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quarta-feira, 19 de abril de 2017

5 Colecções


Um dos meus grandes problemas é ser demasiado apegado às coisas. Por mais trivial que um objecto seja, se tiver algum tipo de significado para mim, é o suficiente para o armazenar no meu bunker a que chamo de quarto. Contrariamente à maioria dos casos que vão perdendo força com o avançar da idade, comigo não é bem assim. Aliás, já vos tinha falado AQUI da minha luta contra comportamentos de "acumulação excessiva". Talvez por isso é que sempre fui um grande coleccionador de tudo e mais alguma coisa. Foi precisamente a pensar nisso que elaborei uma lista com as minhas maiores colecções excluindo os carros de brincar, livros, álbuns de música e dvd's de filmes.

1. Canetas

Apesar de já não fazerem propriamente parte do meu dia-a-dia, as canetas coloridas (esferográficas, não de filtro, atenção) serão sempre o equivalente ao my precious do Senhor dos Anéis. Segundo consta herdei este interesse do meu bisavô materno, portanto vou utilizar esse facto como desculpa para a minha obsessão. Sempre fui um amante de cores e, como tal, adorava poder escolher que tons utilizar quando escrevia apontamentos nas aulas. Não vos consigo explicar o enorme gozo que me dava ter o estojo a rebentar de canetas. Não me atrevo a contá-las, até porque muitas já foram inevitavelmente fora, mas cheguei a ter mais de uma centena, sem exageros. 

2. Cromos

A colecção mais original da História, eu sei. Como muitos de vós, em tempos pertenci àquele grupo irritante de crianças que devoravam batatas fritas e bollycaos (quando ainda eram bons), em busca do tazzo ou cromo de oferta. Que nostalgia enorme só de me lembrar dessa época. Como não podia deixar de ser, acumulei tantos mas tantos "brindes", fossem meus ou de amiguinhos que arranjava maneira de me darem os deles, que cheguei a ter uma caixa enorme só para poder guardar tudo. Se não me engano, penso que ainda os tenha algures num baú, e não, ainda não estou preparado para me livrar deles embora.

3. Posters

A adolescência não é apenas sinónimo de acne, também é de posters no quarto. Am I right? O certo é que a dada altura, além das quatro paredes completamente tapadas por imagens de artistas, filmes, etc. cheguei ao cúmulo de expandir o território para o tecto. Sim, leram bem. A minha mãe ficava doente cada vez que entrava no meu quarto, mas eu vivia para aquilo. Organizava os posters e fotografias ao milímetro e seguia uma lógica estética que, na altura, me parecia bastante óbvia. Anos mais tarde é que percebo os graus de estupidez que emanavam daquele jovem, mas sabem que mais? Voltava a fazer o mesmo. Não me livrei deles, continuam meticulosamente arquivados em micas/dossiers, plural.

4. Revistas

Há quem coleccione edições da Vogue nas suas mesas de chá, o Ricardo não era tão elitista. Da Mariana à GQ, se viessem parar às minhas mãos, já não viam a luz do dia. Em minha defesa, nunca gastei dinheiro a comprar esse tipo de artigos, mas acabei por ficar com um conjunto astronómico de revistas que não interessavam para nada. Há uns anos atrás, numa das minhas limpezas-gerais, deitei tudo fora e questionei seriamente a minha sanidade mental ao ter deixado as coisas chegarem àquele ponto. É que se fosse por uma entrevista ou sessão fotográfica interessante, mas não. 

5. Sacos

Sinto-me sempre ridículo quando falo sobre isto mas sim, coleccionei sacos. Aquilo que começou inocentemente ao guardar um ou outro no armário, originou um exército deles. Na publicação do "Hoarder in the making" falei sobre isto mas, basicamente, um dia acabei por desenterrar dezenas e dezenas de sacos que fui guardando ao longo dos anos. "Grandes, pequenos, minúsculos, de papel, de plástico, até de Natal". O pensamento de "ah, pode dar jeito" ou "são giros" não é mais que uma desculpa esfarrapada para acumular lixo. Confesso que ainda tenho alguma dificuldade em não cair nos mesmos hábitos, mas estou definitivamente melhor.


