Pages

terça-feira, 9 de junho de 2015

I see humans but no humanity



American Reflexxx é uma poderosa curta-metragem dirigida por Alli Coates e com a performance da artista Signe Pierce como o espelho da sociedade. Isto é, de uma certa parte da sociedade. No vídeo a Pierce passeia numa rua turística em Myrtle Beach, South Carolina (Estados Unidos), com uma máscara, sem nunca falar, apenas posando sugestivamente e seguindo em frente. 

Não levou muito tempo até que uma multidão de pessoas a começasse a seguir, fazendo comentários ordinários "Will you do me in that later?", e questionando a sua sexualidade, "Is that a dude?" (aquilo é um gajo?), "It's a SHIM" (equivalente a travesti). Furiosos com o seu silêncio, a situação agravou-se de tal maneira que a artista foi fisicamente atacada por um membro da multidão.
É incrível a reacção que uma mulher alta, magra, vestida à stripper, e com uma máscara é capaz de provocar às pessoas. O propósito desta experiência é ver como o ser humano reage a alguém "fora do normal". É absolutamente genial a ideia de usarem uma máscara reflectora para que as pessoas pudessem ver o seu reflexo enquanto insultavam a Signe. Um dos meus comentários favoritos no youtube diz "Eu vejo os seres humanos, mas não a humanidade".
A artista explicou no seu tumblr que "North e South Carolina estão entre os vários Estados que não protegem a comunidade LGBTQ contra discriminação, ou seja, não reconhecem crimes de ódio pelo que eles são. Apesar desse facto triste, misoginia (ódio, desprezo, repulsa ao género feminino), transmisoginia (os mesmo sentimentos mas com transsexuais), e homofobia são problemas em todas as partes da América/do mundo."
Quando vi o vídeo pela primeira vez fiquei um pouco incomodado pelo trabalho de edição das imagens. Depois de umas quantas visualizações, sou o primeiro a admitir que estava errado. A "história" é-nos apresentada de uma forma crua, aterradora, surreal, e verdadeira. Como refere um artigo do site VICE, "Este filme é a prova de que ás vezes a realidade é a fantasia mais estranha de todas".

Não consigo compreender o que leva um adulto a agredir alguém (ainda para mais pelas costas), por ser diferente. Mas está tudo doido? Neste caso específico, o motivo do ódio era o simples facto de acharem que a Signe Pierce era um homem. Felizmente tenho a capacidade mental de pensar por mim próprio e não me guiar pelo que é socialmente aceite. Não tenho qualquer tipo de preconceitos, sejam eles raciais ou relativos a orientações sexuais. Isto vai soar um pouco piroso, mas sou a favor do amor. Amem, sejam felizes e preocupem-se com as vossas vidas.

3 comentários:

  1. Não é piroso, é humano (= (e, pronto, também fui um bocado pirosa)

    ResponderEliminar
  2. Que é isto?!Quando penso que já vi tudo...let's move to another planet.

    Isa,
    http://isamirtilo.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  3. Infelizmente esse vídeo só comprova o quanto o ser humano é repugnante. Enfim, tenho pena das pessoas que preferem gozar e agredir os outros, em vez de aceitarem a diferença (que na verdade ali não era nenhuma) e contribuíram para uma união e bem estar.

    ResponderEliminar

Obrigado pela leitura e comentário!
Eventuais questões serão respondidas aqui, na respectiva publicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...