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domingo, 7 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 20 Singles of 2O17


Aconteceu, perdi oficialmente a cabeça. E não me refiro a publicar duas vezes no mesmo dia, ah!

Se há algo que sempre disse desde que me inicie no mundo dos tops de final de ano, é que nunca entraria no território das canções ditas mainstream. Se fazer uma hierarquia de séries televisivas ou filmes é complicado, o que dizer de músicas! A comparação em termos de quantidade é simplesmente incomparável. 

Face o ano estranhamente bom que a indústria musical teve em 2017, respirei fundo e consegui o impossível, escolher os meus 20 Singles favoritos do ano. Como seria de esperar, foi tudo menos fácil. Não coloquei faixas que apareceram no "Top 20 Underrated Singles" para destacar mais opções. Mas fica a nota de que qualquer uma delas poderia estar aqui presente.

A música é algo muito subjectivo e pessoal, portanto é normal que as vossas escolhas sejam bem distintas das minhas. Os nossos gostos estão em constante mutação e dependem muito da nossa disposição no momento em que estamos a ouvir algo. Não estranhem aparecer uma faixa da banda sonora do filme "The Descendants 2" à frente de uma "New Rules". Por muito embaraçoso que seja, não posso mentir, gosto genuinamente da primeira e considero-a bem mais viciante que a segunda. Quer isto dizer que a popularidade de um projecto não é factor apreciativo. A "Despacito" não foi sequer considerada por não a suportar. Se os vossos singles predilectos não forem mencionados, possivelmente não pertencem ao meu cardápio musical.


MENÇÕES HONROSAS: CAMILA CABELLO - “STAY” | LADY GAGA - “THE CURE” | SELENA GOMEZ - “BAD LIAR” | HALSEY - NOW OR NEVER” | CHARLI XCX - “BOYS” | K.A.R.D. - HOLA HOLA” | DJ KHALID -  WILD THOUGHTS” | BEBE REXHA - I GOT YOU” | P!NK - BEAUTIFUL TRAUMA” | SIA - MOVE YOUR BODY

#20. Zedd & Alessia Cara - “Stay”
#19. Zayn & Sia - “Dusk Til Dawn”
#18. Martin Garrix & Dua Lipa - “Scared To Be Lonely”
#17. Katy Perry - “Chained To The Rhythm”
#16. SZA - “The Weekend”
#15. Clean Bandit & Zara Larsson - “Symphony”
#14. Portugal, The Man - “Feel It Still”
#13. Dua Lipa - “New Rules”
#12. The Descendants 2 - “Chillin' Like a Villain”
#11. Lana Del Rey - “Love”

Descubram o TOP 10 no vídeo abaixo:
(sugiro a qualidade máxima)

All the rights are reserved to the record labels and artists featured in the video above.


Conheciam as músicas? Quais são as vossas favoritas de 2017?

TGW Awards: Top 10 TV Series of 2O17


Compilar uma lista com as melhores séries do ano é sempre uma tarefa ingrata, especialmente para quem acompanha tantas como eu. A televisão conseguiu algo inédito e superou largamente o grau de produtividade e qualidade em relação ao cinema. Não é por acaso que cada vez mais ícones do grande ecrã estão a fazer a transição para o "pequeno".

Contrariamente aos últimos dois, a corrida ao título de "Melhor Série do Ano" foi bastante renhida em 2017. Posso dizer-vos que ao longo do tempo tive três opções diferentes no primeiro lugar do pódio, sendo que as restantes posições também mudaram constantemente. Das 80 que acompanho, parecia-me injusto limitar-me a um top 10. Além das menções honrosas, resolvi aumentar a lista para 20, de modo a poder expor mais produções merecedoras. Se as vossas favoritas não forem referidas ao longo desta publicação, talvez se deva ao facto de não as ter visto.

Numa análise rápida e superficial, fiquei de boca aberta com o upgrade narrativo que as segundas temporadas de várias séries receberam. "The Exorcist", "Channel Zero" e "Better Things" são apenas algumas das produções que parecem ter recebido um elixir de pujança criativa. No departamento das comédias também tivemos grande concorrentes como a recente "Glow", "Unbreakable Kimmy Schmidt", "You're The Worst" e "Younger". Ainda assim, o que realmente mexeu com o meu coração foi o tacto que algumas tiveram em lidar com a morte de personagens principais, nomeadamente "Jane The Virgin" e "Nashville". Em vez de se apoiarem na bengala temporal de "X anos depois", e ignorarem por completo o que aconteceu não. O luto foi feito de maneira prolongada, real e extremamente comovente. Confesso que chorei bastante e isso só comprova o quão convincente foi o trabalho deles. Por falar em coisas tristes, despedimos-nos de demasiadas séries boas para o meu gosto, desde "Orphan Black" e "Girls" a "Broadchurch" e "Bates Motel", nem sei o que vos diga.