Quais foram/são as vossas maiores ou mais estranhas colecções? Temos alguma em comum?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Lady Gaga, "The Cure"


Ao fim de quatro dias de cama a tentar recuperar de uma amigdalite e tudo de bom que vem de arrasto, eis que a Lady Gaga me presenteou com uma cura alternativa, música nova! (só é pena que não seja suficiente para aniquilar as minhas enxaquecas). Apresentada pela primeira vez no seu show no Coachella, "The Cure", é um aperitivo para o que está por vir. Se a Joanne morreu e vem aí um novo álbum ou EP, não sabemos, mas o importante é que não fique por aqui.

Após preencher a vaga deixada pela Beyoncé como cabeça de cartaz do maior festival de música da Califórnia, a Gaga sabia que todos os olhos estariam postos nela. Tal como aconteceu no Super Bowl, a performance foi recheada de êxitos, coreografias ousadas e momentos de cumplicidade com o público, mas o que realmente deu que falar foi o lançamento surpresa do novo single.

"The Cure" é um verdadeiro hit pop com influências tropical house que fazem lembrar um pouco o som da era The Fame, de 2008,  e canções como "Eh, Eh" e "Second Time Around", em vez da vibe country/rock do disco Joanne. Como nunca se pode agradar a todos, já há quem chore que a música é "demasiado genérica", mas quando ouviram as faixas do último trabalho reclamaram que "não era comercial e seria um flop"... Ugh! Entretanto já alcançou a 1ª posição em tops de  +50 países, portanto a resposta geral do público tem sido muito positiva.

Sinceramente, estou bastante satisfeito com este single. Apesar de não ser muito elaborado e ter um refrão pouco pujante, é simples e permite que a mensagem fale por si só. É o hino que precisávamos para este Verão e vai passar muitas vezes na minha playlist.

Quanto à Lady Gaga, vai voltar a ser acompanhada no deserto durante o próximo fim-de-semana, por Kendrick Lamar, Radiohead e outros 100 artistas, para a 18ª edição do festival. Um pormenor que considero igualmente pertinente e importante sobre a participação da Mother Monster: pela primeira vez numa década, uma mulher foi uma das headliners do evento. Yikes!


Já ouviram "The Cure"? Gostam ou nem por isso? 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Séries Novas ⤫ Parte III

Estamos a entrar oficialmente na época baixa de séries. Com inúmeras temporadas a terminar, já existem algumas novidades no horizonte. Uma vez que estou sempre em busca de novos integrantes para a minha família televisiva, preparei uma mini-lista com cinco novas produções que me despertaram o interesse, independentemente do grau de qualidade que aparentam ter.


'1. The Handmaid's Tale
CANAL: HULU | ESTREIA: 26 ABRIL

Baseada no romance do mesmo nome, de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale é a história da vida na distópica "Gilead", uma sociedade totalitária onde costumavam ser os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e um declínio da taxa de natalidade, o governo opera sob um regime fundamentalista que trata o sexo feminino como propriedade do Estado. Enquanto uma das poucas mulheres férteis que restam, Offred é presa numa casa de mulheres forçadas à escravidão sexual, cujo objectivo é repovoar o planeta.

Com Elizabeth Moss, Joseph Fiennes, Alexis Bledel e Samira Wiley no elenco, a série promete mexer com as minhas emoções a cada episódio. Tenho tolerância zero a este tipo de mentalidade em geral e em especial com as mulheres, portanto já estou a prever muitos momentos de raiva. Se assim for é positivo, significa que conseguiram captar a essência da questão. Esperemos que o resultado final seja superior à adaptação cinematográfica de 1990.



