Caleb (Domhnall Gleeson), um programador numa empresa de internet, vence uma competição cujo prémio é passar uma semana no refúgio privado do CEO Nathan (Oscar Isaac). Chegando ao local, depressa se apercebe que o objectivo da sua estadia não é assim tão inocente. O jovem de 26 anos está ali como cobaia e a sua função é interagir com a mais recente criação de Nathan: um "robot" de última geração com inteligência artificial. Dentro do corpo de uma bela e sedutora figura feminina, Ava (Alicia Vikander) consegue agir, sentir e expressar-se. Embora tenha total consciência de que Ava não passa de uma máquina pré-programada, com o passar do tempo, Caleb começa a sentir uma inesperada atracção/ligação com ela. Conforme vão sendo reveladas mais informações sobre o projecto, o programador começa a colocar em causa as reais intenções daquela experiência, assim como as suas implicações éticas.
Estava tão animado para ver este filme como uma criança numa loja de doces. Chamem-me cromo, mas adoro o género de ficção científica. Além dos efeitos visuais servidos em prol da acção, aqui a temática da IA funciona na perfeição como uma ponte para reflexões filosóficas ou até mesmo sociais. Em vez do típico aparato tecnológico futurista, em 'Ex Machina' a preferência recai no desenvolvimento de questões do foro humano, como a consciência e a ilusão.
Contrariando outras apostas do mesmo género (Transcendence e Automata), que apesar de também questionarem as limitações da inteligência artificial, acabaram por se vender à espectacularidade, 'Ex Machina' é um trabalho discreto, com diálogos subtis que se focam na química entre as suas personagens. Química essa que pode existir entre humanos e máquinas. O papel de Alicia Vikander como Ava, uma obra ainda em fase experimental, foi bastante convincente.
Do ponto de vista narrativo, os diálogos bem construídos enaltecem a cumplicidade entre as duas oposições de matéria em destaque, a carne e o sintético. Embora satisfeito com o filme (mesmo achando a história um pouco previsível), fiquei com um ligeiro sentimento de que poderia ter ido muito mais longe. Basicamente enchi o meu saco com gomas deliciosas, mas não tinham o meu sabor favorito na loja. 'Ex Machina' marca a estreia na realização do escritor e argumentista Alex Garland (The Beach), e é um dos melhores exemplares do género desde o subvalorizado I, Robot, de Alex Proyas.
Classificação IMDb: 7.8/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
Já viram o 'Ex Machina'? Partilhem as vossas opiniões!
























Não vi, mas tenho mesmo, mesmo, mesmo de ver!
ResponderEliminarAdorei este filme e admito que no fim apeteceu-me espancar a Ava mesmo já estando à espera do final! x
ResponderEliminarEu ainda não vi. O meu namorado quer ver mas eu não gosto muito de ficção científica, no entanto, agora que referiste essas referências religiosas e filosóficas fiquei com mais curiosidade em ver :)
ResponderEliminarEm primeiro lugar deixa-me dar-te os parabéns pelo blogue que aqui tens Ricardo, é super completo, daqueles que dá imenso gosto seguir.
ResponderEliminarEm relação ao filme estou já aqui a bater o pé para o vir com o meu namorado ahaha, a história agrada-me (também sou uma croma do sci-fi!) e pelo que disseste já percebi que o fim vai dar que falar!
No IMDB está com uma nota de 7,8 por isso deve mesmo valer a pena ::)
O FINAL DESSE FILME É TÃO WOW E WTF! (Desculpa a histeria ahaha) mas um daqueles filmes que nao dava nada mas que no fim surpreendeu-me imenso! Adoro este tipo de filme, com twists (nao posso spoilar mais né ahaha)
ResponderEliminarAbraço, Rodrigo | OOTD Blog | OOTD FB
Eu adorei o filme, mas o final deixou-me furiosa. Mas é assim que se ve que é um bom filme. E sou como tu, adoro este genero de filmes de ficção cientifica. O facto de ser Ava, alusivo a Eva, não me tinha lembrado, mas realmente faz todo o sentido em relação ao tema religião.
ResponderEliminarThe eyes of a Mermaid | Facebook Page | Instagram
Esse tipo de filmes não me cativa muito mas acredito que seja interessante.
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