Abomino escrever sinopses e pior ainda quando tenho que o fazer para séries com mais do que uma temporada, portanto dêem-me um desconto. Como nunca sei ao certo o que revelar ou não, é preferível deixar o aviso da praxe, atenção aos spoilers.

MENÇÕES HONROSAS: BLACK MIRROR | MR. ROBOT | GIRLS | BATES MOTEL | HOW TO GET AWAY WITH MURDER | NASHVILLE | TABOO | 13 REASONS WHY | FARGO | GRACE & FRANKIE | THE CROWN | 

20. Stranger Things, Season 2
19. The Exorcist, Season 2
18. Oprhan Black, Season 5
17. The Good Fight, Season 1
16. Insecure, Season 2
15. Jane The Virgin, Season 4
14. You're The Worst, Season 4
13. Glow, Season 1
12. Channel Zero, Season 2
11. Transparent, Season 4

.10.. Younger”, Season 4
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no livro de Pamela Redmond Satran e criada por Darren Star (Sex and the City), Younger tem sido um verdadeiro caso de sucesso. Aclamada pela crítica e atraindo números gigantescos de espectadores norte-americanos quando está no ar, tornou-se num dos meus guilty pleasures. Sabem aquelas séries que nos deixam genuinamente felizes por saber que já saiu um novo episódio? É isso mesmo.

Nesta quarta temporada, continuamos a acompanhar Liza, uma mãe divorciada de 40 anos que se fez passar por uma jovem de 26 para conseguir trabalho na área dela. Com um foco maior nas personagens secundárias, em especial a Kelsey (Hilary Duff) e Diana (Miriam Shor), esta produção conseguiu diversificar o enredo e abordar diferentes relações e problemas profissionais. Não há dúvida que a história tem uma forte carga feminista, repleta de humor crítico e certeiro. Mas homens que estejam a ler isto, não se preocupem que em momento nenhum estão colocados de parte.  

..9.. Broadchurch”, Season 3
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Três anos depois dos acontecimentos das primeiras duas temporadas encontramos Hardy e Miller a investigarem um novo crime: a violação de Trish Winterman. Embora a série pudesse cair nos mesmos clichés que tantos outros dramas-crime já cometeram, Broadchurch inverteu as expectativas ao abordar a agressão sexual com tamanha sensibilidade e consciência que nunca antes tinha visto em televisão.

Desde o início é evidente que a história não é o que estávamos à espera; Trish é uma mulher de meia-idade, recém-separada e mãe de uma filha adolescente. Não é uma vítima jovem e sexualizada, caracterizada como uma coitada que queremos vingar. Do primeiro ao último capítulo, ela é um ser humano comum, com qualidades e defeitos, representando todas as mulheres que raramente contam as suas histórias por não se encaixarem no estereótipo que a sociedade lhes propõe.

Com a progressão da trama, dizem-nos constantemente que a violência sexual nunca é culpa do sobrevivente, que as mulheres quase nunca mentem sobre violação, que é algo relacionado com poder e não necessariamente sexo, que as vítimas não respondem todas da mesma maneira e que geralmente o agressor é alguém próximo. Nenhum destes pontos deveria ser novidade, mas o cuidado e forma com que estão a desmistificar ideias pré-concebidas raramente é abordada no pequeno ecrã, e é precisamente isso que a torna tão impactante. O retrato de cada fase da investigação e a jornada complicada de Trish, assim como de outras mulheres que acabam por partilhar testemunhos semelhantes, é extremamente importante. Quantas séries utilizam as suas narrativas para comunicarem mensagens de tamanha importância, ainda para mais nos tempos em que vivemos?

Nem vos consigo explicar como me senti com a notícia de que esta foi a última temporada de Broadchurch. Além de uma das minhas séries favoritas de sempre, conseguiu a proeza de ter cada uma das suas seasons no meu top 10 das melhores do ano.

..8.. Feud: Bette and Joan, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

É oficial, o Ryan Murphy tornou-se na versão masculina da Shonda Rhimes (Grey's Anatomy, Scandal, How To Get Away With Murder). Na sua última série antológica, Feud, foca-se nas famosas rivalidades da história moderna, começando pela de Bette Davis e Joan Crawford. Uma aposta ousada que tira proveito de uma dupla soberba de actrizes, Susan Sarandon e Jessica Lange. O meu amor pela segunda senhora não é segredo, e foi com a maior alegria que a vi de volta no meu ecrã. A química entre ela a Sarandon é tal que é impossível torcer por apenas uma delas. Mas a maior conquista desta obra é como consegue elevar a sua simples premissa de "história verídica" numa análise sobre o sexismo em Hollywood, o preconceito com a idade e como os homens com poder muitas vezes manipulam as mulheres, voltando-as umas contra as outras, para lutarem pela atenção deles. Além do guarda-roupa e cenários fantásticos, Feud: Bette and Joan ainda conta com um elenco secundário de luxo (Stanley Tucci, Alfred Molina, Jackie Hoffman, Catherine Zeta-Jones e Kathy Bates.