'2. The Sinner
CANAL: USA NETWORK | ESTREIA: 2 AGOSTO

Em The Sinner, Jessica Biel interpreta uma mãe de família que é subitamente tomada por um acesso de raiva numa praia, e comete um terrível acto de violência. O mais estranho é que a jovem não sabe porque motivo cometeu tal crime. Intrigado com o mistério, um detective acaba por ficar obcecado e inicia uma investigação para compreender não o que aconteceu, mas o porquê.

Confesso que não sou o maior fã da esposa do Justin Timberlake, que aqui também é produtora executiva, mas este trailer deixou-me a salivar pela estreia. Adoro um bom mistério e se juntarem elementos de crime à mistura melhor ainda. A série de 8 episódios é baseada no livro de Petra Hammesfahr e foi adaptada pelo guionista Derek Simonds (The Astronaut Wives Club), que também assina como co-produtor.



'3. American Gods
CANAL: STARZ | ESTREIA: 30 ABRIL

Inspirada no livro de Neil Gaiman, a história acompanha Shadow Moon (Ricky Whistle), na altura em que este é libertado da prisão e vê a sua vida a mudar para sempre após conhecer o misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane). Rapidamente ele descobre que está no meio de uma guerra entre deuses antigos e novos. Confusos? É normal. Pelo que percebi, a Terra está a ser invadida por deuses "antigos" e outros mais "recentes", partindo do princípio que essas criaturas mitológicas existem devido à crença da população. Com o passar dos anos a fé nessas figuras vai perdendo força e abrindo espaço para novos deuses  sendo estes alimentados pela obsessão nacional com os media, celebridades, tecnologia, etc.

A premissa parece ser um pouco tresloucada mas estou mesmo curioso para vê-la em acção. Tem uma certa vibe de "Outcast" e "Constantine", mas pelo menos não vai ter o mesmo desfecho que esta última produção, visto que antes mesmo de estrear, American Gods já foi renovada para uma segunda temporada.



'4. The Mist
CANAL: SPIKE | ESTREIA: 22 JUNHO

As adaptações do Stephen King continuam a ser materiais ricos tanto para o cinema como para a televisão. Após a notícia do remake do clássico "IT", chegou a vez de avançar com uma série inspirada na obra "The Mist". Aqui, os habitantes da pequena Bridgton, em Maine (EUA), têm as suas vidas abaladas por um misterioso e assustador nevoeiro que cobriu toda a cidade. O fenómeno estranho vai fazer com que os maiores defeitos de cada um venham à tona, enquanto são alvo de monstros de outro mundo, presentes na névoa.

Tenho um soft-spot pelo género da fantasia, já sabem, mas estou um pouco reticente em relação ao The Mist. Provavelmente deve-se ao filme questionável de 2007. Ainda assim, o trailer apresenta novos elementos que aguçaram a minha curiosidade. Não sei até que ponto a história terá continuidade, ainda para mais no canal em que será transmitida, mas estou disposto a dar-lhe uma oportunidade. Aliás, basta saber que o elenco conta com a fantástica Frances Conroy (American Horror Story), para me convencer.



'5. Midnight, Texas
CANAL: NBC | ESTREIA: 25 JULHO

Midnight, Texas é inspirada no romance de Charlaine Harris, a autora de True Blood  uma das minhas séries favoritas de sempre. Descrita como uma viagem para uma cidade remota do Texas, onde ninguém é o que parece, vamos encontrar vampiros, bruxas, videntes e assassinos. Midnight é um porto seguro para aqueles que são especiais, diferentes. Os membros da cidade vão ter que combater pressões externas de gangs e policias suspeitos, além de lidarem com o seu próprio passado.

Sou suspeito por amar de morte a saga True Blood, mas ainda assim, o trailer deixou-me assustado. Não no sentido literal da palavra, mas devido à qualidade. O único canal que podia fazer jus a esta história era a HBO, mas compreendo o porquê de não quererem apostar numa versão alternativa de um produto que já terminaram. Agora, ser transmitida na NBC? Cancelamento garantido. Tenho pena, porque gosto de alguns dos actores como a Arielle Kebbel (The Vampire Diaries), Dylan Bruce (Orphan Black) e Peter Mensah (Sleepy Hollow), mas em partes mais parece uma paródia do Preacher. Vou reservar julgamentos para 25 de Julho, data em que estreia o primeiro episódio. 



