de "subversão" e aproximação comunista. Mesmo impedido de trabalhar e depois de ser preso, Trumbo escreveu clássicos como Roman Holiday (1953)  cujo texto foi premiado pela Academia, mas a estatueta dada a Ian McLellan Hunter, amigo do escritor que aceitou dar a cara pelo projecto  The Brave One (1956), Spartacus (1960) e Exodus (1960). 

Infelizmente, muitas pessoas, incluindo críticos, viram esta longa-metragem com um olhar político, tanto de direita como de esquerda. Ridículo. A história em si consegue ser fascinante e igualmente miserável, se pensarmos que alguém com tanto talento foi incapacitado de praticar a sua arte devido às suas inclinações políticas.

Como era de se esperar, Bryan Cranston provou, novamente, que é um actor excepcional, sendo finalmente reconhecido pelos Óscares. Comparativamente a Kate Winslet ou Rachel McAdams, é uma vergonha que Helen Mirren não ocupe uma das cinco posições de Melhor Actriz Secundária.


Classificação IMDb: 7.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Quatro homens anteciparam o colapso da economia dos EUA, e resolveram apostar na crise imobiliária e lucrar com a tragédia. Em 2008, tal como previam, o mercado e economia entraram em declínio e os investidores fizeram uma autêntica fortuna. Enquanto as instituições financeiras responsáveis pelo que aconteceu são socorridas com o dinheiro dos contribuintes, milhões de cidadãos perdem as suas casas, empregos e reformas, num verdadeiro desastre financeiro.

Excepto no cinema, vejo todos os filmes sem legendas, mas neste caso, senti necessidade. Por vezes incompreensível para os leigos, como eu, The Big Short apoia-se em segmentos escusados com celebridades, cujo único fundamento é dar espectáculo, como se precisasse garantir que o espectador continuava do outro lado. Tem os seus momentos humorísticos, mas o enredo e a quantidade enorme de personagens deixaram-me perdido.

Com realização de Adam McKay, adapta a obra homónima escrita por Michael Lewis e conta com um elenco de luxo: Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt, Melissa Leo e até uma aparição de Selena Gomez.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

5 comentários:

  1. wow desconhecia o Trumbo e fiquei imensamente curiosa!

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  2. The Big Short é, da tua listagem, o que mais quero ver!

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  3. Estava curioso com o filme do Jobs, que dizem ser bem melhor que o anteriormente feito sobre ele. Agora fiquei meio desmotivado a ver ahahah

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  4. Olá :) de todos o único que vi foi o The Big Short. Gostei, é um tema que gosto, apesar de ser muito técnico por vezes, para leigos da economia pode tornar-se aborrecido. Uma grande interpretação do Christian Bale, diferente de qualquer papel que interpretou. Gostei de ver o Finn Wittrock, conhecido pelo American Horror Story, espero vê-lo em mais filmes.

    O Trumbo, está na minha lista de filmes para ver esta semana :)

    Linha Reta | Facebook | Instagram | Pinterest

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  5. Destes filmes o que me suscita maior curiosidade é o "Steve Jobs", embora os restantes também tenham enredos interessantes.

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