..7.. American Gods, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Inspirada no livro de Neil Gaiman, American Gods acompanha Shadow Moon (Ricky Whistle), na altura em que este é libertado da prisão e vê a sua vida a mudar para sempre após conhecer o misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane). Rapidamente ele descobre que está no meio de uma guerra entre deuses antigos e novos. Confusos? É normal. Basicamente com o passar dos anos a fé em certas figuras mitológicas vai perdendo força e abrindo espaço para o nascimento de novos deuses  sendo estes alimentados pela obsessão nacional com os media, celebridades, tecnologia, etc. Os "antigos" revoltam-se e decidem derrubar os mais "recentes".

premissa parece ser um pouco tresloucada mas garanto-vos que é um festim visual. Aliás, só o genérico é algo do outro mundo, literalmente. Está perfeito! Tem uma certa vibe "Constantine" (mas em bom) e até de "True Blood". O facto de ter sido renovada para uma segunda season antes mesmo de estrear revela as elevadas expectativas dos criadores. Não os condeno, tem todos os ingredientes necessários para a longevidade televisiva. O elenco é excepcional, os cenários meticulosamente trabalhados e os efeitos especiais são fantásticos. Se forem apreciadores dos géneros sobrenatural e acção, preparem-se para entrar numa das viagens mais alucinantes das vossas vidas.

..6.. The Sinner, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Em The Sinner, Jessica Biel interpreta uma mãe de família que é subitamente tomada por um acesso de "raiva" numa praia, e comete um terrível acto de violência. O mais estranho é que a jovem não sabe porque motivo cometeu tal crime. Intrigado com o mistério, um detective acaba por ficar obcecado e inicia uma investigação para compreender não o que aconteceu, mas o porquê.

Confesso que não sou o maior fã da esposa do Justin Timberlake, que aqui também é produtora executiva, mas graças ao seu magnífico desempenho enquanto Cora, a minha opinião mudou drasticamente. Adoro um bom mistério e se juntarem elementos de crime à mistura melhor ainda. Literalmente somos constantemente guiados em direcções opostas enquanto, tal como a protagonista, tentamos perceber o que raio se passou. O desfecho é algo de... têm que ver. Não posso alongar-me sem revelar spoilers. A série de 8 episódios é baseada no livro de Petra Hammesfahr e foi adaptada pelo guionista Derek Simonds (The Astronaut Wives Club), que também assina como co-produtor. 

..5.. Legion, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Numa altura em que os cinemas e televisões estão saturados de super-heróis - os novos vampiros do mundo do entretenimento - o factor "novidade" perdeu-se. Com Legion, a FX poderia ter optado pelo caminho fácil e limitar-se a reproduzir a banda-desenhada, mas não. O criador Noah Hawley não só conseguiu a proeza de fazer algo diferente no universo Marvel, como criou uma história consistente e inovadora. Legion apresenta-nos David Heller, um paciente esquizofrénico num instituto psiquiátrico. Mas as vozes que ele ouve talvez não se devam à sua doença. Na realidade, David pode ser um telepata que toda a vida acreditou ser apenas um doente mental. Confuso? É normal, parte da magia desta série é precisamente o facto de nos deixar às escuras durante grande parte do tempo. Nada que uma dose de paciência e concentração durante os primeiros episódios não resolvam.

No desenrolar da acção ficamos a conhecer mais mutantes além de David e é refrescante o facto de cada um deles ter direito ao seu tempo de antena. Não são meros adereços secundários, muito pelo contrário, existem momentos importantes em que o protagonista nem sequer aparece. Por falar nele, a escolha do Dan Stevens foi de mestre. O actor que também deu corpo ao monstro de Beauty and the Beast, consegue transparecer a personalidade de alguém com esquizofrenia sem exagerar ou cair em clichés. Também a Audrey Plaza merece uma ovação de pé pela fantástica interpretação enquanto Lenny.

Uma série sobre sanidade mental, lealdade, fracassos, com um enredo extremamente inteligente e visualmente brilhante.  Do set-design à fotografia, passando pela música, as cores, o guarda-roupa, os efeitos especiais, tudo é genial e tem uma razão de ser. A atenção ao detalhe é incrível e só valoriza ainda mais esta produção que embora bizarra, pode muito bem ser a melhor do género.