Já conheciam as séries? Vão querer ver alguma?

domingo, 9 de abril de 2017

2 Anos de Ghostly Walker


O auto-proclamado dark horse da blogosfera está de parabéns! Parece que entrámos oficialmente na idade dos terrible twos. Se estão familiarizados com o termo, preparem-se para o que aí vem. Just kidding. Sim, tecnicamente o Ghostly Walker foi criado há mais tempo, mas só a 9 de Abril de 2015 é que criou raízes.

Sinto-me estranho a dizê-lo mas já caminho por estas ruas virtuais há mais de uma década (acabei de ter uma visão hilariante graças a esta frase). Criei o meu primeiro blog quando era um mero adolescente cheio de acne e, desde então, nunca mais arredei o pé. Por muito que goste de todas as minhas concepções como se fossem filhas, nenhuma se aproxima desta página. 

Tenho plena consciência que a minha honestidade, por vezes crua, e a sassyness que alguns de vós gentilmente me atribuíram, nem sempre é bem interpretada, mas asseguro-vos que não é com maldade (a não ser que me irritem a sério, óbvio). Acima de tudo estou aqui para vos divertir, e a mim também, claro. Se consigo ou não, isso já é outra história, ah! Mantendo a coerência e citando o discurso do ano passado, «posso nem sempre ter os tópicos mais "populares", mas acreditem que procuro sempre uma abordagem cómica/satírica em vez da bajulação que se lê por aí». Nada mudou.

Por muito que fique sempre bem dizer que não se liga a essas coisas, os números têm a sua importância e qualquer blogger sabe disso. Apesar de não ser o que me motiva, confesso que pensei que por esta altura tivesse mais seguidores, especialmente por não me restringir apenas a uma área de interesse. Dito isto, fico genuinamente feliz por saber que mantenho praticamente todos aqueles que me acompanham desde o início. Tenho pena que muitas pessoas tenham abandonado as suas páginas mas espero que se um dia voltarem, digam qualquer coisa que estarei cá para vos receber de braços abertos.

Os mais atentos já devem ter reparado que tenho andado um pouco ausente dos vossos blogs mas não se preocupem que não me escapa nada. Infelizmente não tenho tido o tempo que gostaria para me dedicar com mais afinco à página, mas continuo a esforçar-me para redigir conteúdos que considere interessantes e, se for caso para isso, originem diálogo. 

Não seria uma publicação do Ricardo se não tivesse mais do que cinco parágrafos, não é verdade? A todos os que chegaram ao fim deste testamento à espera de uma giveaway, lamento desiludir-vos mas ainda não é desta. Fora de brincadeiras, aos que continuam desse lado, obrigado. Agradeço-vos do fundo do coração pelas vossas leituras, comentários e partilhas com o hipocondríaco dramático que ainda sonha com a estatueta dourada.

Obrigado!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Guia para namorar com um cinéfilo ⤫ Capítulo I


Por esta altura sinto-me como o Padre António Vieira a pregar aos peixes quando falo sobre a minha paixão pela sétima arte. Um dos meus maiores desgostos é não ter qualquer tipo de formação na área mas nunca é tarde para aprender. Isto de conciliar o amor por outra pessoa com o amor cinematográfico tem muito que se lhe diga. Após sete anos ao lado da Marta (a rapariga bonita do Majestic), foram muitas as vezes que reparei na diferença drástica de interesse que cada um de nós tem sobre séries e, especialmente,  filmes. Face esta situação, parece-me oportuno elaborar uma espécie de guia para os companheiros de qualquer cinéfilo. 

