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domingo, 31 de janeiro de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #13


Classificação IMDb: 7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Jay Cavendish é um jovem escocês de 16 anos que viaja até ao Colorado (EUA), determinado a encontrar Rose, a rapariga por quem está apaixonado. Confrontado com os perigos do Oeste no século XIX, decide juntar-se a Silas, um misterioso viajante que, em troca de dinheiro, concorda em protegê-lo. O caminho do rapaz pelo suposto país das "oportunidades", vai estar repleto de perigo, traição e violência.

A história de Slow West não é assim tão diferente de outros westerns conhecidos, mas o modo como a história é contada é que interessa. O britânico John Maclean optou por uma desconstrução do habitual ambiente sombrio da época, optando por uma paleta de cores alegres e imagens que mostram a vastidão e solidão do velho oeste. É muito simples, a cinematografia está perfeita.

Como o título refere, a narrativa consegue ser um pouco lenta, mas neste contexto, resulta. Apesar de haver poucos diálogos, as interpretações do núcleo de protagonistas  Kodi Smit-McPhee, Michael Fassbender, Ben Mendelsohn e Caren Pistorius  são positivas. Vencedor do Prémio do Júri no Sundance 2015, não sou minimamente apreciador do género mas fiquei tal modo surpreso que o considerei uma das melhores longas-metragens do ano passado.


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


A jovem americana Edith Cushing, uma escritora de contos fantásticos, apaixona-se por Sir Thomas Sharpe, um homem misterioso que, tal como ela, se interessa pelo sobrenatural.  A jovem casa-se e muda-se para a casa de família dele, uma mansão em ruínas, no Norte de Inglaterra. Depressa descobre que o marido não é quem diz ser e que a sua nova morada abriga fantasmas e forças ocultas que tanto Thomas como a sua irmã, Lady Lucille, tentam manter em segredo.

Desde que vi o filme "O Labirinto do Fauno" numa aula de Espanhol no Secundário que me converti ao génio mexicano, Guillermo del Toro. Tal como no hit que o levou a Hollywood, tudo em Crimson Peak roda à volta da história: uma jovem inocente forçada a um percurso de sofrimento por um labirinto de segredos e farsas, até se libertar e encontrar a sua verdadeira identidade/felicidade.

Tecnicamente só tenho elogios a fazer, os efeitos especiais são dos melhores que vi nas últimas produções do género. Os cenários e a caracterização da casa  a lembrar a mítica mansão do clássico The Haunting de 1963   estão fantásticos. O jogo de cores primárias como o vermelho, branco e preto que, associados ao simbolismo barroco, dominam a imagem, é no mínimo mágico. O único ponto negativo é o enredo extremamente previsível, sem qualquer efeito surpresa ou sustos. 


Classificação IMDb: 7.1/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Whitey Bulger, irmão de um senador norte-americano, tinha ligações ao IRA (Irish Republican Army) e à máfia irlandesa. O seu grupo, os Winter Hill Gang, tornou-se perito no tráfico de droga, extorsão, chantagem e intimidações. Para impedir que a máfia italiana invadisse o seu território, Bulger tornou-se informador do FBI e em troca desses dados, os agentes ignoraram, durante anos, as suas ligações à criminalidade.

Inspirado na história verídica de James Joseph "Whitey" Bulger, um dos mais perigosos e implacáveis criminosos a actuar nos EUA durante as décadas de 1970/80, Black Mass foi com demasiada sede ao pote. Acaba por ser uma espécie de "apanhado geral" de uma narrativa interessante mas que precisava de outro ritmo para resultar. A acção tanto se arrasta em momentos desnecessários como parece querer abordar todas as questões (lealdade, corrupção, honestidade) de uma vez. Nem mesmo um elenco recheado de bons actores é suficiente.

Porquê 7/10? Johnny Depp. Finalmente conseguimos ver o actor (no sentido literal da palavra) e não a versão ridicularizada em que se tornou desde que vendeu a alma ao diabo para interpretar o pirata mais popular das Caraíbas.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
No início do século XX, as mulheres passaram a reivindicar o direito de participar na política e a exigir leis mais justas que as incluíssem nas decisões parlamentares. No Reino Unido, criaram a União Nacional pelo Sufrágio Feminino, onde Emmeline Pankhurst e um grupo de mulheres de classe operária se juntaram para lutar pelo direito das mulheres, expor leis sexistas e mudar a forma como eram olhadas. Radicalizadas e recorrendo à violência como protesto, elas estavam dispostas a perder tudo em prol da igualdade.

Numa altura em que a diferença salarial entre homens e mulheres está na boca do mundo, até custa a acreditar que este filme foi escrito e realizado por dois elementos do sexo feminino. Uma história de tamanha importância merecia ser melhor retratada.

Apesar da interpretação forte da Carey Mulligan, óptima caracterização vestuário/cenários, o argumento de Suffragette é um tremendo cliché. Vi-o com a minha namorada e embora revoltados com o retrato da condição feminina, decepção é a palavra de ordem. Faltou a coragem e ousadia necessárias para expor aqueles que criaram, legitimaram e justificaram as desigualdades de género durante anos e anos.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

11 comentários:

  1. Estou bue curiosa para ver Crimson Peak :o

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  2. não vi nenhum e nem sequer tinha ouvido falar.
    http://myheartaintabrain.blogspot.pt/

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  3. Hoje o programa cá de casa é o Crimson Peak. Também ainda não vi o Black Mass, mas será num futuro próximo. Confesso que tenho andado a ver filmes bem mais antigos! Ontem por exemplo vi o Sleepers e gostei imenso, espectacular mesmo. Vi a Praia também, mas fiquei sem perceber o hype. Ou não estava no mood ou então não sei.. Só vi uma interpretação muito porreira do Leonardo Dicaprio :)


    THE PINK ELEPHANT SHOE |

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    1. Já vi o "Sleepers" há muitos, muitos anos atrás e é de facto um óptimo filme. Também não compreendo o fascínio com "The Beach", não acho piada nenhuma. Espero que gostes do "Crimson Peak"!

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  4. De facto, tu és daqueles bloggers que eu gosto mesmo de visitar. Adoro as tuas publicações e estas em que falas de filmes que eu nunca ouvi falar é uma delas. Tu "devoras" filmes!

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    1. É verdade, gosto bastante de cinema! Fico feliz que aprecies este tipo de publicações :)

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  5. Quero muito ver o Suffragette! Agora que li a tua crítica, fiquei com medo de também ficar desiludida, mas a ver vamos =P

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  6. Adoro, mas adoro mesmo, o Labirinto do Fauno. Se Crimson Peak for metade já fico satisfeita. Já o tenho há semanas, estou só à espera de estar num mood para filmes de "terror" =P

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    1. Infelizmente não chega sequer aos pés do "Labirinto do Fauno", mas não deixa de ser interessante. Ainda assim, está mais para thriller/mistério que terror :)

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  7. Queria imenso ver o Crimson Park! Acho que agora só fiquei mais motivada. Beijinho,
    neptunesecrets.blogspot.pt // facebook

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