..4.. Better Things, Season 2
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

A segunda temporada de Better Things foi a grande surpresa de 2017. Toda a narrativa é incrivelmente humana e natural. É impossível não nos revermos em alguns momentos, seja nas discussões com as suas crias, a relação delicada com a mãe ou a dificuldade em aceitar que alguém goste genuinamente dela. A dramedy melhora a cada episódio, colocando o espectador no lugar de pendura enquanto aborda questões importantes. Pamela Adlon revelou ser uma verdadeira força da natureza ao dirigir, além de protagonizar, a totalidade desta season. Como indicam os créditos finais, a série é dedicada às suas filhas, e esse amor transparece em cada cena. Um dos maiores trunfos desta produção é precisamente a inclusão de três meninas actrizes de diferentes faixas etárias e feitios bem fincados. A escrita é divinal e o equilíbrio entre a carga dramática e cómica é simplesmente genial. Não há nada de negativo a apontar, tudo resultou nesta segunda parte da trama. Tudo. A cena final foi a cereja no topo do bolo.

..3.. Big Little Lies, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Adaptada do livro de Liane Moriarty, Big Little Lies explora a vida de um grupo de mulheres e mães, aparentemente com a vida perfeita,  mas que escondem segredos, medos e angústias. O que ninguém esperava é que elas também tivessem que lidar com assuntos como bullying, abuso sexual, traição e violência doméstica. Inicialmente tudo indica que a história se vai centrar num crime, na vítima e no culpado e apesar de ser esse o foco central, na big picture acaba por ser algo secundário.

Esta é uma narrativa fortíssima no feminino, assim como as actrizes que as interpretam. O grande destaque vai para Nicole Kidman, num dos melhores papéis da sua carreira. A evolução da sua personagem e a forma como lida com a violência de que é algo, é notável. Seja nas sessões com a terapeuta ou com o marido violento, estamos perante um trabalho incrível por parte da actriz australiana. A Reese Witherspoon é outro dos grandes destaques. O modo como a sua Madeleine Mackenzie leva a vida faz-nos apaixonar pela sua personagem e até mesmo perdoar algumas atitudes questionáveis. A Shailene Woodley que muitos ainda vêm como uma teen actress, provou ser muito mais que isso.

A realização de Jean-Marc Vallée é estonteante, como de resto já nos tinha mostrado em filmes como Dallas Buyers Club e WILD. Também vale a pena referir a banda-sonora irrepreensível. De Fleetmac Wood e Neil Young a Elvis Presley, ficamos totalmente submersos nas suas letras e melodias que tanto enriquecem as cenas em que entram.

..2.. Dark, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Ao longo de dez episódios, é-nos contada detalhadamente a história de uma pacata população alemã, onde o desaparecimento de uma ou mais crianças desencadeia uma complexa rede de estranhos acontecimentos. Muitas questões por responder, segredos guardados há décadas são revelados e ninguém escapa impune. Antes de mais, DARK é um monstro visual incrível. O clima sombrio aliado a longos planos de uma densa floresta, a chuva, as personagens carregadas com o pesos dos seus segredos, ajudam a construir uma aura misteriosa genial. Ainda que o ritmo seja lento, a narrativa está tão bem construída que isso não afecta nada a sua visualização.

É complicado falar desta produção com o cunho Netflix sem deixar escapar algum spoiler. Existem momentos tão surreais que a dada altura aceitamos como natural o rumo que a trama está a levar. Tudo até ao mais íntimo detalhe está conectado e tem uma explicação. Quando o fio começa a ser desenrolado e ganhamos respostas, é como se tivéssemos descoberto o significado da vida. O elenco é estupendo, sendo que cada um dos actores encaixa na perfeição no papel que representam. A única coisa que me incomoda é que por ter sido lançada depois de Stranger Things, e insistirem que a temática é a mesma (não é) não tenha recebido o devido mérito.

Devorei a temporada inteira desta série alemã num dia e confesso-vos, o fascínio foi tal que estava em primeiro lugar desta lista. Foi com grande esforço que precisei analisar de forma crítica esta e a produção que se segue, para conseguir chegar a uma decisão. De qualquer forma, se o pódio puder ser partilhado, então DARK também leva medalha de ouro.

..1.. The Handmaid's Tale, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no romance do mesmo nome, de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale é a história da vida na distópica "Gilead", uma sociedade totalitária onde costumavam ser os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e um declínio da taxa de natalidade, o governo opera sob um regime fundamentalista que trata o sexo feminino como propriedade do Estado. Enquanto uma das poucas mulheres férteis que restam, Offred é presa numa casa que força as mulheres à escravidão sexual, cujo objectivo é repovoar o planeta.

Com Elizabeth Moss, Joseph Fiennes, Alexis Bledel e Samira Wiley no elenco, a série cumpriu a promessa e mexeu com as minhas emoções a cada episódio. Tenho tolerância zero a este tipo de mentalidade em geral e em especial com as mulheres, portanto houve alturas em que precisei afastar-me do computador e arejar as ideias. É incrível e igualmente assustador com o ambiente em que a série decorre se adequa tão bem à conjuntura actual vivida nos EUA. Conseguiram captar a essência da questão de tal forma que é impossível não afectar o espectador.