CAPÍTULO I

1. Nada de funny business no cinema

Muitos de vós já devem ter comido uns linguados bem temperados no escurinho do cinema, faz parte não é? Apesar de já me ter acontecido, e mesmo que o prato seja uma autêntica iguaria, detesto que me desconcentrem quando estou a ver um filme. Ainda para mais pago. Chamem-me Tio Patinhas mas é a mais pura verdade. Cada vez mais ir ao cinema é considerado um luxo e, como tal, pondero imenso sobre em que cavalo apostar. Se o barulho dos desconhecidos já é mau, imaginem se for o vosso amigo, date, wtv, a interromper constantemente o filme com questões ou luzes, ou com algo mais spicy (not judging tho). É tudo muito giro mas perdem-se imensos pormenores.

2. Vais ouvir trivia que não te interessa

Ela que me corrija se estiver errado (não estou), mas esta é a maior queixa da minha namorada no que toca ao mundo do entretenimento. Desde muito novo sempre adorei ver os tops musicais e por mais absurdo que seja, consigo identificar o ano e posições a que certas faixas que ouvia chegaram. Com os filmes não é muito diferente. A notícia de um novo trailer é muitas vezes ofuscada por um rol de informação que ninguém me pediu mas que dou involuntariamente. Lamento imenso se acho interessante referir que X actriz ganhou um Óscar por aquele filme e no mesmo ano um Razzie por outro (hey Sandra Bullock). Lancem directores, gossip de bastidores e críticas à mistura, e está preparada a receita para a minha namorada adormecer ou dizer como aquela miudinha disse ao Toy e pedir-me "cala-te só um bocadinho".

3. Prepara-te para debates acessos a favor/contra certas produções 

Um dos meus calcanhares de Aquiles. Já referi anteriormente que tenho uma grande dificuldade em aceitar opiniões contrárias às minhas. Não se trata de me considerar o santo graal cinematográfico mas o que é suposto fazer quando alguém tem o descaramento de me dizer que o "Fifty Shades Darker" é óptimo e que tem muito mistério? Já que não lhes posso bater deixem-me destruí-los com palavras, por favor. Todos temos direito à nossa opinião e também tenho a minha cota de shitty movies that I love, mas a diferença reside no facto de ter plena consciência da sua falta de qualidade. Outra é acreditar piamente que aquilo é um bom produto. A Marta diz que consigo ser obnoxious ou até condescendente mas é mais forte do que eu. Por muito que o seu desinteresse me incomode, é graças a isso que nunca batemos de frente por causa do que pensamos acerca de determinado filme.

4. Entrar na Fnac é o maior erro da tua vida

Não sei até que ponto gostaria de saber o total de horas que já gastei na Fnac ao longo dos anos. O que vale é que não tenho o hábito de ir lá todas as semanas e sou muito agarrado ao dinheiro, se não estava arruinado. Se forem amantes de DVD's, sob hipótese alguma ousem entrar num destes estabelecimentos com a vossa cara-metade. Caso contrário preparem-se para uma sessão repleta de sopros, revirar de olhos e até miar para vos chamar à atenção  (sim, isto aconteceu-me). Esta actividade está para algumas raparigas como uma visita à Mac para alguns rapazes. Terrível.

5. Os Óscares são o equivalente ao Mundial

Há pessoas que fazem promessas, batem nas mulheres quando o clube de eleição perde e são capazes de passar fome para poderem comprar um bilhete de futebol. Aqui não há nada disso, muito menos violência, mas o fervor emocional é semelhante. Torcemos pelos filmes e actores de que mais gostamos, dizemos asneiras se alguém vencer injustamente, e até vertemos uma lágrima ao lembrar aqueles que já faleceram. Da mesma maneira que olho com algum cepticismo para o mundo da bola, imagino que há quem faça o mesmo com o meu cinema. Ao estarem numa relação com um cinéfilo, têm que se mentalizar que uma madrugada de Fevereiro por ano, ele vai ficar na sala até às 4 e tal da manhã a seguir religiosamente a emissão dos Óscares. Podem chamar, aliciar com comida (vá, aceitava mas mantinha os olhos na televisão), e até se queixarem de frio, não adianta. Sorry mas deixem-me em paz.


Já namoraram com um cinéfilo? Têm amigos assim?

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