Se existiam dúvidas de que o guarda-roupa influencia bastante o resultado final das produção, foram exterminadas com este projecto. O jogo de cores monocromáticas, como se de uma "casta" se tratasse, é simplesmente genial. Por falar em genialidade, a Elizabeth Moss é absolutamente soberba no papel de Offred. Criamos uma empatia tão grande com ela que por momentos custa a perceber que aquilo é apenas ficção. Quantas vezes não quis saltar para a tela e acabar com aquela fantochada. Façam um favor a vocês mesmos e vejam esta série se ainda não o fizeram. 


Acompanham algumas das séries? Quais foram as vossas favoritas de 2017?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Music Videos of 2O17


Estamos a entrar na recta final da temporada de Ghostly Walker Awards de 2017 e chegámos a uma das minhas listas favoritas de elaborar, os "Melhores Vídeos de Música do Ano". Cada vez mais é notório o quão importante a componente visual é para complementar uma canção. Basta verem o fenómeno que aconteceu com a Dua Lipa e as suas "New Rules". Ciente deste fenómeno, seleccionar apenas 10 em 1000 é um verdadeiro crime. 

Como referi na edição anterior, saber evitar favoritismos e valorizar produtos tecnicamente merecedores é algo que teoricamente prezo imenso, mas na prática não é nada fácil. Contudo, posso afirmar que, de todos os TOP's elaborados até agora, este é o mais imparcial. Primeiramente há que entender que o que se encontra em "análise" não são as músicas mas sim os respectivos vídeos, logo, não se admirem se uma ou outra canção assim para o fraquinha se encontrar entre os escolhidos.

Já percebi que prefiro produções mais recatadas e elegantes, em vez de sessões repletas de efeitos especiais como a Taylor Swift tem vindo a lançar, por exemplo. Sim, existem casos em que se consegue conciliar um orçamento generoso e a componente criativa sem ir por caminhos ridículos ou previsíveis, mas parece que sou admirador do género artsy-fartsy. É exactamente nisso que me foqueivideoclips com uma história/mensagem, sequências de dança bem elaboradas, fotografia, jogos de luzes, que não sirvam apenas para exibir corpos desnudos, e claro, visualmente apelativos, seja devido à sua simplicidade como pelos cenários fora do comum, originalidade, etc. Arrisco-me a dizer que ninguém vai conhecer a pessoa que está em primeiro lugar, e isso é vergonhoso. Get into it!

MENÇÕES HONROSAS: ANNE MARIE - "CIAO ADIOS" | SZA - "DREW BARRYMORE" | M.I.A. - "P.O.W.A." | BJÖRK - "THE GATE" | GOLDFRAPP - "ANYMORE" | GOLDFRAPP - "EVERYTHING IS NEVER ENOUGH" | HAIM - "WANT YOU BACK" | KESHA - "PRAYING" | KESHA - "LEARN TO LET GO" | MILEY CYRUS - "YOUNGER NOW" | N.E.R.D. & RIHANNA - "LEMON" | SELENA GOMEZ - "FETISH" | SELENA GOMEZ - "BAD LIAR" | THE WEEKND - "SECRETS" | LADY GAGA - "JOHN WAYNE" | PARAMORE - "HARD TIMES"

Conheçam o TOP 10 no vídeo a baixo
(sugiro qualidade máxima)


Concordam com as posições? Qual foi o vosso vídeo musical favorito de 2017?

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Horror Movies of 2O17


Após um início mais soft com o TOP 10 ANIMATED MOVIES, chegou a altura de engolirem em seco, vamos falar sobre filmes de terror. Comparativamente com a edição anterior, considerei 2017 um ano mais fraco neste campo. Apesar de alguns sucessos inesperados de bilheteira, o certo é que o factor "medo" pouco ou nada foi explorado, pelo menos no sentido fantasioso da palavra. Ocorreu sim, uma exploração deste sub-género cinematográfico focando-se em questões sociais e humanas.

Consciente de que nem tudo podem ser Samaras Morgan ou espíritos malignos, tive que realizar um exercício interno e expandir os meus horizontes sobre o que é um filme de terror. Por esse mesmo motivo, resolvi incluir na lista obras que, embora catalogadas como tal, e em outros anos nunca as aceitaria como produções de "terror", merecem todo o crédito.

Um pequeno à parte, como nunca cheguei a terminar a saga SAW e não vi o primeiro Creep, não coloquei as mais recentes sequelas na lista por não as ter visto. No entanto, fica a nota de que se o tivesse feito, possivelmente teriam entrado no top 10.

MENÇÕES HONROSAS: MOTHER! | ALIEN: COVENANT | LIFE 

.10.. IT COMES AT NIGHT
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Num cenário pós-apocalíptico, uma família luta pela sobrevivência face a um vírus altamente contagioso. Quando elementos externos pedem refúgio, estranhos fenómenos começam a acontecer. Desprezado pelo grande público por considerarem que os posters e trailers prometiam algo que o realizador nunca esteve disposto a desenvolver, It Comes At Night foi marginalmente injustiçado. Não chegando ao mesmo patamar do primo The Road (2005), é um filme sobre a paranóia colectiva, o pânico que povoa os pesadelos que "aparecem à noite", as mentiras, a desconfiança, basicamente tudo o que de podre existe na sociedade. O que considero mais interessante é o facto de em momento algum recebermos qualquer tipo de explicação sobre o que está a acontecer. Simplesmente estamos a observar as acções de uma família que tenta sobreviver a todo o custo e that's it. Se preferem mais acção, esta não é de todo a melhor aposta para vocês. Se, por outro lado, preferem algo mais subjectivo, com cenas de fotografia lindíssimas e uma crescente sensação de claustrofobia, então sejam bem-vindos.


..9.. HOUNDS OF LOVE
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Vicky Maloney é sequestrada aleatoriamente, a duas ruas da sua casa, na Australia, por um casal perturbado. Enquanto refém e alvo de actos de violência física e sexual, ela observa a dinâmica entre os seus captores e rapidamente percebe que terá que criar uma divisão entre eles para conseguir sobreviver. Hounds of Love é a aposta mais pesada desta lista face a sua temática. Sem recorrer a efeitos especiais ou almas penadas, consegue mexer com o espectador de uma maneira que é impossível colocar por escrito. À primeira vista, podem cair no erro de pensar que estamos perante um exemplo de exploração, utilizando os tormentos da vítima como objectivo de chocar o público, mas não. Quando percebemos que a história não é sobre a jovem de 16 anos mas sim sobre Evelyn, uma mulher extremamente traumatizada que atende cegamente a todas as vontades do marido e serve como cúmplice nos seus crimes. Mais que a relação entre a vítima e os raptores, é o relacionamento entre o casal perturbado que move toda a trama. É um filme intimista, os diálogos são escassos, e há cenas de beleza que contrastam com outras extremamente revoltantes. A violência sexual na maioria das vezes é implícita, mas não diminui o nó que se cria no estômago. A actuação do trio de protagonistas é merecedora de todos os elogios, em especial a actriz Emma Booth, que mesmo com as suas acções deploráveis, é capaz de despertar em nós um sentimento de pena.

..8.. HAPPY DEATH DAY
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Conheci o trailer deste filme quando fui ver o It ao cinema e inicialmente pensei que fosse uma produção juvenil da treta. WRONG. É raro fazerem obras de terror com humor como deve ser, mas aqui encontraram o balanço perfeito. Em Happy Death Day, Tree é uma universitária que, por razões desconhecidas, está presa no seu dia de aniversário, revivendo-o num loop que termina sempre com a sua morte. Enquanto espectadores, passamos exactamente pela mesma frustração que a rapariga, ao vermos a mesma história repetidamente. A evolução da protagonista até conseguir o dia perfeito é soberba, passando de uma menina pretensiosa a alguém por quem qualquer um quereria ser amigo ou algo mais. Não sendo o conceito inteiramente original, é refrescante pela sua abordagem. É uma produção que cumpre o seu propósito, reconhecendo os clichés em vez de os ignorar.


..7.. ANABELLE: CREATION
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Se há uns anos me tivessem dito que o filme Annabelle teria uma prequela e que eu a colocaria na lista dos meus favoritos de terror, provavelmente ria-me na vossa cara. À medida do que aconteceu com outra longa-metragem do género, Ouija, o assassinato pela crítica fez com que a história fosse completamente repensada e o resultado foi positivamente chocante. Recuando às origens da maléfica boneca de porcelana, somos apresentados a uma família que perdeu a sua filha num acidente trágico. O pai, um criador de bonecas, e a sua esposa acolhem uma freira e várias meninas em sua casa, depois do orfanato ter sido destruído. A partir desse momento, todos se tornam num alvo de uma entidade. Possivelmente este é o filme com o tipo de terror que todos nós procuramos, isto é, fácil, repleto de jump scares, músicas sinistras e figuras obscuras. Resultou, saltei, gritei, engasguei-me, etc. Pode não ser necessariamente inovador, mas a maneira como se conectou com o primeiro Annabelle, deixou-me com uma sensação de satisfação pura. Nada como conseguir encontrar aquela peça que faltava para completarmos um puzzle.

..6.. A CURE FOR WELLNESS
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Neste filme um ambicioso jovem executivo é mandado a uma clínica de spa nos Alpes suíços, onde pessoas ricas tratam dos seus problemas de saúde, para ir buscar o CEO da sua empresa. Quando lá chega, percebe que os métodos para curar os pacientes são tudo menos comuns e, guess what, enquanto descobre os mistérios da instituição, é diagnosticado com o mesmo problema. Realizado por Gore Verbinski, A Cure For Wellness, foi um dos filmes que maior curiosidade despertou em mim no ano passado, maioritariamente pelos posters publicitários aquando do seu lançamento. Se ainda não viram, peço-vos que não cliquem no trailer. Conta praticamente tudo o que acontece. Além de um trio de protagonistas competente, o que me conquistou nesta produção foi a fotografia. É de cortar a respiração, um trocadilho que mais tarde vão perceber. Admito que o desfecho deixou muito a desejar, especialmente após quase 3h de filme, mas tudo o resto é satisfatório.


..5.. GERALD'S GAME
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Realizado por Mike Flanagan, Gerald's Game acompanha a aventura de uma mulher que fica algemada a uma cama durante uma tentativa de reacender a paixão sexual com o seu marido. O problema é que a "brincadeira" inesperadamente passa a um caso sério de sobrevivência, quando ele morre devido a um ataque cardíaco, deixando-a algemada à cama. Uma adaptação do livro homónimo de Stephen King pela Netflix que, apesar da aparente premissa tola, é tudo menos isso. Com Carla Gugino e Bruce Greenwood como protagonistas, somos atirados para uma situação onde até um local seguro como um quarto se tornar num território fatal. Está fantástico e sim, há sustos!

..4.. RAW
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Vencedor do prémio da crítica no Festival de Cannes, Raw causou polémica por causar desmaios numa das sessões de visionamento no Festival de Toronto, em 2016. Tal sensacionalismo retira o mérito a uma longa-metragem francamente superior a um mero shocker. Justine é uma jovem de 16 anos, virgem e vegetariana, que vai para a Universidade de Veterinária onde a irmã também estuda. Forçada a comer fígado de coelho cru, cortesia dos veteranos, algo de animalesco acorda dentro dela. A partir do momento em que comeu carne pela primeira vez, o apetite dela vai ganhar proporções drásticas, não se restringindo à palete alimentar animal (irracional). Se passarmos a barreira do canibalismo, esta longa-metragem oferece um contexto muito maior sobre os idealismos alimentares, e o facto da sociedade renegar tudo o que foge à norma. Justine acaba por ser uma representação da fraqueza que transforma as pessoas comuns em animais irracionais. Neste aspecto a protagonista, Garance Marillier, conseguiu transmitir todo o medo e ansiedade da sua personagem através do olhar. Olhar esse que descobre o mundo através do seu instinto, da atracção sexual, do seu próprio corpo, e do seu lado mais negro.


..3.. SPLIT
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

De uma certa forma, o início deste filme faz lembrar Saw ao vermos três raparigas num quarto fechado, sem qualquer aparente opção de fuga. Rapidamente percebemos o que aconteceu, elas foram raptadas e estão reféns de um indivíduo muito... especial. Este é interpretado de maneira sublime por James McAvoy, no seu melhor papel em memória recente. Aliás, é errado utilizar o termo no singular. Enquanto Kevin, um homem com um transtorno dissociativo de identidade, o actor vive nove identidades diferentes, sendo que a mais perigosa de todas, a décima, está prestes a vir ao de cima. Acabamos então por entrar num carousel de interpretações a cima da média, sem que haja qualquer ligação entre as diferentes personalidades. Estão a ver Orphan Black? É semelhante. Se existisse justiça, o McAvoy seria nomeado a um Óscar pelo seu trabalho neste filme. A rapariga co-protagonista, Anya Taylor-Joy (a leading lady do vencedor desta lista no ano passado, The Witch), também merece reconhecimento. A forma como contracena de forma mais intensa com o James, é simplesmente mágica.

..2.. IT
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Um dos maiores blockbusters deste ano, o improvável remake de um dos maiores clássicos de Stephen King, IT, causou um valente prejuízo aos circos. A história que conta uma série de desaparecimentos de crianças na cidade de Derry, nos Estados Unidos, e acompanha um grupo de sete adolescentes que pretendem obter respostas, foi uma das surpresas do ano. Ainda assim, não é a obra-de-arte que muitos pregaram. Embora aprecie o facto de manter os elementos assustadores da versão de 1990, sob uma lente moderna, caiu na tentação do excesso de efeitos especiais, o que sinceramente dispensava. Por vezes a subtileza causa mais impacto que algo extremamente exagerado. 

Dito isto, há que elogiar o facto de abordarem temas importantes como a pedofilia e racismo. Assuntos desenvolvidos de forma bem realista e pesada, fazendo um contraponto interessante com o antagonista. Também o elenco está de parabéns, em especial o Bill Skarsgård que viveu o vilão Pennywise de forma verdadeiramente assustadora e tão convincente quanto o original de Tim Curry. Embora seja um filme de terror, existe momentos hilariantes que nos fazem criar vínculos afectivos com os jovens actores que, diga-se de passagem, são fantásticos.


..1.. GET OUT
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Nos dias que correm são raras as produções que conseguem fazer jus à hype, leia-se, The Girl on the Train, mas esta conseguiu triunfar onde muitas erraram. Get Out é um filme de terror psicológico com a capacidade de se tornar num clássico dos tempos modernos. Sem se limitar a recorrer aos habituais truques de luz e som para provocar sustos no público, esta longa vai construindo uma narrativa sólida com personagens fortes e bem desenvolvidos. Algo muitíssimo raro no género em questão.

Na trama acompanhamos Chris, um afro-americano, que vai visitar os pais da namorada ao misterioso subúrbio caucasiano em que residem. Jordan Peele, a mente criativa por trás do guião, escreveu uma premissa com tensões raciais mas extremamente interessante. Mas atenção, seria um verdadeiro crime caírem no erro de pensar que este é apenas "mais um filme contra racistas". Não é, é muito mais que isso, é o vencedor do Ghostly Award de Melhor Filme de Terror de 2017.


Já viram estes filmes todos? Qual foi o vosso filme de terror favorito do ano?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 20 Underrated Singles of 2O17


*Peço desculpa por estar a publicar este post pela terceira vez. A ver se é desta. Uma pessoa está literalmente a promover artistas, sem receber nada em troca, e ainda é censurada por causa de copyright. Não é como se estivesse propriamente a cometer uma ilegalidade, está tudo no youtube*


Não me canso de dizer, 2017 foi um ano do caraças para a industria musical. Pensando bem, foi mesmo um dos melhores em décadas no que toca à quantidade de lançamentos, tanto de veteranos como de novos artistas. Mas vamos ao que interessa, os chosen ones de hoje: a lista dos underdogs musicais dedicada exclusivamente aos singles que, apesar da sua qualidade e potencial, são pouco conhecidos ou não atingiram o sucesso merecido. Ou seja, não tem nada a ver com "melhores música do ano". Se  bem que muitas delas poderiam perfeitamente receber esse título. 

Havia tanto por onde escolher que foi um verdadeiro pesadelo conseguir filtrar mil e um singles e reunir apenas os 10 que mais ouvi no ano passado. Confesso que a vontade de colocar outros quantos era tanta que ponderei mesmo em expandir o vídeo mas depois pensei, se nem com um top "normal" vêem, o que dirá se for mais longo. Portanto, além das habituais menções honrosas, resolvi aqueles que estiveram quase lá numa espécie de pré-top.

Pormenor interessante, 99% do top 10 são trabalhos femininos. Do ponto de vista social, resta saber se isso significa que há mais mulheres a produzir música ou se ao contrário dos homens, elas não recebem os louros que mereciam. Fica o pensamento.

Aproveito para realçar que isto não é nada mais que uma selecção de cariz pessoal. Como tal, é normal que possam discordar das escolhas.

P.S.: Detesto quando os vídeos não ocupam a tela inteira, portanto tive que fazer crop em alguns, o que inevitavelmente diminui um pouco a qualidade visual dos mesmos. Caso não tenham percebido sou um perfeccionista, portanto tive que deixar aqui a nota. 

MENÇÕES HONROSAS: BANKS - UNDERDOG” | LADY GAGA - THE CURE” | JORJA SMITH - ON MY MIND” | ARCA - REVIERE” | IGGY AZALEA & ANITTA - SWITCH” | LOUISA JOHNSON - BAD BEHAVIOUR” | SUPERFRUIT - HURRY UP!” | ALLIE X - CASANOVA” | MINZY - NINANO” | RACHEL PLATTEN - BROKEN GLASS” | KWAYE - SWEATEST LIFE” | LEÓN - SURROUND ME” | MICHAEL KIWANUKA - COLD LITTLE HEART” | TINASHE - FLAME” | LAUV - EASY LOVE” | ÄNGIE - SPUNG

#20. Kirstin - “Break A Little”
#19. The Aces - “Physical”
#18. Astrid S - “Breathe”
#17. MUNA - “I Know A Place”
#16. Becky Hill - “Rude Love”
#15. Hurts - “Beautiful Ones”
#14. Alice Glass - “Without Love”
#13. Eva Simons - “Guaya”
#12. Bleachers - “Don't Take The Money”
#11. Álvaro Soler - “Animal”

Descubram o TOP 10 no vídeo abaixo:
(sugiro a qualidade 1080p)

All the rights are reserved to the record labels and artists featured in the video above.

Conheciam as músicas? Quais são as vossas favoritas?

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